segunda-feira, 30 de junho de 2014

Satsang: Não há diferenças entre Você, Deus e o Guru!


Existe algo que precisa ser considerado aí por cada um de vocês. Aquilo que se constitui como o fator mais importante nesse despertar, precisa que haja uma intensidade por isso, uma disposição, uma completa entrega. Não como essas resoluções, nascidas de um desejo que vem e vai, mas algo que seja real, que lhe faça arder, queimar como uma vela. Há uma palavra boa pra isso: Devoção, é preciso devoção. Devoção é sinônimo de entrega, entrega a Deus, a si mesmo, ao que é, devoção ao trabalho, é devoção a si próprio, é fidelidade a si mesmo. Isso é o encontro com a Verdade.

Como a verdade não está separada de você, ela é encontrada por você. E não há como o coração se enganar. É assim que acontece, quando encontramos o trabalho ou quando somos encontrados por ele, que é ser encontrado por Deus, que é ser encontrado pelo Guru, que é ser encontrado pelo Mestre.

Não há qualquer separação entre você, o trabalho e Deus. Não há qualquer diferença entre o que você é, o que Deus é, e o que o Guru é. Assim não há uma devoção a outro, há só uma devoção, pura e direta devoção a ISSO, que é Verdade. E essa disposição de soltar, de dispensar, de deixar desaparecer tudo aquilo que até então te segurou, te prendeu no terreno, no espaço da ilusão. Essa disposição só é possível nessa entrega, nessa devoção, nesse queimar por isso.

A devoção sempre será necessária, a entrega sempre será necessária, o queimar por ISSO sempre será necessário, o Guru sempre será necessário. Deus é a única necessidade. E isso não é nada, é só você mesmo. É você se encontrando, é você sendo necessário, é você se reconhecendo, é você indo além dessa limitação que a ilusão da mente produz. É isso o que significa a entrega, a Verdade.

Quando Jesus disse: Eu Sou a porta. Ele estava dizendo “Eu sou”. Ele se refere a Você, a sua própria natureza inata, aquilo que é Você em seu estado natural se constatando, percebendo a si mesmo, nessa devoção, nessa entrega, nesta disposição de Ser. É sobre isso que falamos.

É possível sentir, vivenciar, experimentar sem qualquer sentido de separação essa pura devoção ao Guru, a Deus, a si mesmo, ao trabalho, é tudo uma coisa só. É este Eu Sou que é a única porta para essa Realização. Este “Eu Sou” é Cristo, é você, é a Verdade, é Deus, é o que é. Os nomes são diferentes, mas é a mesma graça, a mesma Presença, o mesmo Guru, o mesmo discípulo. Só os nomes são diferentes.

Essa entrega a Deus é a entrega a si próprio, não tem nenhum Deus separado disso que é você. Essa entrega ao Guru é uma entrega a si próprio, não tem nenhum Guru separado do que é você. Mestre, ensino e discípulo, uma só e a mesma coisa.

Apenas a mente cria a divisão, cria a separação, e se segura na não devoção, na não entrega, no não trabalho, para se manter nessa continuidade dela, por puro medo de deixar de ser quem ela é, o que ela acredita ser, de desaparecer, de fenecer, de morrer.

Essa Realização do que você é, é a constatação da real devoção a essa Verdade. 

Só há felicidade, paz e amor nesta liberdade de ser você mesmo, neste Eu Sou. É esse o ponto aqui, a ênfase nossa. Isso é devoção. Isso é amor ao que é. Amor a Verdade acima de qualquer ideia, crença ou conceito acerca disso. Uma disposição de ser: Puro Ser, Pura Presença, Pura Graça, Pura Verdade.

É isso!

*Transcrição de uma fala ocorrida durante um encontro presencial no ano de 2014.

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