terça-feira, 15 de julho de 2014

Paltalk Satsang: Quem é você verdadeiramente?



Mais uma vez em coisa nenhuma, no vazio, no vazio que é esse espaço. É o vazio que é o espaço e, que não é coisa nenhuma e, que é ao mesmo tempo o mundo em sua totalidade, sem qualquer separação. Estamos fazendo uso de palavras, falando de um vazio que é a totalidade, a totalidade do mundo, a totalidade de todos os fenômenos, acompanhem com calma isso, sem qualquer expectativa, sem qualquer urgência, sem qualquer motivo, sem qualquer desejo, sem pressa.

Então aqui estamos sempre nesse ponto, bem aqui mesmo, aonde não há qualquer separação, nunca houve, esse é o lugar, o lugar onde tudo se encontra, é onde nós nos encontramos. Eu preciso dizer a você que somente aqui está a paz, este amor, esta liberdade, esta felicidade, que vocês sempre estiveram buscando, olhando para a estrada, pensando em uma jornada, em uma longa e longa jornada, isso explica porque não puderam encontrar isso. Estão sempre projetando uma jornada para longe, para fora, para um lugar distante, tivemos sempre olhando para essa estrada, quando você se aproxima pela primeira vez do Satsang, você se depara com isso, com uma fala que te diz que não há qualquer separação, você não pode encontrar do lado de fora, olhando para uma estrada, sonhando com um jornada, para um lugar distante, porque é algo que está agora, nesse instante, nesse presente momento, bem aqui, toda paz, todo amor, toda liberdade, toda felicidade, algo que você jamais sonhou. Essa é a sua natureza real, o seu ser. 

É de fato uma alegria estarmos juntos, atentando para isso, ouvindo que a paz nunca foi perdida, ouvindo que o amor não pode ser encontrado, que a liberdade não é algo distante, e que a felicidade não está do lado de fora. Nada disso é algo para ser encontrado no final de uma busca, de uma pesquisa, não precisamos de um mapa, como o mapa do tesouro, e todas as condições e possibilidades para desenterrar esse tesouro, se é que com esse mapa nós vamos conseguir encontrá-lo, nada disso, assim nós apenas destruímos a possibilidade, a real condição, a possibilidade, o real lugar, o espaço verdadeiro, está sempre presente, é algo presente, está aqui como sua real natureza, como essa verdade que é você, a pergunta é quem é você verdadeiramente? A pergunta quem é você de verdade? O corpo e a mente se situa no tempo, se situa no espaço, e essa noção de tempo e espaço é puramente mental, a ideia do movimento é o tempo, a ideia da geografia é o espaço, mas isso também é algo fenomênico, algo que aparece nesse mundo, e que mesmo assim não está separado daquilo que é você, da sua verdadeira natureza e é disso que tratamos, sempre, sempre e sempre.

Estamos olhando em seus olhos e lhe dizendo isso, você é Deus! Você é a verdade, você é a paz, é a liberdade, é a felicidade, é o amor, é a graça, é o discípulo e é o Mestre. Em Satsang você é abraçado por esse silêncio, por esse reconhecimento, aqui não valorizamos suas crenças, aqui o que nos importa é a verdade que você é, que é esse espaço, que é esse vazio, essa totalidade, essa plenitude, essa graça.

É aqui que começa tudo, e tudo termina, toda criação e toda destruição, e tudo está bem, perfeitamente no lugar, para Deus tudo está no lugar, nada está fora do lugar, até o que está fora do lugar está no lugar, porque esse é o único lugar, é indescritível estar diante dessa presença, desse vazio, dessa graça, dessa liberdade, deste amor, que nunca está ausente, que é ele, que é você, a ilusão está destinada a desaparecer, como algo no tempo desaparece no tempo, só aquilo que é permanece, e a ilusão é aquilo que parece, que parece ser, pode aparecer naquilo que é, mas a ilusão não é, nunca foi, nunca esteve aí, que bom! Como recém nascidos aqui estamos, não estamos interessados em olhar para a estrada, para o lado de fora, mas para aquilo que é novo, desconhecido, como esse recém nascido que olha o mundo, mas que não sabe o nome de nada, sem qualquer referência, que apenas está olhando, curioso, sem qualquer certeza, nessa alegria de ver, de descobrir, sem nomear, sem quantificar, sem qualificar, sem ver o certo e o errado, está apenas no ver, no olhar, eu diria para você que você é bem-vindo.

Bem-vindo ao fim e ao início, eu chamo isso de liberdade, a liberdade da ideia do pensador dentro do pensamento, a liberdade do experimentador dentro da experiência, não é o pensador em liberdade, não é o experimentador em liberdade, é a liberdade de ser, de estar livre dessa crença, da crença do pensador, da crença no experimentador, e só o que fica é o fenômeno, o pensamento, a experiência, a sensação, o tocar, o ver, o ouvir, o falar, sem alguém nisso, bem vindo ao lar!

Aqui está você nesse instante, diante daquilo que é. Diante dessa Graça, dessa liberdade, não como algo separado, mas como a própria coisa em si, você é isso. E é só isso. Fique com esse silêncio, acolha esse silêncio, isso é algo muito simples como tudo aquilo que é natural, não valorize a crença, a confiança de ser alguém, Deus não é alguém, Deus É! Você está aqui para realizar isso, para constatar isso, porque só tem isso!

Alguma pergunta? Se houver perguntas faça, se não houver permaneça em silêncio, se não houver perguntas, não busque perguntas. Você está aqui para vivenciar esse instante, esse instante de Graça de Presença, para constatar seu próprio Ser, essa única realidade, diante disso, sendo isso! 

Nesse momento você tem tudo o que você precisa, quando você está nesse ponto, você tem tudo o que você precisa, somente nesse momento que nós nos deparamos com isso, a Presença é essa Consciência, que é essa Graça, que tudo provê, quando o discípulo está pronto o mestre aparece.  Somente nessa maturidade, somente diante dessa maturidade, é possível um real reconhecimento, esse encontro é essa Graça, é essa constatação.

PARTICIPANTE:  Mestre, na profissão que exerço, lido com todo o tipo de mente... Não é fácil para a minha mente! Sou encarregado de produção !!

Seu problema não é a profissão que você exerce, mas é a ideia de ser alguém, alguém que está lidando com outros, enquanto houver a ideia de alguém lidando com outros, nada vai ficar fácil para você, você diz: lido com todo tipo de mente, não existe todo tipo de mente, só tem a mente. E a mente é conflito, a mente é loucura, estupidez, mediocridade, miséria, e você fala como se houvesse a sua mente e a mente dos outros, na verdade tudo é a sua mente, não tem os outros, abandone a ilusão de ser alguém, de ter uma mente, de dar realidade a essa mente aí, e os outros desaparecem, eles não são o seu problema, você é o seu único problema, na realidade o universo inteiro não conhece você com seus problemas, porque isso só faz parte da sua imaginação, da imaginação de ser alguém, essa é a miséria, essa é a mediocridade, essa é a estupidez que aqui chamamos de mente.

PARTICIPANTE: Outro dia acordei com a pergunta, onde termina o eu e começa o mundo? 

M.G: Na realidade você não acordou com essa pergunta, essa pergunta está acontecendo, e isso não tem nada haver com você, tudo o que a mente sabe fazer, é criar problemas e buscar soluções, e aqui ela cria um problema, e aqui ela busca uma solução para esse problema, isso é problema da mente, na verdade você nunca acorda e nem dorme, é a natureza da mente fazer perguntas, cavar até encontrar suas próprias respostas, mas tanto as perguntas, quanto as respostas que a mente faz, ainda é parte dela, problema dela, solte o sentido de ser alguém, realize a sua real  natureza e todas as perguntas terminam, toda ideia de um mundo do lado de fora, ou alguém do lado de dentro desaparecem, não só essa pergunta, que é onde termina o eu e começa o mundo, mas todas as perguntas desaparecem, porque na verdade este eu aparece com o mundo, que aparece com a mente, você em seu Ser é essa plenitude onde tudo aparece para desaparecer, e em sua real natureza não há qualquer separação. Em sua natureza real você está livre do sentido de separatividade, livre da ilusão, não há mais a noção de alguém dentro e o mundo fora, nem a ideia do começo e do fim, para qualquer coisa, é isso aí.

Vamos ficar por aqui, até o próximo encontro, lembrando a vocês que neste final de semana estaremos aqui em Recife, onde a gente vai se aproximar disso diretamente, presencialmente! E no próximo em Fortaleza. Até o próximo encontro!

Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senses no dia 14 de Julho de 2014
Encontros online todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!



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