terça-feira, 24 de junho de 2014

Satsang: A Busca e a Felicidade


Tudo que você tem feito e ainda vai tentar fazer, na crença de que é alguém que pode encontrar alguma coisa, fará na tentativa de encontrar a felicidade, mas a felicidade jamais será encontrada por alguém que procura, não há alguém na felicidade, a procura da felicidade por alguém, é a procura da mente por alguma coisa que ela idealizou. É o que alguém chama de, "cachorro correndo atrás do próprio rabo". 

Você vai pela rua, aí você vê um cachorro correndo atrás de um carro, ele fica desesperado e sai correndo atrás do carro, na verdade, ele está correndo atrás da roda, quando o carro para, aí ele não sabe o que fazer com o carro, com a roda. Ele corre, corre, corre, quando ele alcança a roda que o carro para, aí ele não sabe o que fazer. A mente é exatamente assim, ela alcança alguma coisa pela qual trabalhou tanto, tanto, tanto, tanto, aí quando alcança, ela descobre que não pode fazer nada com aquilo. Aí ela tem que descobrir outra coisa pela qual, correr atrás, outra coisa na qual, ela tem que encontrar aquilo que busca. Mas afinal o que é que ela busca? É como este cachorro correndo atrás da roda do carro. 

E por que todos procuram a felicidade? Porque acreditam que é algo que possa ser encontrado. Basicamente porque há uma insatisfação da mente, está procurando uma forma ou outra de preenchimento, de realização. Mas a boa notícia é que o seu coração se inclina para qualquer coisa que realmente lhe faça feliz. Porque isso faz com que você se lembre, de que a sua natureza já é isso. 

Assim, a questão não é que seja não natural procurar a felicidade, porque a felicidade é o que você é, mas na mente a insatisfação presente lhe impede de ver isso, aqui a questão é compreender que isto não está na mente, não faz parte da mente, é algo que faz parte do que você é. Na verdade, é o que você é. É a sua essência, é a sua natureza, é a sua realidade.

Então é natural a procura da felicidade, não é natural a procura da felicidade na mente. Então esse primeiro impulso, se ele é mental em direção a esse encontro, ele sempre fracassa.

Aqui se trata em descobrir que realização, seu estado real, seu estado natural é felicidade, e isso não está na mente, nem naquilo que ela possa encontrar dentro de sua procura. É aqui que entra essa inclinação do seu coração, para a meditação, para a autoinvestigação, para a entrega, para o Satsang, para um trabalho de constatação daquilo que é você, deste “Quem sou eu ?”

Felicidade é a sua real natureza. Qualquer coisa menos que isso, jamais lhe dará completude, satisfação e sentido de realização.

Aqui se trata de olhar para isso como prioridade máxima, como a única coisa importante, como a única coisa válida, necessária, insubstituível.

Ficar quieto e constatar, ficar quieto e perceber, ficar quieto é Ser, é constatar, é perceber sem alguém o que é. E o que é, é Amor, é Paz, é Felicidade.

É isso!


Gravado em Laranjeiras - Rio de Janeiro - RJ

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