quarta-feira, 25 de junho de 2014

Paltalk Satsang: O Segredo é Estar no Coração



Estamos sempre em Satsang falando de algo muito simples, de uma simplicidade tão natural que a mente não alcança, nós não vivenciamos esta liberdade porque vivemos presos a ilusão dessa falsa entidade que acreditamos ser. Em Satsang nós temos a oportunidade de investigar isso, de olhar diretamente para isso.

Esta procura de todos vocês, esta procura nossa é uma coisa que jamais termina, na mente não temos como deixar de estar inquietos, deixar de estar nessa procura, a mente é insatisfação, a mente é conflito, viver na mente é viver em conflito, é viver em sofrimento.O sofrimento, o conflito e o medo, esse medo, esse conflito, esse sofrimento presente, ele tem importância a partir desse sentido de separatividade que a mente mantém, nós nos sentimos como alguém, como pessoas, pessoa com uma história, pessoas carregando uma história. 

É preciso nos livrarmos desse sentido de separação, enquanto houver esse sentido de separatividade, de separação, enquanto persistir essa crença,o mundo e eu, eu dentro e o mundo fora, o medo, o conflito, o sofrimento se mantém, essa inquietude se mantém, essa insatisfação se mantém.

Tudo o que podemos fazer nesses encontros é investigar essa ilusão, não podemos trazer a verdade, não podemos encontrar a verdade, mas podemos nos libertar da ilusão, se libertar da ilusão significa habitar na verdade, assumir a verdade, estar consciente da verdade, constatar a verdade. A liberação é o fim dessa ilusão, a ilusão desse sentido de separação, desse sentido dual de viver. 

Aqueles que realizaram isso, estão fora dessa prisão. E eles e somente eles podem nos falar alguma coisa sobre isso, nós podemos ficar dentro da prisão conjecturando, imaginando, trocando ideias, palestrando sobre isso, sobre isso que imaginamos, não há como saber sem essa liberdade de Ser. Este saber sem a liberdade de Ser é puro conhecimento, os sábios vivem um "saber", um "saber" que não é conhecimento, um "saber" que não é experiência, um "saber" que não pode ser definido, que não pode ser explicado. Isto significa estar fora da prisão, da prisão da dualidade, da prisão da separação, da separatividade dessa ilusão, da ilusão do mim, do eu, do ego. 

Aqui apenas nos assentamos em silêncio, não há nada sendo dito nessas falas, não há nada que possa ser dito aqui que você possa trabalhar com isso, se você puder trabalhar com alguma coisa que seja dito aqui estará você nessa coisa, e aquilo que estamos falando está além desse você, assim sendo qualquer trabalho seu está ainda dentro desta limitação, da limitação do conhecimento, da limitação da experiência, da limitação desse comum conhecer, desse comum saber, a verdade é sabedoria, e sabedoria é liberdade, e isso é indescritível, não ensinável, não explicável, é possível Ser, mas não traduzir isso em palavras, não há como colocar isso em palavras. É possível Ser porque você já é isso, de uma certa forma eu não posso ser seu professor, isso é algo que precisa ficar claro para você.

Eu posso compartilhar o meu Ser, e não o meu conhecer, é isso que o Mestre faz. O Mestre é diferente de um professor, o professor tem ensino, tem experiência, tem conhecimento, tem o saber comum, funcional, técnico, ele pode te explicar como isso funciona, não é o caso de um Mestre, ele pode te dar o "saber" disso, mas não pode lhe dar isso. Ele pode lhe dar o sabor no sentido de trabalhar isso aí, tornar isso acessível a você, isso que já é você. Ele conhece o som da nota, assim dá para ele trabalhar essa afinação, porque ele sabe,  não lhe pergunte como ele sabe, porque ele não vai poder lhe explicar como sabe, ele apenas "sabe", mas não sabe como sabe. 

Se insistir com isso ele lhe dirá, eu sei que não sei, e mesmo assim continuará "sabendo", porque é impossível você também, deixar de saber aquilo que já é você, é que na mente você está esquecido, você está identificado com um mundo de sonhos, o mundo da experiência, o mundo do conhecimento, o mundo do saber comum, esse é o mundo do sonho, você esqueceu que "sabe" sobre si mesmo, você se confunde com aquilo que acredita acerca de si mesmo, e aquilo que você acredita acerca de si mesmo, está baseado no saber comum, na experiência, no conhecimento, em tudo aquilo que lhe foi ensinado, mostrado, e você hoje, imita, repete de forma totalmente inconsciente, mecânica, tudo aquilo que aprendeu. Liberação, iluminação, despertar é estar totalmente ciente dessa sua real identidade, e essa real identidade é a sua verdadeira natureza, não é uma identidade como a mente conhece, eu diria para a mente que é uma não-identidade, ser para a mente é uma não-identidade, por isso que quando você se aproxima desses encontros, o que a mente tenta é captura isso em seus termos, em sua própria linguagem, a linguagem da ilusão.

O que eu tenho dito sempre para vocês é: escute essas falas mas não leve essas falas a sério, a verdade não está aqui nessa palavras, está sim no espaço entre essas palavras, essas palavras são apenas conceitos, apenas ideias, apenas um blá blá blá, algo sem importância, o que tem importância é essa Presença, que é você em seu Estado Natural, que pode constar isso, aquilo que hoje aqui chamei de "saber", aquele saber incomunicável, intransferível, indescritível, aquele "saber"que é um não-saber. 

O segredo é estar no coração, enquanto você nos escuta nesse momento, há algo por trás dessa fala, nesse silêncio, que lhe confirma aí, nesse lugar, que é o seu lugar, que é você mesmo, isto não é estranho a você porque isso já é você, você já é essa verdade, essa liberdade, essa graça, essa paz, esse silêncio, esse amor, essa sabedoria, essa é sua natureza divina, essa é sua natureza real.
Meu convite em Satsang a você é: Realize a sua natureza que é amor, paz, liberdade, felicidade, não há sofrimento, não há medo, não há conflito, isso perde completamente a importância, a importância de tudo isso está nessa mente egóica, nesse sentido de separação, quando isso cai tudo assume o lugar que sempre teve, tudo é visto no seu próprio, tudo assume o seu próprio lugar, tudo já está em seu lugar e agora fica claro. Fica claro porque esse "mim", esse "eu", esse sentido de alguém, caiu fora. Na índia eles chamam isso de Sat, Chit e Ananda, Ser, Consciência e bem-aventurança, é a sua natureza divina, é a sua verdade, você é Deus, eu quero repetir isso novamente: Você é Deus!

O fim de todas as crenças, absolutamente de todas as crenças é a constatação disso, de que você é essa única verdade, essa única realidade, é o primeiro sem um segundo, terceiro ou quarto, você é o único, o único, só há você, só há Deus, só tem um, só tem Ele. Pessoas presentes nessa sala é só um sonho, pessoas lhe dando com suas famílias, e essas pessoas é só sonhos, o mundo do lado de fora, ocupação, trabalho, ganhar, perder, saúde, doença, nascer, morrer, um sonho divino, um sonho Nele, nessa única realidade, que é a sua natureza real, que é a sua natureza divina. Essas falas são muito doidas, ou a nossa mente é muito doida para essas falas.

Ser é pura alegria, pura liberdade. Eu acho muito engraçado essa figura de alguém, essa figura de alguém chamado Marcos, falando alguma coisa... É apenas o vazio, esse espaço, a dança desse espaço, o espaço em dança com um nome chamado Marcos. Você me faz perguntas e eu lhe dou algumas respostas, mas tanto as perguntas quanto as respostas não dizem nada mesmo. Porque é só o vazio se encontrando com o vazio. É só a dança desse vazio nesse vazio. 

PARTICIPANTE: É Certo dizer que Deus é coração?

Sim. Deus é tudo. Todas as coisas. Deus é todos os nomes e todas as coisas, só não é nenhuma coisa e nenhum dos nomes. Deus pode ser qualquer coisa e deixar de ser qualquer coisa. Você são lindos Crianças.

Estamos juntos, porque somos Um. Namastê!
Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senseso no dia 25 de Junho de 2014

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