sexta-feira, 9 de maio de 2014

Satsang - O que é, é o que é. É realização



PARTICIPANTE: Marcos, só para deixar claro, não devemos fazer planos ou se surgir planos não devemos nos preocupar com eles?

M.G: A resposta é simples... Não se trata de “não”. A questão não é se não devemos fazer planos ou se não devemos nos preocupar .. não é isso sua pergunta? Com planos. Aqui o principal é descobrir que isso é só uma brincadeira, que você não precisa é cair nessa armadilha que a mente tem de acreditar que os planos que ela tem são reais ou não. A questão toda aqui é não cair na armadilha de acreditar na importância de fazer planos ou de não fazer planos. 

Desse ponto aqui que estamos colocando, a partir dessa colocação que estamos fazendo aqui, nessa colocação aqui, não são os planos que fazemos nem os que não fazemos que tem importância, o que tem importância é  estar desidentificado dessa ideia, da ideia de que isso é Real. O que quer que acontece, o que quer que aconteça está acontecendo independente dos seus planos ou não planos.
Tudo acontece porque acontece nesta Presença, isso é profundamente libertador, porque todo sentido de culpa na não realização ou vaidade e orgulho na realização, cai por terra. Há só uma ação acontecendo e ela não tem um autor. A sua liberdade é a liberdade de saber que tudo é esta Presença fazendo. Só há uma vontade realizando tudo e Ela não é sua.

PARTICIPANTE: Ele só constata...
M.G: Exatamente! Isso de olhar, constatar, de contemplar, de Presenciar, é a liberdade de Ser, sem o sentido de um autor, de um eu presente. Então isso é pura felicidade pura liberdade, pura alegria, pura realização, real sucesso.

PARTICIPANTE: Aceitação!

M.G: Aceitação não é a palavra, a constatação não aceita e nem rejeita. Há uma completude, há um sentido de beleza no constatar maior do que a aceitação. É amor ao que é. Deixe os planos por conta de quem realiza os planos, apenas se mova. 

Estou respondendo? 

Apenas se mova. Dê uma “resposta”. “Dê”uma resposta a esse instante presente."Resposda" a esse instante presente, quando digo responda é; contemple, e se mova e tudo acontece, em liberdade, sem o sentido de um autor, só há Liberdade, não há nenhum “eu”, não há alguém nisso, não existe alguém em parte alguma realizando qualquer coisa. Não existe punição nem recompensa, tudo parece só ser assim, um plano que se concretiza parece ter sido assim, anterior ao plano “que é o que é” sempre foi. Na realização que é posterior ao plano, “o que é o que é” sempre foi. 

Alguém nisso é uma ideia, abre um sorriso em seus lábios ou uma lágrima nos seus olhos, isso não faz a menor diferença, isso é muito simples para uma mente tão complexa, abarrotada de respostas a pergunta: Como? Como realizar isso? Como realizar aquilo? Como fazer a coisa certa? Como ter sucesso? Como, como, como...

Realizar-se não é se realizar, é estar quieto, e o que é se apresenta como sempre foi, em qualquer área, em qualquer nível em qualquer plano ou degrau, ou posição, como queiramos colocar isso, tudo é o que é, e tudo é uma ação da Graça. Tudo é Deus fazendo.

A mente escolhe entre coisas boas e coisas ruins, a mente escolhe entre o fracasso e o sucesso, entre a guerra e a paz, enquanto que o amor acolhe tudo isso, e o amor é a Presença do que é, isso é mais do que uma aceitação ou uma rejeição. A palavra completude, Felicidade, Liberdade, Amor, Verdade, Deus, tudo sinônimos, jogue todas essas palavras fora ou então acolha todas elas, não coloque o sentido de uma identidade nisso, pronto, e aí está a coisa como ela é, como ela é.

Está aí ou está aqui é o Despertar. No Despertar nenhuma ação se faz necessária e nenhuma não-ação faz falta, nenhum plano é mais necessário e nenhum não plano faz falta. Não há mais o agir e nem o não agir.

PARTICIPANTE: porque não há você, não é?

M.G: Nenhuma ideia...

PARTICIPANTE: Planos vem do eu, do ego, quando não tem mais este seu ser, então tudo flui como tinha que ser, e não tem planos.

M.G. Exatamente, tudo isso é uma grande ilusão, a ilusão de uma identidade fazendo ou não fazendo planos tendo ou não sucesso, realizando ou não. Crianças entendam o convite em Satsang: Satsang é simplesmente Ser. A própria palavra significa encontro com o que é. Sat  é o que é, Sang é o encontro com o que é, isso é a Suprema Beatitude, Suprema Felicidade, Suprema Liberdade. Realizar Deus é ser Deus. E ser Deus é o que é, não há mais planos.

Nenhuma necessidade de matar um leão todos os dias, você não tem nada a conquistar  se você não existe, nem nada a perder se você não existe, isso é Iluminação! Isso é Libertação!

É isso!


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