quinta-feira, 10 de abril de 2014

Paltalk Satsang - Temos uma facilidade enorme de nos confundirmos com a mente!




Aqui estamos em mais um encontro.
 
Essas falas em Satsang, elas são falas espontâneas, estamos apontando para uma única coisa, uma fala que nasce desse estado natural, isso implica uma fala direta da Consciência, é isso que temos, uma fala sem os filtros da mente. Você tem em Satsang a oportunidade de se aproximar daquilo que a Presença tem para lhe apontar, tem para lhe indicar, assim são essas dicas aqui colocadas, estamos sempre tratando daquilo que é fundamental, nós perdemos muito tempo na mente, perdemos muito tempo nesses padrões de crenças, e agora temos que nos aproximar diretamente, dessa Presença, para uma fala dessa Presença, somente a Consciência pode tratar acerca dela mesma
 
A verdade é algo fora do conhecido, há um perfume, há uma fragrância, há um cheiro bem particular, dentro dessa coisa, uma coisa é ouvir um professor, outra coisa é uma fala direta, nascida do estado natural, nascida daquele ou daquela que está livre da mente, do sentido de separação, essa é a beleza do Satsang. 

Satsang é o caminho direto, você escuta em Satsang a voz da Consciência, desta Ilimitada Presença, isso significa ouvir a si mesmo, ouvir aquilo que você é, ouvir a verdade a cerca de si próprio, significa ouvir a liberdade, a paz, e a felicidade do seu próprio Ser, este é o único Guru.

Há uma confusão enorme na mente acerca da importância do Guru, ou não importância do Guru, mas a mente não sabe nada sobre isso, tudo o que ela pode fazer é conjecturar, é especular, é analisar isso, e naturalmente se equivocar, estar equivocada é o que a mente sabe fazer muito bem, a questão é que temos uma facilidade enorme de nos confundirmos com a mente, e assim quem se equivoca não é a mente, somos nós mesmos, identificados com a mente, sua confusão é a nossa confusão, seu medo é o nosso medo, sua ignorância é a nossa ignorância, em Satsang algo acontece, algo completamente novo, inédito, fora da mente e portanto desconhecido.

Reparem que você em Satsang, você está em um exercício, é um exercício para desaprender o que a mente aprendeu, para desprogramar essa programação da mente, para descondicionar a mente. Quando eu digo descondicionar a mente, não é a mente descondicionar, é você livre desse condicionamento, você livre do condicionamento da mente. Você escuta uma fala como essa a partir do silêncio, a partir do silêncio no silêncio, esse é o exercício, essa desprogramação, esse descondicionamento, esse novo modo de aprender, é o real desaprender, isso significa trazer essa Consciência, essa Presença, essa constatação da verdade sobre si mesmo, que é meditação, isso significa aprender a viver fora do tempo. 

Conhecimento é tempo, experiência é tempo, conhecido é tempo, memória é tempo, crença, todas as crenças é tempo, todos os conceitos, conceitos sobre vida, sobre morte, sobre imortalidade, céu, inferno, reencarnação, realização, iluminação, tudo isso é tempo, reparem que em Satsang você é convidado a simplesmente Ser, e ser significa somente ouvir, não há o sentido de alguém nesse ouvir, ser é este falar, sem a preocupação de que há alguém neste falar, significa caminhar sem a ideia de alguém nesse espaço, ser significa este vazio, este vazio que acolhe, o que quer que apareça ali. 

Se vocês me perguntarem o que é estado sem ego eu digo: O estado sem ego é o estado sem todos os estados, sem uma identidade dentro dele, então o que quer que apareça, sejam pensamentos, sentimentos, emoções, sensações, toda e qualquer resposta física, você não está nisso, não tem o sentido de alguém, é o vazio absoluto, é o vazio sem o próprio sentido do vazio, é o estado sem ego. Nenhuma conclusão, nenhum apego, a qualquer coisa, nenhum desapego a qualquer coisa, nenhuma antecipação, nenhuma desesperança, nenhuma esperança, sem qualquer noção de dentro ou fora, certo ou errado, bem ou mal, o que deve ser e o que não deve ser, o que poderia ter sido, é só a vida agora, como ela se apresenta, esse é o estado sem ego. Não importa se coisas boas ou ruins estão acontecendo, não estão acontecendo para alguém, não tem alguém nisso, esse é o exercício. 

Difícil? Complicado? Fácil ou simples? Não importa. As coisas são como são e a vida é como é. Para a mente isto é algo muito, muito, muito desesperador, porque não há controle. Alguma pergunta?

PARTICIPANTE: se não há nada aqui...quem é esse "eu" que escolhe ficar na ilusão ou desaparecer?

M.G: Você que me responda, aonde está este eu? É exatamente isso, aonde é que está esse eu, você diz: há uma sensação de "eu" aqui e agora - Sim, há um contração aí neste mecanismo, durante muito tempo, a identificação com o corpo, uma identificação da mente com o corpo esteve presente, esta identificação da mente com o corpo, ela mantém essa sensação de uma identidade presente, mas aonde está essa identidade? Aonde está a realidade dessa identidade, isto que nós trabalhamos em Satsang, essa desidentificação com o corpo, porque a liberação é isso, a liberação é um trabalho que acontece nesse mecanismo, de desidentificação, dessa Consciência com a mente, dessa Presença com a mente, é a desidentificação da mente, é a desidentificação de sua Real Natureza com relação a mente-corpo, agora você não se idêntifica mais com a ideia "eu", porque exatamente, houve uma quebra no sentido de separatividade presente no corpo, o corpo fica funcionando dentro do seu estado natural, mas não há mais o sentido de alguém funcionando dentro do corpo, porque isso é rompido, essa identificação com a mente ela é rompida, está claro isso? 

Reparem uma coisa, a corpo nunca diz: - "Eu" - Essa Presença, essa Consciência não diz: - "Eu sou o corpo", então o que é que diz eu sou o corpo, ou o que é que traz essa sensação eu sou o corpo? Resposta: O sentido de de uma identidade, a sensação de uma identidade, que é essa consciência adormecida, temporariamente se confundindo com a ideia “eu”, ou seja com a mente. 

Essa Consciência ela é Ilimitada, não localizada, fora do tempo e do espaço, identificada com a mente ela se localiza no tempo-espaço, na ideia eu sou o corpo, eu sou alguém, não tem alguém, assim sendo não tem esse eu, para escolher ficar na ilusão ou sair dessa ilusão. A ilusão da ignorância, a ignorância acerca da sua Real Natureza que é Presença, que é Consciência, esse é o sentido de uma identidade separada, é isso que desaparece, não é corpo que desaparece, não são os sentimentos, os pensamentos, as emoções, as sensações, aquilo que o corpo está destinado a realizar, as funções, assim chamada mentais, as funções da mente, vão continuar.

Bem vamos ficar por aqui, até nosso próximo encontro!

Namastê!

Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senses no dia 09 de Abril de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!

2 comentários:

  1. O foco só pode ser no Real. Engano seu imaginar que pode fazer isso sozinho,ou no seu tempo, sem a presença daquele que foi além da imaginação.
    Tudo é presença A graça está presente,assim como o eu,trazendo o sentido de separatividade.O sentido de separatividade é o sonho que mantém a identificação com o mecanismo,por isso mesmo a expressão acordar,sair do sonho.
    O sonho nos mantém atados a ideia de estar presos ao corpo.
    Identificados materializamos a experiência.Sem a identificação,quem sou?
    Não pense é pedir o impossível,mas saiba, o pensador não é real,assim como aquilo que está sendo pensado. O que é Real? O pensamento distorce,o real integra.
    A graça é a presença.A presença do Mestre é contagiante,contamina mesmo.

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  2. Se isso não puder ser visto nas pequenas coisas do dia à dia, como caminhar,falar,
    comer,pensar,então...Não tem alguém na experiência.Esse movimento no espaço e no tempo não é o movimento de alguém.Mesmo o pensar que também é um movimento que implica outros movimentos e que a mente coloca a ideia de um autor e essa é a mais prodigiosa ação dela,fabricar o sentido de separação,essa é a ilusão maior.Colocar um eu na experiência. Eu experienciei a infância, a juventude e continuo experienciando.Tudo toma um sentido particular que chamo minha vida.
    Deus é causa primária de todas as coisa.Sem essa presença, sem essa Consciência nada é possível.Nem mesmo uma única respiração.
    Temos que resgatar esse poder maior perdido na ideia de alguém vivendo a vida.
    Quem sou?

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