terça-feira, 3 de junho de 2014

Paltalk Satsang - Estamos convidando vocês ao Despertar!


Aqui mais do que uma fala, temos um encontro com a Presença... Não tenho nada para dizer mesmo. Essa fala aqui não é a coisa, isso é apenas para aquele que começa... Não venham buscar conhecimentos aqui, ou vão logo se desencantar com esse trabalho,  o poder dele está em não lhe dar alguma coisa, mas de lhe mostrar o quanto é inútil ganhar algo...

Nunca essas falas substituem aquilo que aqui é principal, o principal que temos dentro desses  encontros é o próprio encontro, é nesse encontro que temos contato com a Graça. Um dia Cristo disse, onde existirem dois ou três em meu nome, eu estarei presente,  ele está falando também dessa Presença, não importa o que é dito, não é a fala, é a Graça, é essa Presença, embora temos naturalmente aqui a oportunidade de ouvirmos uma fala que nasce de um lugar inteiramente diferente desse tão comum a todos nós, que é a mente, e essas falas estão sendo transcritas e estão sendo colocadas no blog. 

E aqui estamos nós mais uma vez, para compartilharmos com você essa Presença, e também um pouco dessa coisa da fala, sabendo que não há nenhum propósito de transimtir conhecimento, isto você pode adquirir nos livros, qualquer coisa que você possa adqurir não é você, qualquer coisa que possa aparecer não é você, se pode ser adquirido não estava aí, se pode aparecer não estava aí, e essa não é a natureza da verdade, a natureza da verdade é aquilo que não aparece, que não desparece, que não pode ser conhecido e está além do desconhecido.

Assim nós temos nessas falas algo inteiramente novo, vou lhes dizer qual é o segredo, o segredo dessa liberação, o segredo é o segredo da morte, a morte nos lembra a queda no nada, nos lembra algo como o fim do pensador, o fim dessa entidade que acreditamos ser, e assim é algo que nos aterroriza, nos lembra o fim dessa minha história, minha vida, minhas conquistas, lembra esse fim do meu mundo, e aqui estamos dizendo que o grande segredo da liberação, da libertação, é o fim. 

Reparem que todas as grandes tradições que chamamos de espirituais, todas as grandes tradições chamadas espirituais, sem excessão, todas apontam para essa necessidade de se perder, de morrer, de desaparecer, todas elas no dizem que a libertação ou a liberação do sofrimento, da ilusão, é esse mergulho nesse nada, nessa morte, nesse se perder, nesse fim, todas elas apontam para uma plenitude total, na realidade esse vazio presente nesse fim, nessa morte, nesse se perder, nessa ausência do pensador, é essa plenitude. 

Na verdade morte é ver claramente pela primeira vez, o mundo sem qualquer história, sem qualquer projeção, rótulos, interpretações, sem qualquer ideia criada pelo pensamento, na verdade você não tem visto o mundo assim, você não tem visto a vida assim, tudo o que você tem do mundo é a interpretação que a mente faz, que o pensamento faz, uma visão no pensamento, nessa interpretação, ela é sempre parcial, temos uma visão fragmentada, tudo o que temos são fragmentos, temos tudo dividido, a mente separa e divide, essa é a visão da mente, não do sábio, o sábio não vê fragmentos, não separa ou divide, o sábio só é possível quando a mente morre, o sábio não é alguém, é o estado de Presença se expressando através de um mecanismo, não tem alguém ali, não há qualquer fragmentação, qualquer divisão, qualquer interpretação, não há história. Pensamentos são fragmentos debaixo dessa divisão, desse sentido de separação, isto é algo que a mente jamais poderá compreender, isto está além dela, tudo o que a mente pode fazer é separar, dividir, fragmentar.

É evidente que nessas falas, nós temos que fazer uso das palavras, só que essas palavras são conceitos, mesmo essas... Ouça um pássaro cantando, o som de um avião cortando o ar, o choro do bebê, o som do vento entre as folhas de uma árvore, nesse ouvir não há qualquer fragmentação, há só o ouvir, simples, direto, sem o colorido do pensamento que separa, que encontra uma história, uma interpretação nesse instante, nesse momento, nesse acontecimento. 

Em Satsang eu lhe convido a ser, e ser não é algo que o pensamento possa produzir, só é possível ser na morte, no fim, nesse se perder, nesse desparecer, nesse sentido de significado para aquilo que se apresenta, para aquilo que acontece, aí está o sábio, aí está a Presença, aí está você em seu estado natural, acompanham isso?

Crianças, estamos convidando vocês ao despertar, a este estado de bem-aventurança, de amor, de paz, de silêncio, de pura sabedoria, algo que a mente não pode descrever, sonhar, imaginar, idealizar, a única coisa é despertar, a única coisa é ir além da mente, e aí está você em sua Natureza Real, e se você quer uma recomendação, não um conselho mas uma recomendação, venha ao Satsang e descubra como é ficar quieto, sem nada esperar, sem nada desejar, sem nada buscar, este é o segredo, a verdade se revela nesse amor, essa verdade que nunca esteve oculta, está nesse amor que está sempre presente, quando há essa quietude, esse relaxar, esse se abandonar, esse se perder, esse fim, esse morrer, esse desaparecer... Enquanto você estiver presente querendo alguma coisa, buscando alguma coisa, tentando encontrar uma fórmula, um segredo, tentando acelerar isso, isso lhe escapa, aqui se trata de um entrega, de uma confiança, se você me diz que não tem confiança, eu também não me importo, não me importo com aquilo que sua mente pode lhe dizer, se seu coração estiver presente em Satsang, é tudo o que eu preciso, eu não preciso da sua confiança, eu preciso apenas da sua presença e tudo acontece naturalmente por um ação dessa Graça, por uma ação de Deus, por uma ação da verdade.

Temos apenas mais quatro minutos, alguma pergunta? 

Mantenha isso aí em seu coração, mantenha essa ligação, todo o trabalho se processa num nível totalmente diferente do conhecido, assim é o contato com a Presença, com a Graça, foi assim que experimentei durante vários anos o contato com o meu Guru, com o meu Mestre, isto não está a níviel do intelecto, da lógica, da mente, se mantenha nesse contato e tudo acontece.
Lembrando a vocês que estaremos juntos neste final de semana em Sampa, sábado e domingo, se comunica com o Tom e confirme sua presença, e na outra semana estaremos no Rio.

Namastê!

Estamos juntos! Eu tenho vocês dentro de mim!

Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senses no dia 02 de Junho de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h

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