quinta-feira, 3 de julho de 2014

Satsang: A Receita de Bolo




Este contato presencial é fundamental. Isto é como fazer um bolo, você faz um bolo, vê se é assim mesmo que fazemos um bolo? Você faz um bolo, aí coloca no forno, aí daqui três minutos a gente vai abre o forno, puxa o bolo e dá uma olhada em como está e coloca de novo, aí deixa lá por mais três minutos, puxa o bolo dá uma olhada, é assim que se faz o bolo? 

PARTICIPANTES: Aí já murchou  (risadas das participantes)...

M.G: Ué, não é assim não?

PARTICIPANTE: Não é três minutos, são trinta minutos, depois de 30 minutos você abre e olha e enfia um palito...

M.G: Então não é assim?

PARTICIPANTE: Não senhor!

M.G: Então como é que a gente quer despertar fazendo a coisa errada? Se eu estou dizendo para você que para fazer este bolo, você não pode mexer nele, você tem que vir para este Satsang, tem que vir para o próximo, e tem que vir para o próximo, até descobrir que você é o Satsang. Até descobrir que o Guru do lado de fora e você são Um, aí o bolo está pronto, se não você fica nessa coisa...

PARTICIPANTE: É como você só ter a receita do bolo, tem um sorvetão lá, que se eu lhe der só a receita você não o faz de jeito nenhum...

M.G: E a receita está certinha, não está?

PARTICIPANTE: A receita está certa, mas se você tiver só a receita, e não tiver alguém que saiba como faz, você não faz de jeito nenhum... Pode seguir a receita e não vai dar certo.

OUTRO PARTICIPANTE: É muito interessante Marcos é ter esta percepção, saber que nos primeiros Satsang o desconforto é natural, e saber que não há nada errado com o desconforto, não tem nada errado  com o medo, com o sentir, com o sorrir, não há nada errado em se sentir vulnerável, inseguro...

M.G: Não tem como dizer para você o que é, o que é, é assim, o medo é um bom companheiro, não tem problema, encare o medo como um companheiro de caminhada, você está olhando aquilo que você é, e o olhar para aquilo que você é, é amedrontador, porque o sentido do controle está caindo, isso está aí a milênios, você pensa que isto está aí a três decênios, quatro, cinco, seis, sete decênios, isto está aí a milênios, você não vê com que arrogância dizemos; eu, nós seres humano, nossas invenções, nossas descobertas, o quanto evoluímos, isto é tudo blá blá blá, não evoluímos nada, não há nada evoluindo, a existência está fazendo tudo, não tem alguém fazendo, mas não, nós dizemos: olha as nossas conquistas, as nossas realizações, e também assumimos as desgraças do meio ambiente, as desgraças humanas, sempre a arrogância de ser alguém ali, aí você vem ao Satsang, e começa a descobrir que você é uma fraude, que você não existe, que não tem alguém, que é só a vida se movendo, transformando, acabando com os dinossauros para surgirem outras espécies, acabando com as baleias para surgirem outras espécies, ah o mico leão dourado, oras...

(...)Então o que acontece, existe um trabalho no presencial com um desperto que não é possível, para a grande maioria, não é possível fazer isso só com a receita do bolo, só lendo, ou só praticando sozinho, ou só tentando uma autoinvestigação sozinha, a mente vai embolar...

Trecho da transcrição de um encontro ocorrido em São Paulo em Novembro de 2013

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