terça-feira, 8 de julho de 2014

Paltalk Satsang: A Constatação do Ser, de Sua Natureza Verdadeira!


Este trabalho é muito importante, para que possamos ter dentro dele este contato. A mente é uma só, a mente não é particular, não há mente particular. A mente não é particular e nem uma entidade, o que entendemos por mente é este movimento conhecido, ligado a noção principal; "eu sou o corpo", a ideia principal "eu sou o corpo" é algo presente neste movimento, conhecido por mente, isto é basicamente este sentido de separação, no qual se apresenta estes sinais, ambição, inveja, ciúme, ansiedade, desejos, toda forma de conflito, basicamente tudo isto é medo. O medo possível, nesse sentido de separatividade, a felicidade jamais será possível, enquanto com essa identificação com o corpo, nessa ideia eu sou o corpo, eu sou  um pessoa, eu sou alguém, enquanto isso se mantiver, enquanto isto estiver aí, a felicidade é impossível, a felicidade não conhece o sentido de separação, assim como a alegria não conhece isso. 

A alegria aqui é esse sinônimo de felicidade, que é sinônimos de paz, que é sinônimo de silêncio, Consciência de Deus, a verdade de Deus, a verdade natural, simples, real de sua natureza verdadeira, daquilo que é você, quando essa identificação não está presente, não mais se apresenta, isso é o fim da mente, o fim da ilusão, da ilusão desse alguém, vocês foram educados assim, todos nós fomos, a acreditar na ação, a acreditar em algum movimento dentro do nosso controle, um movimento que pode nos livrar disso, deste conflito, de toda essa confusão, desse medo, dessa ilusão, não há nenhuma verdade nisso, é somente disso que temos que nos livrar, temos que nos livrar dessa confiança, da confiança nesse sentido de alguém, de alguém presente, só há Consciência Presente, e não alguém presente, Consciência Presente não é particular, não é mental, não tem qualquer noção de estar no tempo, no espaço, aquele que está livre em seu Ser, em sua natureza verdadeira, tanto o corpo, como o mundo e a mente não estão separados...

Satsang é um momento de encontro com isso, com essa constatação, essas falas não tem muita importância, o silêncio por de trás delas, isso sim. Este silêncio está refletindo o silêncio presente, único, aquele no qual tudo aparece e depois vai embora, tudo se apresenta, e depois vai embora, meu convite a você nesses encontros é constatar isso, que não há nenhuma possibilidade da onda sem o mar, da nuvem sem o céu,  a nuvem sem o céu não é possível, a onda sem o mar também não é possível, essa Presença é aquela aonde essas aparições estão surgindo temporariamente de forma passageira, o corpo está passando, esse movimento do pensamento, de emoções, sensações, sentimentos, tudo isso está passando, enquanto esse silêncio está presente, esta Consciência está presente, está Presente Consciência, ela se mantém aí, meu convite é para que você descubra como olhar para isso que não muda, para isso que torna possível essas aparições, para isso que nunca altera, é possível realizar aquilo que você é, entrando fundo nisso, mergulhando nisso, é aí que está Deus, aquilo que é você, aquilo que nunca deixa de ser você, aquilo que nunca foi outra coisa, aquilo que nunca nasceu, e que não pode morrer, reparem que isso não tem nada haver com algo que você possa fazer ou deixar de fazer, fazer para alcançar, ou deixar de fazer para realizar, estamos falando de algo que está sempre aí presente, sempre intocado, algo direto, simples, natural, fora da limitação, de todas as formas de limitações, não há restrições para isso, isso não está localizado no corpo, nesse mecanismo. Nesse corpo, nesse mecanismo e em todos os corpos e tudo o mais, como essa onda, está aparecendo, como essa nuvem está aparecendo, mas isso não altera nada, absolutamente nada, isso é Real Meditação, é a constatação do seu Ser, de sua Natureza Verdadeira, é aonde está Deus. Você é Deus.

A mente conhece a separação, enquanto a Consciência se mantém como esse mar, como esse céu, no céu a nuvem tem a liberdade de aparecer e desaparecer, no mar a onda tem a liberdade de aparecer e desaparecer, isto porque na verdade a nuvem ainda é o céu, e a onda ainda é o mar, você não precisa lutar para se livrar de alguma coisa, quem lutaria? Quem estaria resistindo? Conflitando? Reagindo? Tentando se livrar de alguma coisa? Esse é o próprio movimento da mente, o próprio movimento de separatividade, a própria ilusão em seu movimento. Nosso convite é para que você solte isso. 

O amor, a liberdade e a felicidade só é possível quando tudo isso cai, quando há um colapso, quando isso desmonta, sua Natureza Real é essa felicidade, é essa paz, é essa verdade, isto não pode ser construído, isso não pode ser destruído, uma onda não altera o mar, uma nuvem não altera o céu, enquanto você mantiver essa ideia de alguém presente, de alguém agindo, tomando decisões, de alguém escolhendo, resolvendo, tomando qualquer posição, enquanto isso se mantiver aí, enquanto isso se mantém, enquanto isso permanece a ilusão permanece. 

Satsang é este convite a ficar quieto, a se desidentificar, a perder toda forma de identificação, com o sentido de identidade, com o sentido da presença de alguém, se permitir olhar a vida pelo movimento dela, sem resistência, sem decisões, sem escolhas, isto só é possível nessa entrega, eu quero terminar dizendo para você, venha ao Satsang. Venha a esses encontros presenciais, a coisa está acontecendo, nesses encontros fica mais claro tudo isso, isso aqui soa muito teórico, intelectual, conceitual, isto soa para você como palavras e de fato são só palavras, até que isso encontre aí o significa real, aqui fazemos uso da fala, fazemos uso de palavras mas não é nada disso, A palavra nunca é a coisa, a palavra nunca vai estar dizendo o que é a coisa, a palavra é só a palavra. 

Vamos ficar por aqui? Valeu pelo encontro! Até o próximo encontro! Estaremos juntos na próxima quarta feira. 

Fala transcrita a partir de um encontro via Paltalk Senses no dia 07 de Julho de 2014
Encontros abertos todas as segundas, quartas e sextas, às 22h é só baixar o programa e participar!

3 comentários:

  1. O que acrescentar à uma fala como essa?
    Por isso mesmo, a importância desse contato com o Mestre.Porque só ali,diante dessa presença,algo começa à ser reconhecido.De papagaios o mundo tá cheio.
    Somos papagaios, repetimos tudo o que nos dizem como se isso fosse algo nosso.
    O que realmente sabemos?A mente é compulsiva,tem sempre algo para dizer.
    Diante do Mestre essa compulsão perde força.Não nascemos falando.
    Isso foi algo que aos poucos foi acontecendo.Também com o pensamento foi assim.
    Foi preciso aprender,se tornou um mecanismo.O trabalho do Mestre é nesse mecanismo.Não é algo forçado.Basta permanecer em sua presença .
    O silêncio do Mestre,é o seu.Olhe para ele,olhe para ele,olhe para ele,você...

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  2. O respeito ou desrespeito pelo assim chamado"outro",não está separado pelo respeito ou desrespeito por nós mesmos. O sentido de unidade não permite isso,e por isso mesmo o conflito.O sentido de separação não pode se separar desse sentido de unidade.O que estamos fazendo em Satsang? Resgatando nossa real natureza.

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  3. Todas essas assim chamadas impressões,sejam pacíficas ou tumultuadas,acontecem no coração.Qual é o tamanho do nosso corpo?

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