quarta-feira, 28 de maio de 2014

Paltalk Satsang - Você é o coração de tudo!





Boa noite turma. Todos com áudio aí?

Vamos lá, vamos colocar para você alguma coisa aqui. Uma coisa que nós já vimos aqui presente, esta colocação da Dani, e uma outra colocação do Marlon, reparem o que eles escreveram aí... 

A respeito disso que eles escreveram podemos dizer que; nós temos nos confundido com o pensar e o sentir, nós estamos dando muito valor a isso. A mente precisa, valorizar isso, isso dá autenticidade ao movimento dela, a busca de continuidade, essa busca de continuidade da mente é o sentido de ser alguém no sentir, de ser alguém no pensar, você se torna muito importante no sentimento, na emoção, na sensação, no pensamento. Você precisa ficar atento ao que eu vou lhe dizer agora, tudo o que aparece, aparece no tempo, não estava aí, alguns minutos atrás ou algumas horas atrás, não estava aí no dia anterior, ou não estava aí a alguns segundos atrás. Escute com atenção isso: Isso apareceu, mas não estava aí, tão certo quanto isto apareceu, vai desaparecer! Tudo o que aparece no tempo termina no tempo, e tudo o que está no tempo é fenomênico, e o que é fenomênico é real no tempo, fora do tempo não tem realidade. 

Agora o que é isso que presencia o aparecimento e o desaparecimento de um sentimento, de uma emoção, de uma sensação ou de um pensamento? Eu lhe digo; essa é a sua Natureza Real, essa aparição tem a ver com sua Natureza Real no sentido de que ela depende dessa verdade que é você para aparecer e desaparecer, enquanto você em sua Natureza Real não depende dela, nesse sentido não é você, embora esteja aparecendo ainda como uma aparição para desaparecer em sua Natureza Real, em sua Natureza Verdadeira.

Você é esse espaço dessa Consciência, dessa Presença. Então escute bem o que eu vou lhe dizer agora: Você é esse mais profundo vazio - esse mais profundo vazio é uma plenitude total, completa, o cerne de todas as aparições, o coração de tudo. Nós temos a ilusão de uma identidade presente, quando um sentimento está presente, uma emoção, um sensação, um pensamento, mas é só uma ilusão, é só a crença de um experimentador na experiência do pensamento, na experiência da emoção, na experiência da sensação, na experiência da dor, na experiência do sentimento, se você realmente olhar, você vai perceber que isso vem e vai em um fundo imutável, você sempre permanece imutável, como este vazio mais profundo, como essa plenitude total, não há ninguém, não há alguém, não há um entidade nisso, só o mistério, o profundo absoluto mistério, desconhecido, inexplicável, além de todo entendimento, além de toda definição, além de toda compreensão. Juntos? Acompanham isso?

Apenas fiquem nesse espaço, permaneça em seu Ser, permaneça nesse "testemunhar", testemunhar sem a testemunha, ela [a mente] é muito hábil, apressada, rápida, está muito treinada em intervir, em interferir, em assumir uma posição, quando falamos de meditação, falamos exatamente disso, reparem, meditação não implica na presença de um meditador, implica na constatação da ilusão de um experimentador na experiência pura. A experiência pura é essa Presença. O céu um dia está nublado e no outro está claro, ou no mesmo dia amanhece nublado e depois fica claro ou amanhece claro e depois ele escurece, mas isso é o que você vê, mas isso não é real para o céu, ele continua sempre intocável. É como quando você olha na linha do horizonte e vê o céu encostando na terra, você olha e vê o céu descansando, como uma cortina caindo sobre a terra ao longe, isso é só uma ilusão, a ilusão de que o céu toca a terra, assim como a ilusão de que o céu está encoberto, encoberto pelas nuvens, este é só o ponto de vista do experimentador. 

Aqui você é convidado em Satsang a soltar suas crenças, e quando você solta suas crenças você desaparece, porque você é suas crenças, sem crenças não há esse você, há só essa Natureza Verdadeira, essa Natureza Real, que não é pessoal, embora ela se assente aí, para esse mecanismo em particular, que é o que chamamos de despertar ou realização. Estamos sempre, com palavras diferentes, voltando sempre ao básico, o básico é esse mistério, é essa possibilidade de Ser sendo, é a mente que cria o conceito do experimentador num determinado momento, e tudo o que ela faz é separar aquele momento, tornando a experiência algo dela, e aí ela se afirma e se reafirma, vez, após vez, após vez, então estamos diante de uma lição maravilhosa, de um jogo divino.

Esses dias eu tenho falado sobre o bebê, o bebê recém nascido ele é o experimentar, ele jamais se importa de estar vivo ou morto, de ser alguém na experiência, ele não tem ideia de que está vivo, se você tem a ideia de estar vivo você carrega o conceito de que você pode morrer, e você só carrega o conceito de que pode morrer, porque você carrega o conceito de que está vivo como uma entidade com uma personalidade, com um eu separado, você tem que se manter, aí você caminha pelo mundo, acumulando, agarrando, segurando, possuindo, adquirindo, estudando como se manter vivo, como um experimentador. E assim você acumula milhares e milhares de crenças e teorias, tudo medo! Então você abandona a simplicidade de Ser não vivo e não morto. Essa simples alegria se torna anuviada, acobertada, por um mundo de conceitos, crenças, teorias, filosofias, experiências místicas, esotéricas, religiosas, espirituais, experiências de um meditador.

Em Satsang você é convidado a estar morto. A única forma de estar morto é abandonar o conceito de que está vivo, então não pode haver a ideia de morrer de novo, porque não há alguém na experiência, vocês dão muita importância a presença do experimentador, em uma sensação como em comer ou experimentar qualquer prazer sensorial, vivem tentando segurar a ideia de sobreviver, não se permitem estar morto. Sabem o que eu entendo por estar morto? Isso significa não carregar o experimentador para um momento seguinte, se você come um comida deliciosa, ou você faz sexo, isso já foi, não teve alguém nessa experiência, mas a mente carrega memória, ela precisa continuar vida, ela precisa se manter viva, ela precisa ser alguém, ela precisa continuar, escute: Você em seu Ser, você em sua Natureza Real, não precisa disso, a mente sim, então tenha paciência em observar o comportamento dela. 

Qualquer experiência agradável ou desagradável dá no mesmo, a ilusão de ser alguém é a busca constante de experiências agradáveis, isso é dor, é sofrimento, é medo, porque é a busca da continuidade, você precisa descobrir a beleza desse vazio, a beleza desse vazio absoluto, da plenitude deste vazio, da ausência do experimentador. Apenas nesse vazio mais profundo está a plenitude total, é a totalidade de Ser, de ser o que você é

Ser livre é algo totalmente sem esforço, significa deixar solto qualquer experiência acontecendo nesse instante, na realidade ela já está solta mesmo, só há a experiência não há alguém nela, você abandona esse vício de agarrar, de segurar, de apanhar, de deter, de lutar, de resistir, de sustentar isso. Aqui está o ponto, então o jogo termina. A natureza da mente é transformar qualquer experiência em algo de sua continuidade, em algo à serviço de sua continuidade. 

Reparem a pergunta deste menino: Se não acumulássemos tanto passado poderíamos desfrutar infinitas experiência - reparem o quanto a mente é ambiciosa - poderíamos desfrutar infinitas experiências sempre, sempre na tela em branco do ser imutável? - Que blá blá menino - Seria expandir a consciência isso? - Reparem isso tudo é bobagem, pura ambição, estamos falando exatamente do fim da necessidade de ser, e sua pergunta, ela implica, a fixação, ou a habilidade de se tornar super poderoso nessa coisa, não há expansão de Consciência, tudo o que pode expandir é a mente, a Consciência é o que é, tudo o que você escuta falar sobre expansão da consciência é a expansão dessa suposta identidade, é a mente em sua expansão ela pode expandir de uma forma extraordinária, você pode se tornar um super-homem, um super ser, (risos), um super-ego! Olha outra forma de ambição chegando: 

PARTICIPANTE: Abdicar de tudo é uma forma de matar o ego e a mente e ser somente o ser?  

M.G: Pura ambição também, não tem que matar o ego, não tem que ser somente ser, assim como não há só expansão da consciência não é possível você também ser somente ser, o que é já é, e não tem você nisso, e não há como matar o ego ou a mente, não tem nenhum ego ou mente, o ego, se torna um super-ego na ideia de se expandir, a mente se torna uma super-mente na ideia de ser somente ser, isso é pura ambição, mais uma vez capturados estamos aí pela mente. Você tem que abandonar isso, abandone a ideia de ser, de vir a ser, abandone a própria ideia de abandonar, você não precisa abandonar nada, apenas abandonar a ideia de que tem que abandonar

Tudo o que você precisa é observar os truques, esses truques de continuidade desse experimentador em qualquer experiência aparecendo, a pura e direta observação disso é o fim disso, não é um fazer, ego significa fazer, o que quer que seja feito, será feito por essa suposta identidade na ideia de ser o fazedor, de ser o realizador, aqui tudo o que nós precisamos é descobrir a beleza de estar quieto, nessa desidentificação com o experimentador em qualquer experiência seja ela qual for, alguns de você dizem: eu preciso desistir, eu preciso fazer ou eu preciso não fazer, o que dá no mesmo, é assim que o jogo continua, a mente sempre vai transformar qualquer coisa em algo dela, ela mesma vai se ocupar do não-fazer e isso já é uma belo fazer da sua parte, nós vamos passar o resto da vida tentando este não-fazer, este abandonar, esse desistir, na intenção de conquistar uma consciência expandida ou ser somente ser, sempre buscando, sempre querendo, sempre esperando, na realidade sempre fugindo, fugindo do passado e inventando um futuro ilusório, fugindo da não realização em busca de uma ilusória realização, nessa assim chamada expansão da Consciência, nesse assim chamado ser somente ser.

Nós vemos a morte como algo aterrorizante e por que? Porque é o fim da ideia de poder expandir, de poder evoluir, de poder crescer, de poder realizar ou chegar lá. Vocês querem que eu diga algo para você para valer? Toda relação que você tem com a vida não é real, porque é uma relação baseada nesse pensamento, no pensamento de ser, de se tornar, de chegar, de conquistar, de afirmar a si próprio como alguém, estamos sempre em interpretações que nunca satisfazem, estamos interpretando o que a vida apresenta, há sempre assim a divisão, essa divisão entre o que eu sou e o que eu posso vir a ser, se tornar, chegar... 

PARTICIPANTE: Quem somos e porque estamos aqui?

M.G: A resposta a pergunta quem somos e porque estamos aqui, significa o fim do sentido de separação presente, na ideia de que tem alguém aí, o melhor mesmo, esta aí o Idelmar colocando; é ir ao Satsang. Você pode ter um perfume muito direto a respeito da resposta a essa sua pergunta, se for realmente sério quanto a isto, se estiver queimando aí por isso, em Satsang, jamais no intelecto teremos qualquer resposta para essa pergunta, qualquer resposta que eu possa lhe dar, que qualquer um possa lhe dar, não é real, isso é realizável mas não explicável, é possível Ser, mas não explicar o que isso significa. É possível realizar aquilo que você é porque isso já é você, mas discorrer sobre isso, explicar sobre isso, colocar isso em palavras é impossível. Isso é algo que você constata em si mesmo, "realiza" por si mesmo. Estamos dizendo que essa é a sua resposta, não pode ser de outro, porque não tem outro para lhe dar essa resposta. 

Quando nós nos encontramos em Satsang para descobrir o que significa investigar, não essa Presença, essa Realidade, essa Consciência, essa Verdade, que é você em seu ser, mas para investigar a natureza da ilusão que é esse movimento conhecido, que é o movimento da mente. A verdade é algo que não está oculto, ela sempre está presente, ela já é, não podemos investigar a realidade, podemos investigar o que é investigável, a natureza da ilusão.

PARTICIPANTE: Por que queremos saber das coisas?

M.G: Porque somos mentais. Estamos identificados com a mente, quando a mente cai o desejo de saber cai com ela, reparem o quanto vocês amam ler, estudar, isto é muito típico da mente, o quanto somos mentais, o quanto queremos saber, é a busca da segurança no conhecimento.

PARTICIPANTE: Tem haver com o medo? 

M.G: Sim, totalmente. Mente é medo. Você é AQUILO que conhece, repare, eu disse você é AQUILO que conhece, eu não disse àquilo que está confundido com o conhecimento, Consciência é aquilo que conhece, por conhecer não sabe, não precisa saber, não se ocupa em saber, não busca saber, porque é aquilo onde todo conhecimento, onde todo o não-conhecimento também aparece.

PARTICIPANTE: Investigar a natureza da ilusão sem ser pego pelas armadilhas da mente é possível?

M.G: Na verdade é uma armadilha da mente você investigar a natureza da ilusão, repare como você colocou a pergunta: "Investigar a natureza da ilusão sem ser pego pelas armadilhas da mente é possível?" - e eu estou dizendo, você só pode se livrar das armadilhas da ilusão da mente quando investiga o movimento dela, quando o falso é visto, você já não está mais diante do que é falso, mas quando o falso não é visto, tudo o que você tem é a mente, se passando pela verdade, e é assim que temos vivido, e vamos continuar assim, enquanto a mente estiver aí. 

Vamos ficar por aqui? Até o próximo encontro. Lembrando a você que neste final de semana será o nosso encontro em Fortaleza. A coisa é para valer é no encontro presencial.

Namastê!

Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senses no dia 28 de Maio de 2014
Encontros online às segundas, quartas e sextas-feiras às 22h. Participem!

3 comentários:

  1. Estamos identificados com eventos externos,algo ocorrendo para alguém no espaço e no tempo que todo sistema fica contaminado.Por isso mesmo,o passado se .torna um fardo.Sempre a crença em alguém que tenha vivido tudo aquilo.O sofrimento se torna tão real quanto alguém preso à essa experiência.
    Culpa ,medo, revolta, insatisfação,tudo acontecendo para alguém infeliz.
    Se você for a um psicólogo ele vai tentar te livrar do sofrimento,te levar para uma condição melhor.
    O Mestre liberta o sofredor.

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  2. O Mestre destrói o sofredor.
    Em Satsang não tem espaço para ele se manifestar.[ele até que tenta].
    Por isso mesmo logo é dito: aqui não se lida com pessoas.
    Tudo feito com muita maestria.
    O Mestre lhe dá uma flor e corta tua cabeça.
    O mínimo exigido é a sua presença.
    Sem rebeldia.

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  3. Em Satsang não tem outra coisa para ser olhada que não seja isso:quem é você?
    As pessoas rapidamente se chocam com as imagens refletidas no espelho.
    Nesse momento um pouco de humildade é necessário.
    Tempo suficiente para perceber que são só imagens, registradas dentro dessa
    condição humana.Muitas vezes você terá que perceber isso.
    Até ficar claro a ausência do experimentador

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