quarta-feira, 16 de julho de 2014

Paltalk Satsang: Como realizar a felicidade, a liberdade e assumir Deus?



Nesses encontros estamos apontando para o silêncio, nesses encontros estamos apontando para esse estado natural, estamos apontando aqui para você, para este estado real, livre do medo, o medo é algo comum a todos nós, aquilo que é comum a mente é comum a todos nós. Para nós aquilo que é comum se torna natural, e na verdade não é natural.

O medo como nós o conhecemos é o medo que se baseia numa ficção, numa ilusão, essa ilusão é a crença de que somos entidades separadas, é impossível o medo sem o sentido de separação, sem o sentido do mim, do eu, sem esse sentido de ser alguém, assim aquilo que nós consideramos natural é só comum, é comum a todos. Porque todos, todos se confundem com a mente, e enquanto isso estaremos nessa confusão porque o que nos falta é um trabalho, um trabalho de reconhecimento de quem verdadeiramente nós somos, isso significa a liberação desse estado natural, só nele é possível a felicidade, só nele é possível a liberdade, a paz, e a verdade, porque ele é isso. Na verdade é impossível deixar de ser isso, a infelicidade é um movimento para fora desse estado natural, para uma acomodação a este estado comum, chamado medo, esse é o sentido de ser alguém, todo senso pessoal, todo sentido de individualidade, todo conflito nascido desse sentido de ser alguém, é isso que nós temos cultivado ao longo de todos esses anos, esse momento é um momento de soltar isso, é por isso que você está em Satsang, Satsang significa encontro com o que é, e o que é, é a verdade, a verdade é aquilo que é natural, o natural está presente quando a ilusão não está presente, quando não está assumindo mais, quando não está mais assumindo essa posição, essa sobreposição, você em seu estado natural é livre, essa própria liberdade, não conhece separação, sem separação sem conflito, não conhece o medo, esse silêncio é realização. Esse silêncio do estado natural... Algum pergunta?

PARTICIPANTE: Onde fica a nossa presença ao dormirmos?

M.G: A sua Presença Real é o que é, fora de tempo e espaço, agora a mente ela pode estar em qualquer parte, essa qualquer parte da mente em seu sonho, é um momento bem próprio, bem particular, de pura imaginação, você pode estar neste mundo ou em outro mundo, enquanto houver "você", você mesmo não está em lugar nenhum, ele está em toda parte, quando você se confundir com o desejo ou com a imaginação, "você" estará sempre viajando, estará sempre em algum lugar, na imaginação você pode adquirir experiências, em toda essas experiências não muda nada, não alteram nada, na mente você continua ainda com a ilusão de ser uma pessoa, um ser de pouca evolução ou de muita evolução, e eu continuo afirmando enquanto houver o sentido de separatividade, a real felicidade é impossível, haverá inconsciência, a realização de Deus é impossível, a sua realização está nesse instante, em sua verdadeira natureza não há sonho, sono, vigília, não há tempo nem espaço, para essa felicidade e realidade que é você não há mundo, nem mundos, aquilo que é você não nasce, não morre, não conhece qualquer limitação.

Tudo isso podemos experimentar, nascer, morrer, estar aqui ou acolá, viajar por outros mundos, ter experiências com seres desse planeta e de outros planetas, e isso não muda nada, você continua com uma ego-identidade, como uma fraude, como uma ilusão, com a ilusão de ser alguém, alguém sempre pronto a experimentar, sempre pronto a novas experiências que não terminam, isso jamais termina.

Como é que soa isso para vocês? Eu mesmo respondo! Desanimador! Isso esvazia você de sua missão, isso tira de você a excitação de se tornar alguém cada vez mais importante, mais realizado, mas é assim... Vocês cansaram de experiências materiais agora querem experiências espirituais, cansaram de experiências terrenas, querem experiências extraterrestres, ou cansaram de experiências terrenas e querem experiências intraterrenas. É sempre o ego, é sempre a ilusão de ser alguém. 

PARTICIPANTE: É como se sempre achássemos um sentido para tudo e agora parece que nada tem sentido de ser...

M.G: Todo esse sentido para tudo em sua ambição, em seu movimento de continuidade, na verdade não há sentido para nada mesmo.

PARTICIPANTE: Leve esta é palavra que cabe a mim, depois de Satsang. 

M.G: É exatamente isso, muito a deixar para trás e nada levar, beleza! São testemunhos de quem estão dentro de Satsang, lindo isso!

 PARTICIPANTE: A mente é uma piada que só tem graça quando acaba.

M.G: (Risadas) Muito boa. Este é um momento para apreciar isso, de apreciar aquilo que é real. E apreciar aquilo que é real significa desistir de estar amparado na ilusão... Eu posso dizer para você coisas desse tipo, eu posso lhe desafiar a olhar para isso diretamente, e você por si mesmo perceber, eu costumo dizer que as coisas que ando dizendo, que digo, são todas abobrinhas, mas isso não é verdade (risos). Eu estou lhe dando a dica, de como realizar a felicidade, de como realizar sua liberdade, de como assumir Deus, eu disse assumir Deus, não é crer em Deus, todos acreditam em Deus, ninguém assume Deus, eu estou lhe convidando a assumir Deus, a assumir a verdade, assumir aquilo que você é, isto significa despertar. 

Não há palavras para isso, não há palavras para isso... Você não precisa fazer o que acredita precisar fazer, você não precisa mudar nada, na sua vida, do lado de fora, não tem ninguém aí para mudar alguma coisa, tudo o que você precisa é assumir o que você é, se desidentificado do corpo e da mente, deixando a ilusão de ser o autor, de ser o pensador, de ser o senhor e dono das decisões. Basta soltar o sentido do eu. Não há nada para buscar, nada crer, nada fazer, simplesmente silenciar, aceitar e viver, está vendo como fica claro quando vocês estão em Satsang, está aí as palavras do Gláucio, quando se está em Satsang fica claro, quando se afasta de Satsang, seis meses depois começa a dar as risadinhas...

Vamos ficar por aqui. Boa noite! Namastê!

Fala transcrita de um encontro no Paltalk no dia 11 de Julho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!

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