sexta-feira, 25 de julho de 2014

Paltalk Satsang: Não há prática, meditação ou exercício que possa lhe ajudar a ser você mesmo!



Estamos juntos em mais um encontro que significa: "estar presente". Estar presente significa assumir a sua Verdadeira Natureza que é Consciência. Quando falamos de Consciência estamos falando de algo muito óbvio, é algo tão claro, mas tão claro que não pode ser notado, estamos falando de algo que não pode ser notado, mas que pode notar tudo, você pode não encontrar isso, mas isso encontra tudo.

Na mente nós temos um princípio que é o princípio da busca, da procura, na Consciência não há este princípio de busca e de procura, pois a Consciência se mantém como esta Imutável Presença, onde tudo está claro, onde todas as aparições são possíveis, isto explica porque a dificuldade que temos de assumir na mente isso que somos.

A mente só conhece este mecanismo da procura, é preciso que a mente desapareça, é preciso que este sentido de procura da mente caia, entre em colapso, de outra forma você não pode constatar aquilo que é tão óbvio, porque você está presente neste movimento, no movimento artificial do pensamento, no movimento da mente, você está confundindo com ele, está se confundindo com o pensador, confundido com aquele que sente, com aquele que experimenta, como aquele que presencia. Só há o pensamento, só há o sentimento, só há o que acontece, só essa experiência, nenhum pensador, ninguém sentindo, e ninguém experimentando!

Confundido com isso você está perdido na mente, esse é o sentido da mente egoica, esse é o sentido da separatividade, esse é o sentido de um eu presente, é assim que acontece com todos nós, estamos viciados nesse sentido de ser alguém, nesse sentido do eu, seja um eu voltado para a espiritualidade ou não, seja um eu voltado para experiências místicas, esotéricas ou não, quando você vem a esses encontros aqui, estamos dizendo para você que, estamos constatando algo óbvio, mas que não pode ser notado porque é muito óbvio para ser notado, se você tentar notar isso você perde, você se embola com a mente, isto é algo muito próximo, muito direto, isso preenche tudo, todas as aparições e não se confunde com elas, é algo íntimo de toda a experiência, seja ela a mais ínfima, a menor de todas, ou a mais ampla, vasta, profunda, tudo, absolutamente tudo está pleno, permeado, saturado com esta Graça, com esta Presença que é esta Consciência. 

Esta Consciência é a sua Natureza Real, impessoal, ela não é particular, ela não é individual, esta experiência está sempre presente, este pensamento também sempre se apresenta, esta emoção, esta sensação, mas tudo está diante dessa Consciência, saturado dessa Consciência, dessa Impessoal Consciência que é esta Presença, isto se mantém como algo óbvio, claro, você não pode encontrar isso, eu repito você está encontrando tudo, mas se mantém sempre como esta realidade desconhecida, esta fonte, este espaço ilimitado, essa coisa aberta, aonde todas as aparições, toda forma de manifestações, estão surgindo e indo embora, esta Consciência que brilha, ela já está presente, sempre presente.

Ela é esse silêncio, é esta vastidão, a plena ciência disso eu poderia chamar de meditação, meditação não é uma atividade, na verdade ela é a cessação de toda a atividade, é o termino, é o fim de toda atividade, mas na verdade isso ainda não é a verdade absoluta sobre a meditação, porque nada pode ser dito a respeito da meditação, nem mesmo isso, ela é algo sempre presente como esta Consciência desconhecida além da mente, a mente não tem acesso a ela, como aquilo que pode ser conhecido pode acessar aquilo que está além do conhecido?

Não podemos chegar a isso por uma prática, por um exercício, não podemos alcançar isso, mas isso pode assumir o lugar que é dele, ou dela, em Satsang você é convidado a ficar quieto, a deixar toda forma de identificação, a identificação com o pensamento, com o sentimento, a se desidentificar completamente dessa identificação, ela lhe coloca numa posição limitada, ela situa você como sendo alguém, uma vez que tenhamos compreendido totalmente isso toda essa atividade chega ao fim, e isso é meditação. Isto é algo que naturalmente chega ao fim, reparem que isso não tem nada haver com algo que você possa aprender, se trata de outra coisa, se trata exatamente de desaprender tudo, de soltar tudo, quando Nisagardatta esteve com o Mestre dele, ele disse algo mais ou menos assim: Eu confiei no meu mestre, veja o meu caso, meu Guru me ordenou a se atentar a este sentido do Eu Sou, e não dar atenção a nada mais, eu apenas obedeci. E ele continuou dizendo: Eu não segui nenhum curso especial de respiração, de meditação ou estudei as escrituras, seja lá o que acontecesse ou não, colocava a minha atenção naquilo, permanecia nesse sentido do Eu Sou! Pode parecer estranho, ele continuava dizendo; mas a minha única razão para fazer isso era porque o meu Guru dizia para fazer assim, ela havia me ensinado isso. E no meu caso funcionou... E concluiu com essas palavras: Obediência é um solvente poderoso para todos os desejos e medos...

Isto é porque você não pode construir isso, todo o seu esforço vai atrapalhar isso, o que quer que voce faça, irá atrapalhar, você apenas permanece nessa Consciência, nessa desidentificação, em sua Natureza Real, aberta, ilimitada, auto evidente, simples e natural...

Então o que eu posso lhes dizer é isso: Apenas escute com atenção, fique nessa simples confiança, nessa obediência e entrega, você tem tentado do seu jeito, e ele não tem funcionado, se tivesse funcionado você não estaria nessa sala, então eu estou lhe dizendo algo parecido, estou dizendo: Permaneça nesse espaço como esse espaço, desidentificado de todas as aparições, não dê importância ao sentido de um experimentador, você na mente não é confiável, na Consciência você é a Presença, você é a Única Realidade.

Neste momento aqui, são momentos oferecidos por esta Graça, por esta Presença, por esta Consciência, esta Consciência é liberdade e felicidade, amor e paz. Permaneça aí! Mantenha esse olhar para essa direção, o seu coração nesse espaço, e realize isso... Esta é a fala do encontro essa noite.

Fala transcrita de um encontro online via Paltalk Senses no dia  23 de Julho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 22h - Participem!

4 comentários:

  1. O problemático,o ansioso,o frustrado é o resistente aquilo que é.
    Naquilo que é, não pode haver um problemático,um ansioso e nem o frustrado.Porque?
    Naquilo que é,só tem aquilo que é.Simples assim.
    Sem imaginar nada,o que resta? Tudo,menos o imaginador.
    E o que é tudo? Melhor parar por aqui.Sobre o que nós estávamos falando mesmo?

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  2. Com tantos sonhos nos acontecendo,nos aparece um Mestre na forma Marcos Gualberto e nos diz dentro desses nossos sonhos: você não é o corpo,você não é a mente.Não é o pensador e nem o experimentador.
    Você é essa ausência,onde tudo isso acontece.Você não está no mundo,o mundo todo está acontecendo dentro de você.Quando você separa o eu do mundo fica impossível respirar.Essa é a nossa condição quando trazemos dentro de nós esse sentimento,essa crença de um eu isolado.
    Mas como tudo isso não são mais que sonhos,estar aos pés de um acordado,com resistência ou sem resistência é só o que é necessário.Ficar ali,se possível quieto.

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  3. Essa resistência é do ego,não é a sua.
    Então estar próximo do Mestre é a forma mais inteligente de se libertar.
    Não é ele que faz o trabalho? Você fica ali,sendo queimado por isso.
    Sem nenhum esforço,não é necessário nem respirar.
    Só deixando acontecer.

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  4. Você não pode querer ser o Mestre.
    Você pode permitir que o Mestre seja você.
    Ficando próximo,se permitindo,sendo vulnerável.
    Essa qualidade nós temos.

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