quinta-feira, 5 de junho de 2014

Paltalk Satsang - A Realidade e a Verdade se Revela como Aquilo que Somos!





Todos com áudio? Nos dê um retorno, por favor...

É importante nós termos aqui o real significado desse encontro, não é possível nós colocarmos em palavras isso, essa é primeira coisa que precisa ficar clara para cada um de vocês presentes em encontros como esse, esse encontro não tem o propósito de tornar claro, em palavras isso, porque simplesmente é impossível, a verdade não é algo que possa ser definida, explicada, não podemos definir o que é a verdade, não podemos colocar em palavras o que é a verdade.

Em Satsang nós nos assentamos em silêncio, reparem que nós não nos unimos, não nos reunimos, não nos encontramos para fazer alguma coisa. Nós não podemos ir até a verdade, se assentar em silêncio é o único propósito, o propósito de se assentar em silêncio. A realidade e a verdade se mostra, a realidade e a verdade se revela, se revela como aquilo que somos, se revela como a nossa verdadeira natureza, todo conhecimento é limitado, toda definição é algo assim, preso dentro das medidas do pensamento, dentro das medidas da experiência, do conhecimento, assim o encontro com o silêncio do Satsang é o encontro com a verdade que somos, quando ficamos quietos, assentados juntos, como agora aqui.

Então o propósito do Satsang é nos assentarmos em silêncio e termos a constatação neste silêncio, dessa verdade de nossa real natureza, nada para ser acrescentado, nada para ser colocado sobre isso, não podemos colocar nada sobre isso, não há nada que possa ser feito, não há nada que possa ser descoberto, descoberto no sentido de que estava oculto, e agora se revela, vem a luz, a verdade não é assim, a verdade é algo presente, não é ela que se revela, não é ela que vem a luz, é a ilusão que cai, a ilusão cai nesse silêncio, nesse encontro, nesse propósito que é Satsang.

Reparem que a mente sempre quer fazer alguma coisa, vocês mesmo já tentaram de tudo, e quando entram nessa sala ou veem a primeira vez para Satsang, ou ainda repetindo o mesmo equívoco você faz isso pela segunda vez ou terceira, a mente sempre lhe diz que tem algo para ser feito, algo para se fazer, algo para aprender, ou seja, você já tentaram tudo, agora estão tentando Satsang. 

A mente nunca está satisfeita, nunca estará, é a natureza da mente estar em busca, sem a busca, sem o movimento da intenção, do motivo, do interesse, do desejo, da ambição, a mente desaparece. Nada satisfaz a mente e aí quando ela chega ela diz: - Estou aqui para ter uma satisfação maior, quero algo mais profundo, quero uma experiência que me dê um significado maior, que me satisfaça, que me faça completo, que me faça feliz! -  essa é a fala da mente. A mente é uma espécie de mão que pega a experiência, tentando segurar a água, a experiência é sempre algo passando, e a mente está sempre tentando agarrar a experiência para manter a sua continuidade, ela teme desaparecer, ela teme a morte, ela teme o fim, ela teme se despir de tudo, é por isso que nós nos movimentamos dessa forma, estamos sempre agarrados ou agarrando alguma coisa

Uma característica marcante em nós é esse medo, em razão da presença da mente, por isso ela está sempre buscando fazer alguma coisa, adquirir alguma coisa, ganhar alguma coisa, obter alguma coisa, capturar alguma coisa, então ela vai buscar algo e então tenta segurar, como tenta segurar água na mão, quanto mais ela aperta mais lhe escapa entre os dedos, este é o jogo da existência, esse é o jogo da Consciência, a mente jamais estará satisfeita.

A mente está nessa busca a milênios, nesse mecanismo aí ela tem só alguns decênios, mas ela tem o mesmo comportamento de todos nós, em todo assim chamado ser humano, todos aqueles aos quais chamamos seres humanos se movimentam dessa forma, esse é o movimento da mente.

Quando você é convidado ao Satsang você é convidado para esse momento, ao momento da parada, ao momento da constatação de sua Verdadeira Natureza, isso é muito assustador para a mente, para a mente isso é a morte desse você, como você conhece. A mente tem medo de perder algo, mas na verdade nunca tivemos nada mesmo, estamos sempre imaginando, tendo a imaginação que temos alguma coisa, dentro desse jogo grandioso do pensamento, enquanto que na verdade, o que a mente está fazendo o tempo todo, é essa coisa, tentando segurar, dando um significa e interpretando tudo.

Alguma pergunta?

PARTICIPANTE: Quem nos conduziu por esse caminho equivocado?

M.G: Está aí uma pergunta bastante interessante, eu vou modificar essa pergunta, eu vou perguntar; "quando foi que isso aconteceu?" - A pergunta aqui é quando foi que isso aconteceu e não quem nos conduziu... 

PARTICIPANTE: Quando houve a ruptura?

M.G: Nós estamos apenas diante de um jogo, quando perguntamos quem e quando, não há quem, nem há quando. Quando nos desconectamos da fonte? Nunca! Ela sempre é o que ela é, a fonte nunca deixa de ser a fonte, não há alguém desconectado da fonte, a mente está vivendo um equívoco, a ilusão da separação, a ilusão de um entidade, de uma identidade que se afastou, que rompeu com a fonte, que se desconectou da fonte, e a pergunta quando, implica tempo, é a noção da mente, nesse mesmo movimento de afastamento em algum instante, esse é o quando. A ilusão de alguém nessa ruptura e a ilusão do tempo, da mente, a ilusão não tem início, ela só pode ter fim, mas ela não tem início, a ilusão nunca começou para alguém, mas ela pode terminar para um mecanismo, para esse, aquele ou aquele outro. É quando ela pode ter fim, ela pode ter fim para esse mecanismo, mas na realidade ela nunca começou então ela não pode terminar, ela termina para esse mecanismo, depois termina para aquele mecanismo, depois para aquele outro mecanismo, é curioso isso porque quando ela termina para esse mecanismo ou para aquele outro mecanismo, para esse ou para aquele fica claro que ela nunca começou, era só um jogo, uma grande brincadeira. A Cacau diz aqui que um dia começou... E a pergunta é para quem e quando? Este quem não é real em tempo algum, este quando não existe em tempo algum, porque não há tempo, estamos tratando de um paradoxo, de uma brincadeira. A verdade não está oculta no tempo.

PARTICIPANTE: Mestre, o satsang por paltalk ameaça a mente? Aqui parece que é desgastante e dá sono... Mas quando encerra, fico a 100% sem sono algum... 

M.G: É exatamente isso, Satsang é perigoso mesmo pelo Paltalk, a mente não tem qualquer interesse nisso aqui, como acontece no presencial também, bate aquela sonolência estranha, aí quando fazemos o intervalo, todo mundo fica super alerta, falando pelos cotovelos, a gente reinicia o Satsang e novamente o sono volta, você pode ter acordado pela manhã, ter dormido a noite toda, não há anda sendo tratado aqui que interesse a mente. (risos).

Na verdade este é o grande milagre que cada um de vocês estão a procura dele, é o milagre do mundo sem a pessoa, a vida acontecendo sem o sentido de separação, o milagre que é o próprio Deus, a própria Graça, a própria Vida, a própria Realidade, essa própria e direta Presença, é um milagre absolutamente natural, o fim do sentido de separação, o fim do sentido de separatividade, o fim do medo, o fim da busca, isso para a mente é algo muito, muito assustador, o milagre da naturalidade, alguém chama isso de despertar ou iluminação, eu chamo de Estado Natural, é o colapso do sentido do eu, do mim, do ego, da crença e descrença, aquilo que no Zen eles chamam de cortar lenha e carregar água, aquilo que no zen eles chama de tomar o mingau de arroz e depois lavar as tigelas. O Mestre pergunta; tomou sua sopa e o discípulo diz, sim e o Mestre diz, agora vá lavar suas tigelas. Simplicidade absoluta, naturalidade absoluta, a vida no cotidiano, o grande milagre, e uma mente que tenta ver isso e nunca pode, a mente do buscador está sempre procurando capturar isso, dentro da sua programação e não consegue. Significa a vida acontecendo e ninguém fazendo qualquer coisa, ninguém dentro dela, nada espiritual, nada místico, na filosófico, nada religioso, nada miraculoso, esse é o grande milagre.

Amor é o seu estado natural, paz é o seu estado natural, verdade é o seu estado natural, ser é o seu estado natural, Deus é o seu estado natural, e não há nada de espiritual nisso, nada de anormal. Estamos juntos nisso turma?

Aqui nada a temer, aqui a morte se apresenta como conceito...

PARTICIPANTE: Ainda sinto muito a morte da minha filha, gostaria de senti-la dentro do todo, da vida eterna, mas sinto ainda um grande vazio de separação, não há paz ainda.

M.G: Entre fundo nisso, não se separe dessa dor, ela é uma experiência acontecendo nesse mecanismo aí, quando você diz gostaria de senti-la dentro do todo, você está procurando fazer algo com esse sentimento, você quer se livrar dessa dor, a pergunta é quem quer se livrar dessa dor, só há dor, não há alguém nesse experiência de dor, não há alguém aí na experiência desse grande vazio, não há alguém aí na experiência de separação, constate a presença da dor, deixe ela vir a tona, deixa ela se mostrar, deixa ela se revelar, é só a dor, não coloque uma identidade nisso, não coloque alguém especial que não pode sentir isso aí, não coloque alguém que diz; "gostaria de sentir diferente, gostaria de me livrar desse vazio, gostaria de me livrar dessa separação, gostaria da paz. 

PARTICIPANTE: Ela é presente 24 horas do dia.

M.G: Não ela não é presente, você precisa acolher ela, inteiramente por um minuto, por um minuto já faz um grande trabalho aí, o que está presente é a resistência 24 horas por dia, estou dizendo acolha ela por um minuto apenas, mas com totalidade, inteiramente, completamente, sem qualquer ideia, sem qualquer crença, sem qualquer pensamento, sem qualquer memória, acolha apenas o sentir, apenas o sentimento, desconsidere a memória, desconsidere as imagens mentais que surgem nesse momento, mas faça isso por um minuto apenas, mas com grande intensidade, essa é a única forma de você honrar este sentir, este sentimento, é a única forma de você libertar sua filha, de que você é importante nessa experiência, na realidade essa sua filha é só uma imagem, com um fundo de dor, abrace a dor, acolha a dor, por um minuto apenas, abandone toda imaginação acerca disso, toda imaginação, toda lembrança, toda memória, se o corpo sacudir não tem problema, se as lágrimas chegarem, tomar o corpo, sacudir o corpo, e a emoção for tão forte que jogue o corpo no chão, não tem problema, qualquer coisa ao nível do corpo, sem a memória é algo passando, isso não vai lhe fazer mal algum, é a penas a quebra de um padrão de memória. Eu quero lhe ver este final de semana aí em Sampa viu?

Bem pessoal vamos ficando por aqui, valeu pelo encontro, até o próximo encontro pelo Paltalk e o nosso próximo encontro presencial em Sampa.

Namastê!


Transcrição de uma fala ocorrida num encontro via Paltalk Senses no dia 04 de Junho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22hs. Baixem o programa gratuito e participem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário

Compartilhe com outros corações