sexta-feira, 25 de julho de 2014

Paltalk Satsang: Não há prática, meditação ou exercício que possa lhe ajudar a ser você mesmo!



Estamos juntos em mais um encontro que significa: "estar presente". Estar presente significa assumir a sua Verdadeira Natureza que é Consciência. Quando falamos de Consciência estamos falando de algo muito óbvio, é algo tão claro, mas tão claro que não pode ser notado, estamos falando de algo que não pode ser notado, mas que pode notar tudo, você pode não encontrar isso, mas isso encontra tudo.

Na mente nós temos um princípio que é o princípio da busca, da procura, na Consciência não há este princípio de busca e de procura, pois a Consciência se mantém como esta Imutável Presença, onde tudo está claro, onde todas as aparições são possíveis, isto explica porque a dificuldade que temos de assumir na mente isso que somos.

A mente só conhece este mecanismo da procura, é preciso que a mente desapareça, é preciso que este sentido de procura da mente caia, entre em colapso, de outra forma você não pode constatar aquilo que é tão óbvio, porque você está presente neste movimento, no movimento artificial do pensamento, no movimento da mente, você está confundindo com ele, está se confundindo com o pensador, confundido com aquele que sente, com aquele que experimenta, como aquele que presencia. Só há o pensamento, só há o sentimento, só há o que acontece, só essa experiência, nenhum pensador, ninguém sentindo, e ninguém experimentando!

Confundido com isso você está perdido na mente, esse é o sentido da mente egoica, esse é o sentido da separatividade, esse é o sentido de um eu presente, é assim que acontece com todos nós, estamos viciados nesse sentido de ser alguém, nesse sentido do eu, seja um eu voltado para a espiritualidade ou não, seja um eu voltado para experiências místicas, esotéricas ou não, quando você vem a esses encontros aqui, estamos dizendo para você que, estamos constatando algo óbvio, mas que não pode ser notado porque é muito óbvio para ser notado, se você tentar notar isso você perde, você se embola com a mente, isto é algo muito próximo, muito direto, isso preenche tudo, todas as aparições e não se confunde com elas, é algo íntimo de toda a experiência, seja ela a mais ínfima, a menor de todas, ou a mais ampla, vasta, profunda, tudo, absolutamente tudo está pleno, permeado, saturado com esta Graça, com esta Presença que é esta Consciência. 

Esta Consciência é a sua Natureza Real, impessoal, ela não é particular, ela não é individual, esta experiência está sempre presente, este pensamento também sempre se apresenta, esta emoção, esta sensação, mas tudo está diante dessa Consciência, saturado dessa Consciência, dessa Impessoal Consciência que é esta Presença, isto se mantém como algo óbvio, claro, você não pode encontrar isso, eu repito você está encontrando tudo, mas se mantém sempre como esta realidade desconhecida, esta fonte, este espaço ilimitado, essa coisa aberta, aonde todas as aparições, toda forma de manifestações, estão surgindo e indo embora, esta Consciência que brilha, ela já está presente, sempre presente.

Ela é esse silêncio, é esta vastidão, a plena ciência disso eu poderia chamar de meditação, meditação não é uma atividade, na verdade ela é a cessação de toda a atividade, é o termino, é o fim de toda atividade, mas na verdade isso ainda não é a verdade absoluta sobre a meditação, porque nada pode ser dito a respeito da meditação, nem mesmo isso, ela é algo sempre presente como esta Consciência desconhecida além da mente, a mente não tem acesso a ela, como aquilo que pode ser conhecido pode acessar aquilo que está além do conhecido?

Não podemos chegar a isso por uma prática, por um exercício, não podemos alcançar isso, mas isso pode assumir o lugar que é dele, ou dela, em Satsang você é convidado a ficar quieto, a deixar toda forma de identificação, a identificação com o pensamento, com o sentimento, a se desidentificar completamente dessa identificação, ela lhe coloca numa posição limitada, ela situa você como sendo alguém, uma vez que tenhamos compreendido totalmente isso toda essa atividade chega ao fim, e isso é meditação. Isto é algo que naturalmente chega ao fim, reparem que isso não tem nada haver com algo que você possa aprender, se trata de outra coisa, se trata exatamente de desaprender tudo, de soltar tudo, quando Nisagardatta esteve com o Mestre dele, ele disse algo mais ou menos assim: Eu confiei no meu mestre, veja o meu caso, meu Guru me ordenou a se atentar a este sentido do Eu Sou, e não dar atenção a nada mais, eu apenas obedeci. E ele continuou dizendo: Eu não segui nenhum curso especial de respiração, de meditação ou estudei as escrituras, seja lá o que acontecesse ou não, colocava a minha atenção naquilo, permanecia nesse sentido do Eu Sou! Pode parecer estranho, ele continuava dizendo; mas a minha única razão para fazer isso era porque o meu Guru dizia para fazer assim, ela havia me ensinado isso. E no meu caso funcionou... E concluiu com essas palavras: Obediência é um solvente poderoso para todos os desejos e medos...

Isto é porque você não pode construir isso, todo o seu esforço vai atrapalhar isso, o que quer que voce faça, irá atrapalhar, você apenas permanece nessa Consciência, nessa desidentificação, em sua Natureza Real, aberta, ilimitada, auto evidente, simples e natural...

Então o que eu posso lhes dizer é isso: Apenas escute com atenção, fique nessa simples confiança, nessa obediência e entrega, você tem tentado do seu jeito, e ele não tem funcionado, se tivesse funcionado você não estaria nessa sala, então eu estou lhe dizendo algo parecido, estou dizendo: Permaneça nesse espaço como esse espaço, desidentificado de todas as aparições, não dê importância ao sentido de um experimentador, você na mente não é confiável, na Consciência você é a Presença, você é a Única Realidade.

Neste momento aqui, são momentos oferecidos por esta Graça, por esta Presença, por esta Consciência, esta Consciência é liberdade e felicidade, amor e paz. Permaneça aí! Mantenha esse olhar para essa direção, o seu coração nesse espaço, e realize isso... Esta é a fala do encontro essa noite.

Fala transcrita de um encontro online via Paltalk Senses no dia  23 de Julho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 22h - Participem!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Paltalk Satsang: Despertar é Assumir Aquilo que Você É!


Temos enfatizado a importância dessa associação, é fundamental estarmos juntos nesta associação, a Sangha é fundamental, ela é uma oportunidade que nós temos de uma interatividade, de interagirmos, logo fica clara dentro do Satsang que não somos alguém especial, não há alguém especial em Satsang, tudo o que estamos tratando em Satsang é a mente em seu comportamento, estamos investigando a natureza da Consciência. 

A Consciência ela é uma só, o Despertar é assumir aquilo que você é, é assumir a sua Verdadeira Natureza, isso significa dar um salto para fora dessa limitação, desta contração que é este sentido de separatividade. Esta Consciência que nós somos, ela se reduziu a si mesma, ela se reduziu a uma entidade, bem forte, vulnerável e separada, uma autocontração, o porquê disso? É algo que não tem nenhuma resposta, é apenas um jogo divino. Não é uma atividade que teve lugar em algum momento, que agora esteja numa situação em que nada pode ser feito para mudar isto, é só algo que está acontecendo nesse instante, nesse momento, essa Consciência que é o que chamamos de Presença, ela em si mesma é livre, atemporal, ilimitada, permanecerá sempre desconhecida. Desconhecida porque não está dentro dos limites desta própria contração, embora nesse instante esteja brincando com isso, aparecendo assim, ela aparece ser isso, mas ela não é isso, ela é aberta, livre, ilimitada, está fazendo essa atividade de separação.

É isso que nós chamamos de ilusão, aqueles que estão livres, reconhecendo a si mesmos em sua Natureza Verdadeira, chamam isso de a ilusão da ignorância, isso significa esta Consciência em contração, nesse mecanismo, nesse corpo mente, se imaginando como um fragmento, se imaginando uma entidade separada, vivendo como alguém, o ponto é que isso só parece ser assim, para essa suposta entidade presente vivendo dentro desses limites, o mundo parece externo, algo do lado de fora, há um eu dentro e um mundo fora, há um experimentador presente, experimentando todas as experiências, os pensamentos são experiências, as emoções são experiências, as sensações físicas são experiências, tato, audição, visão, paladar, são experiências, somente experiências acontecendo, mas aqui se encontra essa Consciência, contraída sobre ela mesma, como um experimentador em tudo isso, vivendo dentro do corpo, isso tudo na verdade é uma crença, uma crença-contração, uma crença experimentando, sentindo, pensando, sendo alguém, essa é a ilusão de você, desse você, que você acredita ser. E eu estou afirmando isso para você, não tem alguém aí. Há só a experiência acontecendo, nessa Ilimitada Consciência, nessa livre Consciência, nessa atemporal Consciência, nessa não conceitual Consciência. 

Não há ego, isso é uma ficção, a pessoa presente é uma ficção, o experimentador é uma ficção, o sofredor é uma farsa, isso é somente uma crença, apenas uma crença, muito convincente, sólida, forte, que a mente dia após dia confirma, como sendo algo real, e de fato não é, estamos juntos?

Como vocês sabem são falas espontâneas, nós vamos falando, e a gente vai colocando para vocês a coisa como funciona. Você está aqui para despertar, e despertar significa "soltar essa limitação", soltar essa visão do fragmento, essa visão da parcialidade, essa visão que faz com que o mundo, a vida, se torne algo muito ameaçador, muito assustador, de muita dor, de muito sofrimento, estamos dizendo para você que o mundo está aparecendo nessa Consciência, como algo presente não separado dela, isso significa você em sua Natureza Real sem medo, sem conflito, sem sofrimento, porque não há qualquer separação. 

É evidente que a Consciência ao se ver como um fragmento, se vê como algo separado, se ela se vê aprisionada no tempo e no espaço, e o mundo aparece como uma parte disso nessa separação, o conflito, o sofrimento, isto fica muito claro, muito patente, muito presente, e você acaba se negando a si mesmo esse direito natural, o direito natural de ser feliz, de ser amor, de ser paz, de ser liberdade, de ser felicidade, de ser Deus, de ser aquilo que de fato você é! 

Eles chamam isso de estado de sono. Aquele que se encontra em seu Estado Natural, assentado em sua Natureza Verdadeira nós chamamos de "acordado", aquele ou aquela aonde a Consciência está vivendo essa ilusão, este sentido do eu, este sentido de ser alguém, nós dizemos que este está "dormindo", isso é muito paradoxal, porque na verdade não é bem assim, parece ser assim ali, naquele momento, para aquele mecanismo corpo e mente. Aquele que está desperto em sua Natureza Real, não vê nada assim, não vê este sofrimento como sendo algo real, mas apenas uma aparição, apenas algo sem importância, aquilo que valoriza isso é essa ilusão, apenas a ilusão valoriza isso.

Alguma pergunta sobre isso que vocês acabaram de ouvir? Reparem que estamos trabalhando o nosso Estado Natural, estamos todos aqui nessa sala, nesse encontro ardendo, queimando por isso.

PARTICIPANTE: Mas então como acordar??

M.G: A resposta aí é: não há como! Acordar é possível, saber como isso se processa, como isso acontece, não se sabe, ninguém sabe, o que posso lhe dizer sobre isso é: Qualquer esforço que você faça, nesse estado de identificação com a mente, estando embolada nessa contração, nesse sentido de ser alguém, qualquer esforço seu não dá em nada, você precisa de um elemento novo entrando aí, esse elemento chama-se Graça, Presença, somente a Graça, somente a Presença, pode por fim a este sono, não é algo que você possa fazer, mas é algo que você pode atrapalhar muito, por um bom tempo, talvez por uma vida toda, se não se abrir a isso, se não ouvir esse chamado, se não atentar para isso, se não abrir o coração para isso. É preciso ter essa maturidade, a maturidade da entrega, a maturidade da simplicidade, a maturidade da não resistência, para ouvir esse chamado, o chamado da Graça, essa é a voz da Presença, é a voz da Graça, é a voz de Deus, é a voz da verdade. Quando há essa maturidade fica tudo bem mais simples, nós conseguimos reconhecer essa voz, atentar para ela, não resistir a ouvir, só então Deus faz o trabalho Dele.

PARTICIPANTE: Então não é uma busca...é uma espera?

M.G: Não. Nada de espera e nada de busca, é uma entrega! Aquele que busca e aquele que espera são parte da ilusão, já a disposição da entrega é esse elemento da Graça, operando de uma forma nova, tudo isso fica muito mais simples em Satsang Presencial, esta Presença, esta Graça, é essa Entrega, a busca lhe afasta disso, assim como a espera não faz nada, a não ser adiar essa coisa, é preciso sair dessa zona de conforto para a entrega, essa zona de conforto chama-se busca ou espera, na verdade é uma zona de conforto muito desconfortável, porque viver na mente, é muito, muito, muito desconfortável, viver dentro desse sentido de separação. Aqueles de vocês que ainda não estiveram em encontro presencial, apareçam! Este é um convite da graça, mais do que um convite é uma convocação divina, você nasceu para realizar isso, você nasceu para realizar Deus, você só tem isso para fazer, mais nada, eu vou repetir; mais nada! Você está aqui apenas para realizar aquilo que você é. Para mais nada. Vamos ficar por aqui? Namastê!

Transcrição de uma fala de um encontro online, via Paltalk Senses no dia 21 de Julho de 2014.
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h - É só baixar o Paltalk! Participem!


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Paltalk Satsang: O Maravilhoso jogo da Ilusão




Nesse encontro nós estamos nos voltando para essa realidade presente, para essa realidade divina, para aquilo que somos. Nós estamos diante de um jogo maravilhoso, estamos diante de uma ilusão absolutamente convincente, na mente estamos capturados, presos, nesse truque de luz, de sons, de cheiros, na mente estamos diante de um mundo sólido, mas uma inspeção, uma verificação mais próxima vai nos mostrar que isso não tem qualquer substância real, observem que todos nós temos a ideia de um mundo externo, essa é uma ideia profundamente convincente e você como algo separado desse mundo, você como um entidade presente, separada desta experiência, então há sempre essa crença, de um mundo inteiro nascendo, aparecendo, surgindo, diante dos seus olhos, algo aparecendo lá fora, do lado de fora, você dentro e o mundo fora, um maravilhoso truque de luz, de sons, de cheiros, de sensações. A experiência de ser alguém, alguém vivendo a experiência do mundo, estamos diante de uma tremenda ilusão, alguns de vocês se aproximam desses encontros com o desejo de se verem livres dessa ilusão, destruindo essa ilusão, mas eu quero lhe dizer nesse encontro, você aqui você é convidado apenas a se tornar consciente dessa ilusão, e isso é o fim da ilusão, o sentido de um eu presente na experiência do mundo, não é algo como uma ilusão para ser destruída, uma ilusão não precisa ser destruída, e sim descaracterizada, a ilusão desaparece nessa constatação, nós queremos destruir o pensamento, destruir as sensações, destruir as emoções, destruir a experiência do mundo, mas a ilusão não está na experiência do mundo, a ilusão está na ideia de alguém presente dentro dessa experiência, esse que é o grande jogo da ilusão.

Como é que soa isso para vocês aí? Dá para acompanhar? Nós estamos querendo algo que nós imaginamos, estamos imaginando esta libertação, imaginando este livramento, imaginando o fim do ego, do eu, imaginando o fim do sentido de separação, mas isso também é apenas mais um pensamento, nesse espaço, nesse momento, nesse instante em Satsang, você é convidado a olhar e ver isso. Essa assim conhecida "mente" é nela que se baseia nossas vidas, e essa mente é a própria ilusão é nela que está o sentido do mim, do eu, do ego, da pessoa, desse sentido de separatividade, mas essa intenção, mas esse desejo, esse motivo, essa coisa imaginária ainda é parte dessa ilusão, você não se liberta da mente na mente, na mente você passa a vida inteira tentando se livrar da mente, na mente você passa a vida inteira tentando alcançar a paz, a liberdade espiritual, a libertação, ou a iluminação, isso também é mais uma crença.

Eu lhe convido a estar presente com aquilo que se apresenta nesse instante, sem a ideia de se livrar, sem a ideia de se libertar, sem o movimento da fuga, essa é a única forma de você se desidentificar dessa ilusão, em Satsang estamos falando de algo simples, de algo natural, nós estamos falando de uma busca, de uma procura, nós estamos falando de uma libertação imaginária, nós estamos falando de, na mente encontrar a paz, não estamos falando de dentro dessa procura nessa procura, a partir dessa procura, encontrarmos alguma coisa, estamos apenas falando a respeito de ver isso, de ver que é apenas um sonho, essa ilusão é só um sonho, um sonho que se tornou especial demais para você, porque é assim que no eu nós nos sentimos no mundo, alguém especial, despertar, a realização, ou a real liberdade, a real libertação é algo que acontece bem naturalmente, quando a ilusão é vista como ilusão.

O problema é que a mente vai sempre transformar alguma coisa que ela esteja ouvindo em um novo entendimento, em uma nova motivação, em uma nova busca, em Satsang você desiste disso, você descobre, constata a beleza, a Graça do silêncio, essa coisa de não se preocupar em soltar, de também não se preocupar em prender, e quando isto está presente tudo fica solto, bem naturalmente, todas as crenças ficam soltas, todos os desejos ficam soltos, todo movimento para vir a ser ou deixar de ser, ficam solto, e aí muito naturalmente há esse florescimento, alguns chamam isso de despertar, realização ou iluminação, eu chamo isso de Estado Natural, o estado livre da ilusão, a ilusão vista como uma ilusão, algo inofensivo, não construimos isso, nem destruímos nada, para realizar isso. Acontece apenas uma desidentificação, uma não confiança, nesse padrão comum, nesse padrão filosófico, espiritual, religioso, esotérico, místico...

PARTICIPANTE: Neutralidade?

M.G: A expressão neutralidade, o que significa? Aqui de fato ela também não significa nada, estamos apontando para uma vivência direta dessa realidade sempre presente, aonde não há diferença ou indiferença, aonde não há o certo e o errado,  aonde não há ser positivo, ser negativo, ou ser neutro, essa realidade presente comporta tudo, mas não se confunde com nada mais, com qualquer outra coisa, Tudo isso é visto apenas como algo presente sem muita importância, sem qualquer importância, cada coisa ocupando o seu próprio lugar, bastante inofensivo. Não há mais alguém presente, capaz de rejeitar ou aceitar, capaz de se confundir com qualquer experiência, se confundir com pensamentos, sentimentos, sensações, emoções, reparem que esta fala não lhe dá nada, você não pode segurar nada, esse é o propósito dessa fala, não tem qualquer propósito, lhe empurrar para além da necessidade de ver algum propósito em qualquer coisa, sem pé nem cabeça, e sem o resto do corpo.

Temos sete minutos, alguma pergunta? Depois de nada sendo dito, para ninguém... (risos). Ninguém falando, ninguém ouvindo, nada sendo dito, a coisa não está na fala mesmo, é por isso que o jogo termina, esse maravilhoso jogo da ilusão, quando não há mais significado, nenhum significado, é bem paradoxal, mas é aí que faz sentido,

PARTICIPANTE: Mestre há uma abstinência para quem está longe do próximo Satsang. Tem alguma dica?

M.G:  A dica é, qual é a resposta? A dica é; esteja no próximo Satsang.

Bem vamos ficar por aqui turma, obrigado a todos pela presença e até o próximo encontro. Namastê!


Transcrito de uma fala via Paltalk Senses no dia 18 de Julho de 2014.
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Paltalk Satsang: O Poder da Presença



PARTICIPANTE: Mestre, um dos novos participantes me perguntou se é preciso alguma preparação, como meditação, para se chegar ao Satsang...

M.G: Nenhuma preparação se faz necessária para Satsang, na verdade qualquer preparação que você tenha, ao chegar em Satsang ela cai, nós não temos qualquer necessidade de um suporte externo para realizar aquilo que somos, não há nada que possa nos ajudar nesse sentido, nada pode nos ajudar, primeiro porque nós não somos quem acreditamos ser, a crença que fazemos sobre nós mesmos, é um conjunto de ideias que representa muita imaginação, o outro ponto é que você em sua Natureza Verdadeira está além de qualquer necessidade de apoio esterno, de qualquer necessidade de ajuda, na realidade se você tiver algum tipo de preparação, você precisa se livrar disso, porque este preparo só esta a serviço dessa suposta identidade que você acredita ser. Em seu ser você está pronto. O trabalho não é sobre a sua Natureza Real, o trabalho consiste em soltar a ilusão dessa pessoa, que você acredita ser. Assim uma preparação não pode ser um auxilio, toda e qualquer preparação será mais um impedimento, se trata em Satsang de desaprender, de desconstruir, deixar cair, soltar o seu treinamento espiritual, intelectual, ou de qualquer tipo, porque não serve para nada em Satsang.

PARTICIPANTE: Mas eu sou muito ansiosa, e a minha mente trava, sou muito tensa e tenho dificuldades em lidar com isso, como devo proceder?

M.G: Experimente vir ao Satsang presencial, e se essa pergunta surgir você me faz. Você vai poder me fazer essa pergunta presencialmente, há algo que acontece em um Satsang presencial que essa sua tensão, essa ansiedade, esse travamento ele desaparece, é a natureza da mente ser tensa, ansiosa e travada, você nunca é tensa, ansiosa e travada, a mente sim, a mente conhece isso, você não, o detalhe é que vocês passaram muito tempo identificados com a mente e isso se passa por você, como sendo você com muita maestria, muita habilidade, tenacidade, força, então essa estrutura tem que ser desmontada, é preciso um elemento novo para fazer isso, esse elemento não é um novo exercício, uma nova prática, uma nova disciplina, um novo esforço, e sim um relaxar, mas se eu lhe disser para você relaxar você não vai relaxar, se eu lhe pedir para relaxar você vai ficar mais tensa ainda, eu nunca peço para quem vem ao Satsang ficar relaxado, porque eu sei que eles não podem, o relaxamento simplesmente acontece, apesar deles, e não a partir do esforço deles, daqueles que vem... É isso que esse elemento novo em Satsang faz, opera, realiza, esse elemento chama-se Graça, Presença, o Poder da Presença, o trabalho é todo ele, um trabalho da Graça, dessa Presença, você passa algum tempo fora de Satsang e a coisa fica travada, você mergulha em Satsang e o trabalho evolui, exatamente porque este trabalho não é o seu trabalho, é o trabalho de Deus é o trabalho dessa Presença, na verdade não somos nós que fazemos, é o Ser, é a Consciência, é ele quem faz.

Ego é sinonimo de resistência, de esforço, de movimento, a favor ou contra, seja qual for o movimento é sempre um movimento para o não natural. O não natural aqui é a imaginação, a ideia do controle, a ideia de encontrarmos um resultado ou de nos livrarmos de alguma coisa, em Satsang o convite é para estar quieto, se abandonar, se soltar, você na intenção não pode fazer isso, motivado não pode fazer isso, se esforçando não pode fazer isso, mas por uma ação da Presença, por uma ação da Graça, isso acontece naturalmente, naturalmente porque esse é o seu Estado Natural, você já é isso, mas está "descalibrado", "fora de sintonia", você está vivendo em um mundo fantasioso, este mundo do movimento, do desejo, do querer, da vontade, o mundo do medo, o mundo da mente, da tensão, da ansiedade, do nervosismo, da depressão, do conflito. Este é o mundo da mente egóica, desse sentido ilusório de ser alguém, alguém na ação, alguém no controle, estamos juntos?

O silêncio é a sua Natureza Real, o amor é a sua Natureza Real, a paz é a sua Natureza Real, a liberdade é a sua Natureza Real, a felicidade é a sua Natureza Real, aí está o seu Ser, aí está Deus. Aí está o não mim, a não pessoa, o não ego, sem esta realização é impossível a verdade, na mente você está nessa posição tensa, nessa posição eu dentro e o mundo fora, eu aqui e algo lá, haverá sempre o desejo de conseguir algo, alcançar algo, de estar em um lugar diferente desse, em um momento diferente desse, em uma posição diferente dessa posição, como se a felicidade dependesse de algo do lado de fora, algo no espaço do lado de fora ou como se dependesse de um momento diferente desse momento presente, como se dependesse do tempo, de uma circunstância diferente, é assim que na mente nós temos vivido, e aí está a ilusão... Vamos ficar por aqui? Namastê, até o nosso próximo encontro.


Fala transcrita de um encontro online ocorrido através do Paltalk Senses no dia 16 de Julho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 22h. Baixem o programa e participem!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Paltalk Satsang: Como realizar a felicidade, a liberdade e assumir Deus?



Nesses encontros estamos apontando para o silêncio, nesses encontros estamos apontando para esse estado natural, estamos apontando aqui para você, para este estado real, livre do medo, o medo é algo comum a todos nós, aquilo que é comum a mente é comum a todos nós. Para nós aquilo que é comum se torna natural, e na verdade não é natural.

O medo como nós o conhecemos é o medo que se baseia numa ficção, numa ilusão, essa ilusão é a crença de que somos entidades separadas, é impossível o medo sem o sentido de separação, sem o sentido do mim, do eu, sem esse sentido de ser alguém, assim aquilo que nós consideramos natural é só comum, é comum a todos. Porque todos, todos se confundem com a mente, e enquanto isso estaremos nessa confusão porque o que nos falta é um trabalho, um trabalho de reconhecimento de quem verdadeiramente nós somos, isso significa a liberação desse estado natural, só nele é possível a felicidade, só nele é possível a liberdade, a paz, e a verdade, porque ele é isso. Na verdade é impossível deixar de ser isso, a infelicidade é um movimento para fora desse estado natural, para uma acomodação a este estado comum, chamado medo, esse é o sentido de ser alguém, todo senso pessoal, todo sentido de individualidade, todo conflito nascido desse sentido de ser alguém, é isso que nós temos cultivado ao longo de todos esses anos, esse momento é um momento de soltar isso, é por isso que você está em Satsang, Satsang significa encontro com o que é, e o que é, é a verdade, a verdade é aquilo que é natural, o natural está presente quando a ilusão não está presente, quando não está assumindo mais, quando não está mais assumindo essa posição, essa sobreposição, você em seu estado natural é livre, essa própria liberdade, não conhece separação, sem separação sem conflito, não conhece o medo, esse silêncio é realização. Esse silêncio do estado natural... Algum pergunta?

PARTICIPANTE: Onde fica a nossa presença ao dormirmos?

M.G: A sua Presença Real é o que é, fora de tempo e espaço, agora a mente ela pode estar em qualquer parte, essa qualquer parte da mente em seu sonho, é um momento bem próprio, bem particular, de pura imaginação, você pode estar neste mundo ou em outro mundo, enquanto houver "você", você mesmo não está em lugar nenhum, ele está em toda parte, quando você se confundir com o desejo ou com a imaginação, "você" estará sempre viajando, estará sempre em algum lugar, na imaginação você pode adquirir experiências, em toda essas experiências não muda nada, não alteram nada, na mente você continua ainda com a ilusão de ser uma pessoa, um ser de pouca evolução ou de muita evolução, e eu continuo afirmando enquanto houver o sentido de separatividade, a real felicidade é impossível, haverá inconsciência, a realização de Deus é impossível, a sua realização está nesse instante, em sua verdadeira natureza não há sonho, sono, vigília, não há tempo nem espaço, para essa felicidade e realidade que é você não há mundo, nem mundos, aquilo que é você não nasce, não morre, não conhece qualquer limitação.

Tudo isso podemos experimentar, nascer, morrer, estar aqui ou acolá, viajar por outros mundos, ter experiências com seres desse planeta e de outros planetas, e isso não muda nada, você continua com uma ego-identidade, como uma fraude, como uma ilusão, com a ilusão de ser alguém, alguém sempre pronto a experimentar, sempre pronto a novas experiências que não terminam, isso jamais termina.

Como é que soa isso para vocês? Eu mesmo respondo! Desanimador! Isso esvazia você de sua missão, isso tira de você a excitação de se tornar alguém cada vez mais importante, mais realizado, mas é assim... Vocês cansaram de experiências materiais agora querem experiências espirituais, cansaram de experiências terrenas, querem experiências extraterrestres, ou cansaram de experiências terrenas e querem experiências intraterrenas. É sempre o ego, é sempre a ilusão de ser alguém. 

PARTICIPANTE: É como se sempre achássemos um sentido para tudo e agora parece que nada tem sentido de ser...

M.G: Todo esse sentido para tudo em sua ambição, em seu movimento de continuidade, na verdade não há sentido para nada mesmo.

PARTICIPANTE: Leve esta é palavra que cabe a mim, depois de Satsang. 

M.G: É exatamente isso, muito a deixar para trás e nada levar, beleza! São testemunhos de quem estão dentro de Satsang, lindo isso!

 PARTICIPANTE: A mente é uma piada que só tem graça quando acaba.

M.G: (Risadas) Muito boa. Este é um momento para apreciar isso, de apreciar aquilo que é real. E apreciar aquilo que é real significa desistir de estar amparado na ilusão... Eu posso dizer para você coisas desse tipo, eu posso lhe desafiar a olhar para isso diretamente, e você por si mesmo perceber, eu costumo dizer que as coisas que ando dizendo, que digo, são todas abobrinhas, mas isso não é verdade (risos). Eu estou lhe dando a dica, de como realizar a felicidade, de como realizar sua liberdade, de como assumir Deus, eu disse assumir Deus, não é crer em Deus, todos acreditam em Deus, ninguém assume Deus, eu estou lhe convidando a assumir Deus, a assumir a verdade, assumir aquilo que você é, isto significa despertar. 

Não há palavras para isso, não há palavras para isso... Você não precisa fazer o que acredita precisar fazer, você não precisa mudar nada, na sua vida, do lado de fora, não tem ninguém aí para mudar alguma coisa, tudo o que você precisa é assumir o que você é, se desidentificado do corpo e da mente, deixando a ilusão de ser o autor, de ser o pensador, de ser o senhor e dono das decisões. Basta soltar o sentido do eu. Não há nada para buscar, nada crer, nada fazer, simplesmente silenciar, aceitar e viver, está vendo como fica claro quando vocês estão em Satsang, está aí as palavras do Gláucio, quando se está em Satsang fica claro, quando se afasta de Satsang, seis meses depois começa a dar as risadinhas...

Vamos ficar por aqui. Boa noite! Namastê!

Fala transcrita de um encontro no Paltalk no dia 11 de Julho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Paltalk Satsang: Quem é você verdadeiramente?



Mais uma vez em coisa nenhuma, no vazio, no vazio que é esse espaço. É o vazio que é o espaço e, que não é coisa nenhuma e, que é ao mesmo tempo o mundo em sua totalidade, sem qualquer separação. Estamos fazendo uso de palavras, falando de um vazio que é a totalidade, a totalidade do mundo, a totalidade de todos os fenômenos, acompanhem com calma isso, sem qualquer expectativa, sem qualquer urgência, sem qualquer motivo, sem qualquer desejo, sem pressa.

Então aqui estamos sempre nesse ponto, bem aqui mesmo, aonde não há qualquer separação, nunca houve, esse é o lugar, o lugar onde tudo se encontra, é onde nós nos encontramos. Eu preciso dizer a você que somente aqui está a paz, este amor, esta liberdade, esta felicidade, que vocês sempre estiveram buscando, olhando para a estrada, pensando em uma jornada, em uma longa e longa jornada, isso explica porque não puderam encontrar isso. Estão sempre projetando uma jornada para longe, para fora, para um lugar distante, tivemos sempre olhando para essa estrada, quando você se aproxima pela primeira vez do Satsang, você se depara com isso, com uma fala que te diz que não há qualquer separação, você não pode encontrar do lado de fora, olhando para uma estrada, sonhando com um jornada, para um lugar distante, porque é algo que está agora, nesse instante, nesse presente momento, bem aqui, toda paz, todo amor, toda liberdade, toda felicidade, algo que você jamais sonhou. Essa é a sua natureza real, o seu ser. 

É de fato uma alegria estarmos juntos, atentando para isso, ouvindo que a paz nunca foi perdida, ouvindo que o amor não pode ser encontrado, que a liberdade não é algo distante, e que a felicidade não está do lado de fora. Nada disso é algo para ser encontrado no final de uma busca, de uma pesquisa, não precisamos de um mapa, como o mapa do tesouro, e todas as condições e possibilidades para desenterrar esse tesouro, se é que com esse mapa nós vamos conseguir encontrá-lo, nada disso, assim nós apenas destruímos a possibilidade, a real condição, a possibilidade, o real lugar, o espaço verdadeiro, está sempre presente, é algo presente, está aqui como sua real natureza, como essa verdade que é você, a pergunta é quem é você verdadeiramente? A pergunta quem é você de verdade? O corpo e a mente se situa no tempo, se situa no espaço, e essa noção de tempo e espaço é puramente mental, a ideia do movimento é o tempo, a ideia da geografia é o espaço, mas isso também é algo fenomênico, algo que aparece nesse mundo, e que mesmo assim não está separado daquilo que é você, da sua verdadeira natureza e é disso que tratamos, sempre, sempre e sempre.

Estamos olhando em seus olhos e lhe dizendo isso, você é Deus! Você é a verdade, você é a paz, é a liberdade, é a felicidade, é o amor, é a graça, é o discípulo e é o Mestre. Em Satsang você é abraçado por esse silêncio, por esse reconhecimento, aqui não valorizamos suas crenças, aqui o que nos importa é a verdade que você é, que é esse espaço, que é esse vazio, essa totalidade, essa plenitude, essa graça.

É aqui que começa tudo, e tudo termina, toda criação e toda destruição, e tudo está bem, perfeitamente no lugar, para Deus tudo está no lugar, nada está fora do lugar, até o que está fora do lugar está no lugar, porque esse é o único lugar, é indescritível estar diante dessa presença, desse vazio, dessa graça, dessa liberdade, deste amor, que nunca está ausente, que é ele, que é você, a ilusão está destinada a desaparecer, como algo no tempo desaparece no tempo, só aquilo que é permanece, e a ilusão é aquilo que parece, que parece ser, pode aparecer naquilo que é, mas a ilusão não é, nunca foi, nunca esteve aí, que bom! Como recém nascidos aqui estamos, não estamos interessados em olhar para a estrada, para o lado de fora, mas para aquilo que é novo, desconhecido, como esse recém nascido que olha o mundo, mas que não sabe o nome de nada, sem qualquer referência, que apenas está olhando, curioso, sem qualquer certeza, nessa alegria de ver, de descobrir, sem nomear, sem quantificar, sem qualificar, sem ver o certo e o errado, está apenas no ver, no olhar, eu diria para você que você é bem-vindo.

Bem-vindo ao fim e ao início, eu chamo isso de liberdade, a liberdade da ideia do pensador dentro do pensamento, a liberdade do experimentador dentro da experiência, não é o pensador em liberdade, não é o experimentador em liberdade, é a liberdade de ser, de estar livre dessa crença, da crença do pensador, da crença no experimentador, e só o que fica é o fenômeno, o pensamento, a experiência, a sensação, o tocar, o ver, o ouvir, o falar, sem alguém nisso, bem vindo ao lar!

Aqui está você nesse instante, diante daquilo que é. Diante dessa Graça, dessa liberdade, não como algo separado, mas como a própria coisa em si, você é isso. E é só isso. Fique com esse silêncio, acolha esse silêncio, isso é algo muito simples como tudo aquilo que é natural, não valorize a crença, a confiança de ser alguém, Deus não é alguém, Deus É! Você está aqui para realizar isso, para constatar isso, porque só tem isso!

Alguma pergunta? Se houver perguntas faça, se não houver permaneça em silêncio, se não houver perguntas, não busque perguntas. Você está aqui para vivenciar esse instante, esse instante de Graça de Presença, para constatar seu próprio Ser, essa única realidade, diante disso, sendo isso! 

Nesse momento você tem tudo o que você precisa, quando você está nesse ponto, você tem tudo o que você precisa, somente nesse momento que nós nos deparamos com isso, a Presença é essa Consciência, que é essa Graça, que tudo provê, quando o discípulo está pronto o mestre aparece.  Somente nessa maturidade, somente diante dessa maturidade, é possível um real reconhecimento, esse encontro é essa Graça, é essa constatação.

PARTICIPANTE:  Mestre, na profissão que exerço, lido com todo o tipo de mente... Não é fácil para a minha mente! Sou encarregado de produção !!

Seu problema não é a profissão que você exerce, mas é a ideia de ser alguém, alguém que está lidando com outros, enquanto houver a ideia de alguém lidando com outros, nada vai ficar fácil para você, você diz: lido com todo tipo de mente, não existe todo tipo de mente, só tem a mente. E a mente é conflito, a mente é loucura, estupidez, mediocridade, miséria, e você fala como se houvesse a sua mente e a mente dos outros, na verdade tudo é a sua mente, não tem os outros, abandone a ilusão de ser alguém, de ter uma mente, de dar realidade a essa mente aí, e os outros desaparecem, eles não são o seu problema, você é o seu único problema, na realidade o universo inteiro não conhece você com seus problemas, porque isso só faz parte da sua imaginação, da imaginação de ser alguém, essa é a miséria, essa é a mediocridade, essa é a estupidez que aqui chamamos de mente.

PARTICIPANTE: Outro dia acordei com a pergunta, onde termina o eu e começa o mundo? 

M.G: Na realidade você não acordou com essa pergunta, essa pergunta está acontecendo, e isso não tem nada haver com você, tudo o que a mente sabe fazer, é criar problemas e buscar soluções, e aqui ela cria um problema, e aqui ela busca uma solução para esse problema, isso é problema da mente, na verdade você nunca acorda e nem dorme, é a natureza da mente fazer perguntas, cavar até encontrar suas próprias respostas, mas tanto as perguntas, quanto as respostas que a mente faz, ainda é parte dela, problema dela, solte o sentido de ser alguém, realize a sua real  natureza e todas as perguntas terminam, toda ideia de um mundo do lado de fora, ou alguém do lado de dentro desaparecem, não só essa pergunta, que é onde termina o eu e começa o mundo, mas todas as perguntas desaparecem, porque na verdade este eu aparece com o mundo, que aparece com a mente, você em seu Ser é essa plenitude onde tudo aparece para desaparecer, e em sua real natureza não há qualquer separação. Em sua natureza real você está livre do sentido de separatividade, livre da ilusão, não há mais a noção de alguém dentro e o mundo fora, nem a ideia do começo e do fim, para qualquer coisa, é isso aí.

Vamos ficar por aqui, até o próximo encontro, lembrando a vocês que neste final de semana estaremos aqui em Recife, onde a gente vai se aproximar disso diretamente, presencialmente! E no próximo em Fortaleza. Até o próximo encontro!

Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senses no dia 14 de Julho de 2014
Encontros online todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Paltalk Satsang - Não se confunda com estados mentais, espirituais, místicos e de êxtase!



Vocês sabem que esses encontros que nós temos, são encontros com o desconhecido. Nós não tratamos aqui nessa sala daquilo que é usual, comum, corriqueiro, aquilo que está dentro do esquema da mente,  estamos indicando alguma coisa fora da mente, fora do circuito da mente, nós fazemos uso da fala, das palavras, temos que buscar com palavras diferentes apontar sempre para a mesma direção, há a dificuldade em tentar ajustar uma fala como essa a uma compreensão comum, à uma compreensão baseada no intelecto, baseada na lógica, estamos falando de algo fora do intelecto, naturalmente fazendo uso da fala que é pensamento, estamos com a matéria do pensamento, tratando do não material, de algo fora do pensamento.

A mente está presa ao limite do pensamento, a esse limite do material, o pensamento ele é material, o pensamento só trata daquilo que está no tempo, daquilo que é conhecido, repare que você vive sempre preso ao pensamento, quando você foca no conhecido, este conhecido é memória, são lembranças, nós temos falado muito a você sobre soltar esse sentido de identidade, e esse sentido de identidade a base dele é o pensamento que é memória, que é o conhecido, o pensamento é tão material como uma cadeira, quanto um objeto sensorialmente perceptível, como uma parede, uma mobília, nós não falamos da mobília, da cadeira, da parede, nós estamos falando do espaço, este apontar, este indicar é para o espaço, onde o material aparece, este material que é o pensamento, este material que são as crenças, os conceitos, o sentido de uma identidade está baseado nesses conceitos, nessas crenças, nessas sugestões materiais do pensamento, são as mobílias, e aqui nós apontamos para o vazio, para o espaço, não para o movimento, mas para o não movimento, não para o tempo mas para aquilo que está fora do tempo, isto não exclui o tempo, como não exclui o pensamento, isto apenas não se confunde com o pensamento, não se confunde com o tempo, uma sala não exclui suas mobílias. O espaço nessa sala não faz isso, para o espaço as paredes, a cadeira e as mobílias, estão no seu lugar, mas o espaço continua sendo o que ele é, quando falamos em sua Natureza Real estamos falando desse espaço, desse espaço onde o corpo e a mente aparecem, e toda a experiência sensorial acontece, assim estamos sempre falando da meditação, este apontar é o apontar para a meditação, todas as nossas falas tratam disso que é fundamento, desse estado natural que é a meditação, meditação é este vazio, este vazio de totalidade, este vazio de plenitude, de Presença, ele não exclui nada, mas não se confunde, ele jamais se confunde com qualquer aparição.

Estamos trabalhando juntos o fim da "consciência" de que as mobílias são esse espaço, elas não são o espaço, aquilo que é material como o pensamento, como algo que vem e vai, aparece nisso, não há nada de extraordinário, não há nada de especial, não há nada de espiritual nesse movimento do conhecido. No movimento do conhecido tudo é material, eu prefiro sempre a a palavra natural no lugar de espiritual, essa consciência é natural, ela não é algo espiritual, espiritual nos dá a noção de alguma coisa que é contrária a matéria, contrária ao tempo, contrária ao conhecido, contrária ou visível, o natural não é contrário a nada, esses encontros nos apontam sempre, para aquilo que é natural, nos apontam para o natural, o natural estado, o natural significa todos os estados, sem se confundir com qualquer um deles, qualquer um desses estados.

Não se confunda com estados, estados mentais, estados espirituais, estados místicos, estados de êxtase, de arrebatamento, estado de expansão da consciência, tudo isso ainda é material,  tudo isso ainda trata do reconhecido e do conhecido, tudo o que pode ser conhecido, está aprendido dentro desse reconhecimento, que é limitação, que é material, o estado natural é o estado livre de toda limitação, livre de todos os estados, estamos tratando com você do estado sem ego, que não é um estado, é a sua natureza verdadeira é a sua natureza real, é a sua natureza divina, ela apreende, compreende tudo o mais, por isso nós dizemos que não é nada espiritual, que não é nada diferente ou especial, é apenas o estado livre do medo, o estado livre do sentido de separação.

Tranquilos? Alguém está agitado, intranquilo, nervoso, querendo algum resultado? Preocupado em obter algo? estamos falando de algo que está presente quando estamos quietos, sem este comum movimento, do relógio do pensamento, ansioso, preocupado, aflitivo, desejoso do pensamento.

Vamos ficar por aqui. Namastê!

Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senses no dia 09 de Julho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Paltalk Satsang: A Constatação do Ser, de Sua Natureza Verdadeira!


Este trabalho é muito importante, para que possamos ter dentro dele este contato. A mente é uma só, a mente não é particular, não há mente particular. A mente não é particular e nem uma entidade, o que entendemos por mente é este movimento conhecido, ligado a noção principal; "eu sou o corpo", a ideia principal "eu sou o corpo" é algo presente neste movimento, conhecido por mente, isto é basicamente este sentido de separação, no qual se apresenta estes sinais, ambição, inveja, ciúme, ansiedade, desejos, toda forma de conflito, basicamente tudo isto é medo. O medo possível, nesse sentido de separatividade, a felicidade jamais será possível, enquanto com essa identificação com o corpo, nessa ideia eu sou o corpo, eu sou  um pessoa, eu sou alguém, enquanto isso se mantiver, enquanto isto estiver aí, a felicidade é impossível, a felicidade não conhece o sentido de separação, assim como a alegria não conhece isso. 

A alegria aqui é esse sinônimo de felicidade, que é sinônimos de paz, que é sinônimo de silêncio, Consciência de Deus, a verdade de Deus, a verdade natural, simples, real de sua natureza verdadeira, daquilo que é você, quando essa identificação não está presente, não mais se apresenta, isso é o fim da mente, o fim da ilusão, da ilusão desse alguém, vocês foram educados assim, todos nós fomos, a acreditar na ação, a acreditar em algum movimento dentro do nosso controle, um movimento que pode nos livrar disso, deste conflito, de toda essa confusão, desse medo, dessa ilusão, não há nenhuma verdade nisso, é somente disso que temos que nos livrar, temos que nos livrar dessa confiança, da confiança nesse sentido de alguém, de alguém presente, só há Consciência Presente, e não alguém presente, Consciência Presente não é particular, não é mental, não tem qualquer noção de estar no tempo, no espaço, aquele que está livre em seu Ser, em sua natureza verdadeira, tanto o corpo, como o mundo e a mente não estão separados...

Satsang é um momento de encontro com isso, com essa constatação, essas falas não tem muita importância, o silêncio por de trás delas, isso sim. Este silêncio está refletindo o silêncio presente, único, aquele no qual tudo aparece e depois vai embora, tudo se apresenta, e depois vai embora, meu convite a você nesses encontros é constatar isso, que não há nenhuma possibilidade da onda sem o mar, da nuvem sem o céu,  a nuvem sem o céu não é possível, a onda sem o mar também não é possível, essa Presença é aquela aonde essas aparições estão surgindo temporariamente de forma passageira, o corpo está passando, esse movimento do pensamento, de emoções, sensações, sentimentos, tudo isso está passando, enquanto esse silêncio está presente, esta Consciência está presente, está Presente Consciência, ela se mantém aí, meu convite é para que você descubra como olhar para isso que não muda, para isso que torna possível essas aparições, para isso que nunca altera, é possível realizar aquilo que você é, entrando fundo nisso, mergulhando nisso, é aí que está Deus, aquilo que é você, aquilo que nunca deixa de ser você, aquilo que nunca foi outra coisa, aquilo que nunca nasceu, e que não pode morrer, reparem que isso não tem nada haver com algo que você possa fazer ou deixar de fazer, fazer para alcançar, ou deixar de fazer para realizar, estamos falando de algo que está sempre aí presente, sempre intocado, algo direto, simples, natural, fora da limitação, de todas as formas de limitações, não há restrições para isso, isso não está localizado no corpo, nesse mecanismo. Nesse corpo, nesse mecanismo e em todos os corpos e tudo o mais, como essa onda, está aparecendo, como essa nuvem está aparecendo, mas isso não altera nada, absolutamente nada, isso é Real Meditação, é a constatação do seu Ser, de sua Natureza Verdadeira, é aonde está Deus. Você é Deus.

A mente conhece a separação, enquanto a Consciência se mantém como esse mar, como esse céu, no céu a nuvem tem a liberdade de aparecer e desaparecer, no mar a onda tem a liberdade de aparecer e desaparecer, isto porque na verdade a nuvem ainda é o céu, e a onda ainda é o mar, você não precisa lutar para se livrar de alguma coisa, quem lutaria? Quem estaria resistindo? Conflitando? Reagindo? Tentando se livrar de alguma coisa? Esse é o próprio movimento da mente, o próprio movimento de separatividade, a própria ilusão em seu movimento. Nosso convite é para que você solte isso. 

O amor, a liberdade e a felicidade só é possível quando tudo isso cai, quando há um colapso, quando isso desmonta, sua Natureza Real é essa felicidade, é essa paz, é essa verdade, isto não pode ser construído, isso não pode ser destruído, uma onda não altera o mar, uma nuvem não altera o céu, enquanto você mantiver essa ideia de alguém presente, de alguém agindo, tomando decisões, de alguém escolhendo, resolvendo, tomando qualquer posição, enquanto isso se mantiver aí, enquanto isso se mantém, enquanto isso permanece a ilusão permanece. 

Satsang é este convite a ficar quieto, a se desidentificar, a perder toda forma de identificação, com o sentido de identidade, com o sentido da presença de alguém, se permitir olhar a vida pelo movimento dela, sem resistência, sem decisões, sem escolhas, isto só é possível nessa entrega, eu quero terminar dizendo para você, venha ao Satsang. Venha a esses encontros presenciais, a coisa está acontecendo, nesses encontros fica mais claro tudo isso, isso aqui soa muito teórico, intelectual, conceitual, isto soa para você como palavras e de fato são só palavras, até que isso encontre aí o significa real, aqui fazemos uso da fala, fazemos uso de palavras mas não é nada disso, A palavra nunca é a coisa, a palavra nunca vai estar dizendo o que é a coisa, a palavra é só a palavra. 

Vamos ficar por aqui? Valeu pelo encontro! Até o próximo encontro! Estaremos juntos na próxima quarta feira. 

Fala transcrita a partir de um encontro via Paltalk Senses no dia 07 de Julho de 2014
Encontros abertos todas as segundas, quartas e sextas, às 22h é só baixar o programa e participar!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Satsang: A Receita de Bolo




Este contato presencial é fundamental. Isto é como fazer um bolo, você faz um bolo, vê se é assim mesmo que fazemos um bolo? Você faz um bolo, aí coloca no forno, aí daqui três minutos a gente vai abre o forno, puxa o bolo e dá uma olhada em como está e coloca de novo, aí deixa lá por mais três minutos, puxa o bolo dá uma olhada, é assim que se faz o bolo? 

PARTICIPANTES: Aí já murchou  (risadas das participantes)...

M.G: Ué, não é assim não?

PARTICIPANTE: Não é três minutos, são trinta minutos, depois de 30 minutos você abre e olha e enfia um palito...

M.G: Então não é assim?

PARTICIPANTE: Não senhor!

M.G: Então como é que a gente quer despertar fazendo a coisa errada? Se eu estou dizendo para você que para fazer este bolo, você não pode mexer nele, você tem que vir para este Satsang, tem que vir para o próximo, e tem que vir para o próximo, até descobrir que você é o Satsang. Até descobrir que o Guru do lado de fora e você são Um, aí o bolo está pronto, se não você fica nessa coisa...

PARTICIPANTE: É como você só ter a receita do bolo, tem um sorvetão lá, que se eu lhe der só a receita você não o faz de jeito nenhum...

M.G: E a receita está certinha, não está?

PARTICIPANTE: A receita está certa, mas se você tiver só a receita, e não tiver alguém que saiba como faz, você não faz de jeito nenhum... Pode seguir a receita e não vai dar certo.

OUTRO PARTICIPANTE: É muito interessante Marcos é ter esta percepção, saber que nos primeiros Satsang o desconforto é natural, e saber que não há nada errado com o desconforto, não tem nada errado  com o medo, com o sentir, com o sorrir, não há nada errado em se sentir vulnerável, inseguro...

M.G: Não tem como dizer para você o que é, o que é, é assim, o medo é um bom companheiro, não tem problema, encare o medo como um companheiro de caminhada, você está olhando aquilo que você é, e o olhar para aquilo que você é, é amedrontador, porque o sentido do controle está caindo, isso está aí a milênios, você pensa que isto está aí a três decênios, quatro, cinco, seis, sete decênios, isto está aí a milênios, você não vê com que arrogância dizemos; eu, nós seres humano, nossas invenções, nossas descobertas, o quanto evoluímos, isto é tudo blá blá blá, não evoluímos nada, não há nada evoluindo, a existência está fazendo tudo, não tem alguém fazendo, mas não, nós dizemos: olha as nossas conquistas, as nossas realizações, e também assumimos as desgraças do meio ambiente, as desgraças humanas, sempre a arrogância de ser alguém ali, aí você vem ao Satsang, e começa a descobrir que você é uma fraude, que você não existe, que não tem alguém, que é só a vida se movendo, transformando, acabando com os dinossauros para surgirem outras espécies, acabando com as baleias para surgirem outras espécies, ah o mico leão dourado, oras...

(...)Então o que acontece, existe um trabalho no presencial com um desperto que não é possível, para a grande maioria, não é possível fazer isso só com a receita do bolo, só lendo, ou só praticando sozinho, ou só tentando uma autoinvestigação sozinha, a mente vai embolar...

Trecho da transcrição de um encontro ocorrido em São Paulo em Novembro de 2013

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Satsang: A mente é o escorrego e quem desce é você!




PARTICIPANTE: Quem sou eu, né? Tudo o que você vê, você nomina. E esse estado não dá para ser descrito, ele é o que é.... Está além da mente. Eu estou ou não estou, é ou não é … Parece que estou pirando, o que é isso?

M.G:  Mas é curioso o que você coloca, porque essa sensação de “eu estou pirando”, de “o que é isso”? Mas é assim mesmo? Na verdade, isso só é possível, porque tudo está sendo visto dentro de um ponto de vista referencial ainda, de uma entidade, que procura se localizar aí. Então há sempre essa pseudo identidade, mesmo que camuflada e oculta, buscando uma localização, buscando uma segurança, um posicionamento. Ela tem que se situar para ficar à vontade. Isso é vício, isso é hábito. Tem sido assim por muito tempo aí nesse mecanismo, nesse organismo e tem sido assim na humanidade, a milênios. Sempre esse sentido de ser.

Agora mesmo, agora sentado aí, é só o sentar, não tem alguém. É só o sentar, é só o deitar, é só o falar, é só o ouvir, é só o ver. Não é alguém vendo, não é alguém sentado, não é alguém deitado, não é alguém falando. Não há necessidade nenhuma da crença comum de uma entidade envolvida nisso, em um processo como esse, porque há tanta coisa envolvida no processo como estar assentado, ou deitado, ou falando, não dá para localizar uma identidade aí. É o sentido que a mente dá a um localizador, a um sensor, a um observador, a um falador, a um ouvinte.

É só a mente que cria essa ilusão de presença de algo ou de alguém, num um processo que é tão simples, ao mesmo tempo há tanto envolvido nisso, há tantas coisas envolvidas nisso. Mas a mente cria uma identidade, traz uma identidade. E tudo é só uma ação dessa única, única, reparem, dessa Única Presença, e ela não é espacial, então ela não está localizada, nesse organismo aí, como alguém.
Ela está assentada e ela é o próprio assento. Ela está falando e ela é o próprio ouvinte. Ela está deitada e ela é a apropria cama. Não há algo que possa separar isso, a não ser a mente fazer distinções e nomear. É uma só realidade presente (risos), nessa coisa tremenda que é o fenômeno, que tem tanto aí nele, e ao mesmo tempo tão simples.

Fique no ouvir, fique no falar, fique no assentar, no deitar e se contente com isso. A mente salta sobre uma frase, um conjunto de palavras, e cria uma identidade ali, para julgar, para avaliar, para classificar, para nomear o fenômeno. Esse é o sentido de separatividade, desse assim chamado eu, mim, ego, pessoa, não existe isso, agora existe. 

Você está muito bem obrigado sem o sentido do eu, e você está bem enrolado, para não usar uma expressão bem chula aqui, com o sentido do eu, você está mal, você está furnicado, ferrado. Porque ele quer algo diferente disso que está aqui gente, olha que momento agradabilíssimo, olha que instante extraordinário, único, no qual esse tanto está acontecendo, e esse simples está acontecendo. Mas esse sentido do eu, quer algo diferente disso. Ele está procurando algo maior, melhor, mais prazeroso do que isso. Ser não basta, tem que haver o fazer. Fazer como? O que? Por quê? Permaneça aí, no que é. 

Nem mesmo tomar água de coco, debaixo de um coqueiro, olhando as ondas quebrando sobre as rochas, vendo o pôr do sol, isso nesse instante é tão extraordinário, que até esse quadro agora ficou pálido. A mente projeta um momento melhor do que esse, mas sem a mente, não tem momento melhor do que esse. Viu claro? (Risos).

PARTICIPANTE: Nossa, eu vi isso agora tão claro!

M.G: Viu claro? Você fica aqui, eu quero, estar, estar... Aonde? Fazendo o que? Esse é o melhor, que o melhor, que o melhor. Você vive sendo enganado. Eu tenho dito que o melhor é o próximo segundo como ele se manifesta, isso é o melhor. Hoje aqui está ótimo, já está bem, não tente me convencer a ir algum lugar, a fazer alguma coisa, a procurar algo fora disso. Porque é só isso agora. 

Estamos juntos? Em? Você quando está aí, a mente é bandida, porque ela diz: Tem alguma coisa ainda que você pode fazer melhor. E ela escorrega, ela não escorrega, ela é o escorrego e quem desce nesse escorrego, é você.  (Risos).

A coisa é agora, aqui mesmo, nesse instante, nada mais, nada melhor, nada maior, nada mais profundo ou interessante.

É bem assim!

Gravado em Vitória - ES

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