segunda-feira, 21 de julho de 2014

Paltalk Satsang: O Maravilhoso jogo da Ilusão




Nesse encontro nós estamos nos voltando para essa realidade presente, para essa realidade divina, para aquilo que somos. Nós estamos diante de um jogo maravilhoso, estamos diante de uma ilusão absolutamente convincente, na mente estamos capturados, presos, nesse truque de luz, de sons, de cheiros, na mente estamos diante de um mundo sólido, mas uma inspeção, uma verificação mais próxima vai nos mostrar que isso não tem qualquer substância real, observem que todos nós temos a ideia de um mundo externo, essa é uma ideia profundamente convincente e você como algo separado desse mundo, você como um entidade presente, separada desta experiência, então há sempre essa crença, de um mundo inteiro nascendo, aparecendo, surgindo, diante dos seus olhos, algo aparecendo lá fora, do lado de fora, você dentro e o mundo fora, um maravilhoso truque de luz, de sons, de cheiros, de sensações. A experiência de ser alguém, alguém vivendo a experiência do mundo, estamos diante de uma tremenda ilusão, alguns de vocês se aproximam desses encontros com o desejo de se verem livres dessa ilusão, destruindo essa ilusão, mas eu quero lhe dizer nesse encontro, você aqui você é convidado apenas a se tornar consciente dessa ilusão, e isso é o fim da ilusão, o sentido de um eu presente na experiência do mundo, não é algo como uma ilusão para ser destruída, uma ilusão não precisa ser destruída, e sim descaracterizada, a ilusão desaparece nessa constatação, nós queremos destruir o pensamento, destruir as sensações, destruir as emoções, destruir a experiência do mundo, mas a ilusão não está na experiência do mundo, a ilusão está na ideia de alguém presente dentro dessa experiência, esse que é o grande jogo da ilusão.

Como é que soa isso para vocês aí? Dá para acompanhar? Nós estamos querendo algo que nós imaginamos, estamos imaginando esta libertação, imaginando este livramento, imaginando o fim do ego, do eu, imaginando o fim do sentido de separação, mas isso também é apenas mais um pensamento, nesse espaço, nesse momento, nesse instante em Satsang, você é convidado a olhar e ver isso. Essa assim conhecida "mente" é nela que se baseia nossas vidas, e essa mente é a própria ilusão é nela que está o sentido do mim, do eu, do ego, da pessoa, desse sentido de separatividade, mas essa intenção, mas esse desejo, esse motivo, essa coisa imaginária ainda é parte dessa ilusão, você não se liberta da mente na mente, na mente você passa a vida inteira tentando se livrar da mente, na mente você passa a vida inteira tentando alcançar a paz, a liberdade espiritual, a libertação, ou a iluminação, isso também é mais uma crença.

Eu lhe convido a estar presente com aquilo que se apresenta nesse instante, sem a ideia de se livrar, sem a ideia de se libertar, sem o movimento da fuga, essa é a única forma de você se desidentificar dessa ilusão, em Satsang estamos falando de algo simples, de algo natural, nós estamos falando de uma busca, de uma procura, nós estamos falando de uma libertação imaginária, nós estamos falando de, na mente encontrar a paz, não estamos falando de dentro dessa procura nessa procura, a partir dessa procura, encontrarmos alguma coisa, estamos apenas falando a respeito de ver isso, de ver que é apenas um sonho, essa ilusão é só um sonho, um sonho que se tornou especial demais para você, porque é assim que no eu nós nos sentimos no mundo, alguém especial, despertar, a realização, ou a real liberdade, a real libertação é algo que acontece bem naturalmente, quando a ilusão é vista como ilusão.

O problema é que a mente vai sempre transformar alguma coisa que ela esteja ouvindo em um novo entendimento, em uma nova motivação, em uma nova busca, em Satsang você desiste disso, você descobre, constata a beleza, a Graça do silêncio, essa coisa de não se preocupar em soltar, de também não se preocupar em prender, e quando isto está presente tudo fica solto, bem naturalmente, todas as crenças ficam soltas, todos os desejos ficam soltos, todo movimento para vir a ser ou deixar de ser, ficam solto, e aí muito naturalmente há esse florescimento, alguns chamam isso de despertar, realização ou iluminação, eu chamo isso de Estado Natural, o estado livre da ilusão, a ilusão vista como uma ilusão, algo inofensivo, não construimos isso, nem destruímos nada, para realizar isso. Acontece apenas uma desidentificação, uma não confiança, nesse padrão comum, nesse padrão filosófico, espiritual, religioso, esotérico, místico...

PARTICIPANTE: Neutralidade?

M.G: A expressão neutralidade, o que significa? Aqui de fato ela também não significa nada, estamos apontando para uma vivência direta dessa realidade sempre presente, aonde não há diferença ou indiferença, aonde não há o certo e o errado,  aonde não há ser positivo, ser negativo, ou ser neutro, essa realidade presente comporta tudo, mas não se confunde com nada mais, com qualquer outra coisa, Tudo isso é visto apenas como algo presente sem muita importância, sem qualquer importância, cada coisa ocupando o seu próprio lugar, bastante inofensivo. Não há mais alguém presente, capaz de rejeitar ou aceitar, capaz de se confundir com qualquer experiência, se confundir com pensamentos, sentimentos, sensações, emoções, reparem que esta fala não lhe dá nada, você não pode segurar nada, esse é o propósito dessa fala, não tem qualquer propósito, lhe empurrar para além da necessidade de ver algum propósito em qualquer coisa, sem pé nem cabeça, e sem o resto do corpo.

Temos sete minutos, alguma pergunta? Depois de nada sendo dito, para ninguém... (risos). Ninguém falando, ninguém ouvindo, nada sendo dito, a coisa não está na fala mesmo, é por isso que o jogo termina, esse maravilhoso jogo da ilusão, quando não há mais significado, nenhum significado, é bem paradoxal, mas é aí que faz sentido,

PARTICIPANTE: Mestre há uma abstinência para quem está longe do próximo Satsang. Tem alguma dica?

M.G:  A dica é, qual é a resposta? A dica é; esteja no próximo Satsang.

Bem vamos ficar por aqui turma, obrigado a todos pela presença e até o próximo encontro. Namastê!


Transcrito de uma fala via Paltalk Senses no dia 18 de Julho de 2014.
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!



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