terça-feira, 1 de julho de 2014

Paltalk Sangha: Você não é importante!



A reunião da Sangha tem como propósito compartilharmos este trabalho, compartilhamos o que tem ocorrido conosco ao nos propormos, ao nos dispormos a participar de encontros como este, a estarmos em Satsang, ok?

Alguém gostaria de perguntar alguma coisa, lembrando que a única coisa que vou poder responder são apenas as impressões presentes aqui neste corpitcho, com relação ao que tem sido este trabalho, e como ele tem aparentemente acontecido aqui nesse corpitcho,  neste organismo, haja vista que o trabalho, ele é todo no corpo, é todo nessa estrutura que o Marcos chama de corpo-mente, e eu chamaria aqui, de apenas o corpo, então o que pode ser testemunhado são apenas palavras, apenas abobrinhas também, nada certo, a respeito disso, que nós tratamos aqui.

A única certeza que há presente aqui, é a total incerteza com relação aquilo que se apresenta, a total incerteza com relação aquilo que é a vida, ou a forma com que a vida se apresenta e, no entanto, esta incerteza não é mais motivo de desconforto, porque durante muito tempo sempre houve a necessidade da busca do conhecimento, da busca de um apoio, da busca de meios de válvulas de escape, para aqueles que se sentiam de certa forma oprimidos ou estressados, em desconforto e  que necessitavam de alguma forma de válvula de escape, que pudesse diminuir esse desconforto, e que buscavam isto em válvulas de escape, e em Satsang você tem a possibilidade de relaxar, este corpo que é um corpo perturbado, porque só um corpo perturbado está em busca de alguma coisa, e perturbado pelo quê? Perturbado por essa pretensa identidade, por essa autoimportância que damos para esse personagem que parece habitar este corpo. Então se alguém quiser, no início deste encontro de hoje fazer alguma pergunta, ou por escrito, ou se tiver um microfone aí, se quiser também subir ao microfone, fazer a sua pergunta ou tecer os seus comentários, fiquem à vontade. Hoje é uma reunião de Sangha, é um encontro da Sangha, e está aberto, ok? Se tiverem alguma pergunta fiquem à vontade, caso contrário eu falo qualquer abobrinha aqui, e qualquer abobrinha está valendo (risos), qualquer abobrinha está valendo, beleza? Mas eu posso garantir para vocês, a única coisa que eu posso garantir é que será uma abobrinha recheada de sinceridade, de honestidade, quem sabe de algum autoengano presente, (risos). Vamos lá, se tiverem perguntas, fiquem a vontade, o homem das perguntas, que gosta de colocar lenha na fogueira, tem alguma pergunta aí hoje? Olha só eu sabia, antes de eu dizer qualquer coisa ele já estava escrevendo, (risos).

Perfeição não é quando..., olha aí, o nosso participante colocou uma frase de Saint Saint-Exupéry, o escritor de O Pequeno Príncipe, nosso participante que é um homem muito culto, aí ele colocou a frase deste "importante" escritor francês, (risos) - Aí ele diz, o seguinte na frase: 

PARTICIPANTE: "Perfeição não é quando não há nada mais para acrescentar, mas sim quando não há mais nada para retirar." Comente...

Tom: Perfeição, como toda e qualquer outra palavra, é somente uma ideia, a mente acredita num ideal de perfeição dentro daquilo que ela estipula, daquilo que ele determina, daquilo que ela cria, daquilo que ele projeta, daquilo que ela espera, daquilo que ela sonha, e a partir deste sonho, a partir dessas pretensões, ela cria um ideal que ela chama de "perfeição", e este ideal, como todo e qualquer ideal mental, só existe na mente e para a mente. O que seria a perfeição para nós? Quem poderia dizer o que é perfeito? A partir do momento que alguém pudesse definir aquilo que é a perfeição, estaríamos muito longe dessa perfeição, porque quando há a presença de alguém o que nós conhecemos não é a perfeição, o que nós conhecemos é esta pretensa identidade acreditando poder determinar alguma coisa, conhecer alguma coisa, explicar alguma coisa, comentar alguma coisa, essa pretensa identidade e essa pretensa atitude, nascida na nossa arrogância, faz com que acreditemos que, na mente somos capazes de compreender a vida, que na mente somos capazes de explicar a vida, nós nos separamos da vida, nos colocamos como alguém à parte na existência, e a partir desta separação, a partir dessa ideia de separação, nós acreditamos que podemos explicar, compreender, entender, aprender e ensinar, não somente o que é perfeição, mas o que é a vida, qual é o significado, qual é o propósito. Tudo pretensão! Tudo arrogância!

Quando eu cheguei nesse trabalho com o Marcos, eu ainda acreditava que algo pudesse ser capturado por essa pretensa identidade, eu acreditava que algo pudesse ser acrescentando a esta pretensa identidade, e a mente, ela sempre quer tirar vantagem, porque este personagem que acredita habitar o corpo, ele se considera muito importante na vida, tão importante que ele se considera, que ele acredita poder ser alguém na vida, alguém de destaque, e  se destacar, não é necessariamente subir ao topo da fama, mas é se colocar em posição de vítima diante da esposa, diante do esposo, do namorado, diante do patrão, diante do pai e da mãe, e às vezes se colocar como como o coitadinho, como o sofredor, como: Oh céus, Oh Vida, Oh azar..., (risos), quem se lembra desse desenho aí? Da hiena dizendo, oh céus, oh vida, oh azar? E se colocando numa posição de vitima que é bastante confortável, no sentido de que, a partir do momento que esta pretensa identidade, de que este fantasma, ele é uma vítima, então ele é muito bonzinho, ele é completamente inocente, mas a sua inocência esta calcada, está alicerçada na culpa dos demais a sua volta, na culpa da humanidade, ou seja, de alguma forma esse personagem, precisa adquirir destaque e por essa razão as nossas relações a nossa volta, no nosso dia a dia, são muito importantes, porque todos aqueles que estão a nossa volta, acredita na mentira que nós somos, olha que interessante, a sua mãe jamais vai duvidar que você é o filho, ou o filho querido, ou o filho que dá trabalho, ou a ovelha negra; a sua esposa não vai deixar de acreditar que você é o marido e, no entanto, nessa troca, nessa consideração mútua, a mentira que você é, a mentira desse personagem é considerada, é alimentada, ela é vista como importante, importante para alguém. 

E é nesse sentido que nós precisamos, que algo seja nos acrescentado como o participante colocou lá  em cima, o que é, que tem nesse trabalho que pode ser nos acrescentando? O que o Marcos pode nos acrescentar? Quando nós chegamos nesse trabalho, existe sim a ideia de que, nós somos importantes, nós nos consideramos tão importantes quando nós chegamos a este trabalho, que nós buscamos resolver nossos problemas, nós chegamos aqui para saciar as nossas dúvidas, para encontrar respostas para essas dúvidas existenciais, essas crises existenciais que "só nós trazemos", sabe? Sabe aquela dor que só você acredita ter? Aquela "dúvida existencial" que só você acredita ter?

PARTICIPANTE: Está aberto para perguntas?

Tom: Sim nós estamos aberto para perguntas, estamos respondendo uma pergunta, como a colocação do outro participante e já abriremos para outras perguntas.

Então sabe, como eu estava colocando, sabe aquela dor que só você possui ou aquela dúvida que só você possui e que lhe torna tão especial, tão importante, então você chega dentro desse trabalho, esperando resolver esses problemas, porque afinal de contas você é alguém muito importante, você não pode conviver, não pode continuar convivendo com tais problemas, e você é alguém extremamente inteligente, de uma inteligência incrível, capaz de fazer as indagações, as perguntas mais perspicazes, mais sábias, capaz de impressionar todos aqueles que estão no encontro, com a sua pergunta (risos).

Então, é assim que nós chegamos em Satsang, acreditando que teremos os nossos problemas resolvidos, para que possamos ter uma vida mais confortável, para que possamos nos sentir bem como pessoas, nos sentir bem como indivíduos ou para nos tornarmos mais sábios, para que possamos capturar a verdade, e agora podermos chegar naqueles amigos, naqueles conhecidos que sempre duvidaram da sua capacidade, e agora você pode chegar lá e mostrar para eles que você detém a verdade, que você está com a verdade, que agora você faz parte de um grupo que é "top" (risos).

PARTICIPANTE: Ah inocente, não sabe de nada!

Tom: (Risos). Em Satsang nós não estamos aqui para que algo seja acrescentado, no fundo, no fundo, se formos muito a fundo (risos), nós mal sabemos o por quê estamos em Satsang... Da mesma forma, como que, nós não sabemos como é que nós viemos parar aparentemente; nós acreditamos que existimos dentro de um corpo, que está dentro do mundo, e que nós estamos vivendo uma vida e, a partir dessa crença, nós não fazemos ideia como é que isso aconteceu, como é viemos parar aqui (risos), mas de alguma forma misteriosa, como tudo aconteceu em sua vida, nessa assim chamada sua vida, assim como apareceu aquela mulher que você se casou, ou aquele homem, ou como apareceu aqueles professores diante de você, e você começou a estudar, tudo é simplesmente um acontecimento, algo aparecendo, surgindo e, de repente Satsang apareceu para você, e o que é Satsang diante de tudo isso, deste aparecimento? O fato é que você acredita que você encontrou Satsang, porque? Porque você estava em busca, e você estava em busca do que? Da verdade, ou você estava em busca para conforto do teu sofrimento, ou de segurança, e de repente você veio parar em Satsang, é isto. (risos)...

Nosso outro participante falou que queria fazer uma pergunta. No fundo, só para concluir, essa abobrinha até o presente momento, no fundo, no fundo, você chega em Satsang e descobre que, você não é importante, você não é nada importante. A ideia de alguém vivendo a vida, separado da vida, e precisando mover o mundo e realizar sacrifícios para se tornar alguém na vida, para chegar a algum lugar, para encontrar a verdade, tudo isso era pretensão e arrogância, você não precisa de nada disso, você chega em Satsang para descobrir que você não precisa de nada. Você não precisa de nada para Ser, você não precisa de nada para estar em paz, muito pelo contrário, são as coisas que você anda buscando é que tem lhe tirado essa simplicidade de ser paz, de ser a verdade, expressa como vida, expressa de forma natural e sem afetação, para isto que você está em Satsang, para descobrir que você é um nada, mas neste nada o todo se expressa, neste nada o todo é a Única Presença, e quando o todo é essa Única Presença, tudo se transforma em paz, em alegria, em felicidade, em bem-aventurança, quando não há mais ninguém aí presente para conquistar nada, é que tudo é conquistado, não por alguém, mas a vida construiu dentro dessa Suprema Inteligência, todas as condições necessárias para que a vida pudesse se expressar a partir dessa paz, dessa alegria, dessa bem-aventurança, então tudo nasce através da vida, pela vida e para a vida, e não há ninguém presente na vida que possa explicar isso, não há ninguém presente na vida que possa capturar isso. Você não precisa capturar isso, você precisa ser capturado por isso, este é o ponto. É isto. (risos).

PARTICIPANTE: Está fala mais escancarada do Tom é sensacional.

Tom: (Gargalhadas). Tudo se torna sensacional, a partir do instante que, este eu se faz ou se encontra ausente, a partir do instante que este eu deixa de interferir com a vida, a vida é sensacional, a vida é incrível diante da vida, e ao afirmar isso, eu afirmo como uma criança, olhando para a vida, e este olhar da vida para a vida, e descobrindo que a vida é sensacional, porém inexplicável, porém incompreensível, incognoscível, porque é incrível que tudo possa aparecer nesse cenário, onde não há ninguém, e aparentemente parecer existir tantos presentes nele, é incrível que você sendo a suprema realidade, busque compreender a realidade (risos), está aberto a perguntas sim... Fique a vontade para fazer as perguntas, fique a vontade para escreverem ou se quiser pegar o microfone, compartilhar, falar alguma coisa, ou fazer a pergunta pelo microfone... fiquem à vontade...

PARTICIPANTE: Perdoa-me a pergunta, mas gostaria de saber, se possível, quem é você Tom de Aquino, já que sou novo aqui.

Tom: Vamos lá, o Tom de Aquino ele é uma figurinha no álbum de Deus (risos), e como essa figurinha, ele é figurinha que hoje, ele trabalha junto com o Marcos Gualberto, ele trabalha ajudando na organização, na coordenação, ajudando, fazendo folders, divulgando, ajudando na medida do possível, cuidando do blog, um pouco da página, eu e o Marcos postamos lá na página do Facebook, transcrevendo as falas, e colocando no blog. Tom de Aquino é aquele que dá este apoio, nesses encontros, e é aquele que, entre todos que estão juntos com o Marcos hoje, é o que se encontro desde o início, desde quando esses encontros começaram a acontecer. Este trabalho, ele é um trabalho muito recente, os Satsang com o Marcos, na forma que ele é hoje, ele tem praticamente dois anos nesse formato, um pouco mais de três anos que estamos organizando esses encontros, eu encontrei o Marcos pelo Paltalk, quando ele estava abrindo a sala pela segunda ou pela terceira vez, e não havia ainda este formato da sala e, desde então, estou com o Marcos dando este apoio e mergulhando nisso, mergulhando nesse trabalho e, se permitindo abrir para essa proposta que é o Satsang, então o Tom é aquele que está mais tempo no trabalho, o tempo aqui não é significativo, verdadeiramente significativo, o fato apenas é que o Tom se encontra a mais tempo exposto a essa Presença, exposto a esse trabalho junto ao Marcos, e o tempo aqui não significa muita coisa, porque este trabalho não trata-se de uma construção, não trata-se de adquirir algo novo, a ideia aqui, não é que estamos aqui para lhe ensinar alguma coisa, o Marcos não está em Satsang para lhe ensinar algo, porque você não pode ser ensinado a ser quem é você, ninguém pode lhe ensinar você a ser quem é você. (risos).

PARTICIPANTE: Será que eu posso falar, que eu tenho um Guru e meio?

Tom: (Gargalhadas). Como assim?

PARTICIPANTE: Tom, porque resistimos a verdade? Acho que essa resistência acontece para os que buscam e principalmente para quem não quer ouvir, acho tudo uma loucura.

Tom: Nós não resistimos a verdade, todas as resistências que existem, elas existem como um padrão, e todo padrão, ele se formou aí nesse corpo, e se instalou nesse corpo e tomou posse desse assim chamado, determinados comportamentos deste corpo, de uma forma misteriosa, múltiplos fatores por de trás, deste assim chamado padrões, a psicologia tenta regressar no passado e buscar através da análise, da psicanálise, explicar o processo de formação, daquilo que eles chamam de trauma, daquilo que eles chamam de neurose, mas de fato, esses padrões tem influências que vão muito além de uma história pessoal, são padrões que estão na humanidade a milênios, e a raiz de todos esses padrões é a ideia de um eu presente, é a formação de uma pseudo identidade, que na psicologia chamamos de personalidade, então essa personalidade que é este eu, que é este ego que acredita habitar o corpo. Esta crença é a base de sua vida, é base de sua existência. 

Mesmo nós que estamos dentro deste trabalho, possuímos defesas, nós possuímos experiências que valorizamos, experiências que nós acreditamos que nos ensinaram muito, e que hoje graças a essas experiências, nós somos aquilo que somos, nós somos quem somos, o que é este eu que acreditamos ser? Este acúmulo de experiências, de memórias, e é muito difícil querer abrir mão disso, ou se permitir abrir mão disso, eu diria até impossível, ninguém quer abrir mão disso, e se esta possibilidade surge, desta falsa identidade, desses padrões, desta resistência a verdade como você colocou, e se ela de repente é varrida, é pura e unicamente por uma ação da Graça, porque nós mesmos, a proposta que seria mais interessante para nós, é que Satsang pudesse nos acrescentar algo, em primeiro lugar pudesse tirar todos os nossos desconfortos, porque nós somos muito importantes, entendeu? 

Este corpo aqui é de uma importância extraordinária, e por ele ser muito importante, ele não pode sofrer nada, inclusive ele acredita, em sua arrogância, naquilo que dentro das experiências nós chamamos de desafios da vida, a vida que é de uma grandiosidade imensurável, e nós acreditamos que a vida está se movendo no sentido de nos desafiar, olha só que incrível, um universo inteiro, o planeta terra está lá girando durante todo o dia em seu movimento de rotação, trezentos e sessenta e quatros dias e não sei quantas horas e quantos minutos para fazer o seu movimento de translação, todos os átomos, todas as esferas, todas as estruturas, tudo isso existe para desafiar você, olha como você é importante. Então a vida depois de bilhões, de milhões de anos criou toda essa estrutura para desafiar você, que nasceu ontem, mas você acredita constantemente, que todos os dias você é desafiado pela vida, porque você é muito importante, então essa ideia de autoimportância é a base dessa resistência que nós temos a verdade, porque a verdade, ela chega quebrando, destruindo, colapsando toda essa crença de autoimportância que nós fomos programados a ter, a manter, a repetir como um padrão, e essa estrutura, nós acreditamos que ela foi conquistada com base no nosso sacrifício, você estava lá nas experiências, não estava? Você sofreu no seu primeiro dia de aula, distante dos seus pais, deixado sozinho no meio de estranhos, e teus pais, olha que coisa, sempre disseram: não falem com estranhos, é muito perigoso (risos). 

PARTICIPANTE: E eles nos levam ao conhecimento, a repetição...

Tom: Os pais falam assim: Não conversem com estranhos criança, é muito perigoso, todo este padrão de medo incutido aí, na ideia de alguém presente, e alguém que por ser importante, porque é o filho e que precisa ser preservado, ele é ensinado, não conversem com estranhos, aí esses mesmos pais que lhe dizem isso, te levam lá para a escola e dizem; agora você tem que estudar, e você vai lá para o meio dos estranhos e você não pode dizer não (risos), aí muita gente, o primeiro dia de aula é traumatizante para muitas crianças, eu lembro do tonzinho no primeiro dia de aula tranquilo, e vendo as outras crianças chorando e nem entendendo bem o motivo daquilo, então você acredita que você esteve lá, que você estava lá, não havia nenhum tonzinho lá naquele primeiro dia de aula, não havia, você nunca teve o seu primeiro dia de aula, apenas a vida colocada numa situação, onde todos aqueles fenômenos apareceram, e todo fenômeno aparece para depois desaparecer, e a mente aí programada para criar uma história, uma história pessoal, uma história baseada na ideia de alguém vivendo a vida, então percebe? 

Este alguém é muito importante para nós, desde pequenos nós fomos programados para nos considerarmos importantes, e a verdade agora chega e diz: Você não tem importância nenhuma, você não é importante, então isso assusta realmente, então as nossas resistências estão presentes e elas irão cair na medida em que permanecermos em Satsang, quando elas irão cair? Não importa! Se existe uma dor aí que te incomoda, apenas esvazie-se desse sentido de autoimportância e, deixe essa dor em paz, para de incomodar essa dor, é você quem incomoda a dor, a dor está em seu lugar, ela faz parte simplesmente desse cenário, desse fenômeno que nós chamamos vida, e se a mente se sente incomodada, porque ela resiste, porque ela acredita que a vida não possa comportar a dor, é um problema dela, deixe a dor aí, e continua vindo para o Satsang, ok?

O participante comentou a pouco: - "E eles nos levam ao conhecimento, a repetição" - Mente é conhecimento, mente é repetição, e por que Satsang não pode lhe dar nada? Porque Satsang não é um conhecimento, se alguém estiver em Satsang em busca de adquirir conhecimento irá se decepcionar, acreditando que está vindo até aqui, para adquirir conhecimentos, para adquirir novos aprendizados, novas experiências, irá se decepcionar, irá deixar o Satsang e irá buscar alguma outra coisa, irá buscar algo, alguém ou um ensinamento que possa lhe acrescentar algo, só que tudo aquilo que, pode lhe ser acrescentando, a este pretenso eu, é só a ilusão de que você está aí presente, de que você é importante, e de que você agora pode conquistar alguma coisa, para mostrar para quem? Para mostrar para aqueles que estão a sua volta? Para mostrar que você é "fodastico". (risos).

É isto aí. Eu quem agradeço a presença de cada um de vocês. Estão cobrando que essa fala seja transcrita, a fala foi gravada para enviar ao Marcos. A medida que nós permanecemos nesses encontros, a vida se encarrega de fazer aquilo que ela sempre fez, do jeito dela, e da forma como essa Única Presença trabalha, de forma misteriosa, e de uma forma muito bela, inexplicável, ok?

Grato a todos, boa noite!

Fala transcrita de um encontro via Paltalk do dia 27 de Julho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário

Compartilhe com outros corações