quinta-feira, 26 de junho de 2014

Satsang O Despertar e Consciência (A ciência do que é)



Aí está a Realização! Realização, a liberação aqui é o fim do medo. Fim do medo é o fim da crença, é o fim da mente, é o fim desse movimento caótico, conflituoso, inquieto, inconsciente, desordeiro, mecânico, que é a mente, significa os pensamentos em movimento, não observados, nesse mecanismo, nesse organismo.

Aqui nós recomendamos a você, que apenas aprecie o que vem e vai, não se confunda com o que vem e vai. Reparem que sensações vem e vão, pensamentos vem e vão, ideias, elas veem e vão, comparações, julgamentos, essas noções de certo e errado, ideias como: deve ser, não deve ser, pode ser, não pode ser, seria assim ou deveria ser assado, isso pode, isso não pode, isso está certo, isso está errado, isso vem e vai, e a vida permanece como Consciência Imutável nela mesma, presenciando toda essa mudança, sem um destino, sem um futuro, sem um programa. Para nós existe uma programação, tudo tem que ter uma razão de ser e uma forma de acontecer, mas isso é só uma crença mental. 

A vida mesma conhece uma outra ordem, que não é o caos como a mente conhece, e não é a ordem como a mente conhece. É uma ordem de outra ordem. E aqui essa ciência do que é, que é Consciência, significa essa visão. 

Reparem que a compreensão, ela está presente no silêncio, quando há compreensão, o silêncio está presente. Na compreensão não há perguntas, não há explicações, não há respostas, nada disso se faz necessário. Assim a compreensão acompanha o silêncio, e o silêncio está nessa constatação. Quando há essa constatação direta do que é, há silêncio. E esse silêncio, sem perguntar nada, sem explicar nada, sem responder nada, é a visão simples da Verdade, que é compreensão. 

E nessa compreensão, nenhuma contradição, nenhum conflito, nenhuma ordem como conhecemos, também nenhuma desordem. É só a Vida acontecendo, sem programa, sem planejamento, algo sem passado, algo sem futuro, algo livre do tempo.

Despertar é isso, é essa Consciência ciente dela própria, imutável, silêncio, compreensão, paz, essa liberdade de olhar para aquilo que se manifesta, sabendo que é assim, que não pode ser de outra forma.

Então, todo esse peso desaparece, todo esse sentido de exclusão desaparece, todo esse sentido de isolacionismo, separatividade, de inadequação, desaparece.


Trecho de um Satsang gravado em Laranjeiras - Rio de Janeiro - RJ

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