sábado, 26 de abril de 2014

Paltalk Satsang - A Ausência do Conhecido





Tudo aquilo que nós conhecemos tem o seu oposto, está dentro da limitação do conhecimento, está dentro da limitação do conceito, do entendimento, da compreensão verbal, intelectual, aqui portanto nesse uso da fala apontamos para a não-fala, para o não-dizer, para o não-conceito, para o não-entendimento, esse não está além de todos os opostos, quando falamos por exemplo da Consciência, não estamos falando da Consciência segundo a Psicologia, segunda a ciência, estamos falando da Consciência que não pode ser definida, estamos falando da não conceitual Consciência, essa não conceitual Consciência é esse silêncio que não tem oposto, liberdade, paz, felicidade que não tem opostos, é essa verdade que não tem opostos.

Em Satsang nós empurramos você para o vazio, para o vazio que não tem oposto, para o não definível, não explicável, para o não descritível, assim não são as falas que tem importância, as palavras ditas em Satsang, nenhuma delas é autêntica, elas não são autênticas porque não podem definir, e no entanto estão o tempo inteiro definindo, é inevitável no uso da fala deixamos de definir, mas essas definição não é a realidade, então ela não são autênticas, a autenticidade dessas falas está nesse apontar, está nesse silêncio, está nessa liberdade, nessa felicidade, nesse amor, nessa paz, nessa realidade, nessa verdade sem opostos. 

Esta investigação traz essa meditação, essa ausência do sentido de limitação, a ausência do conhecido. 
 
PARTICIPANTE: Então espiritualidade também é só mais uma palavra, um conceito, uma ideia mental?

M.G: É o que estamos dizendo, aqueles que fazem uso de palavras em Satsang, alguns escolhem algumas palavras e outros escolhem outras palavras, mas uma vez que esse estado natural esteja presente, eles sabem que essas palavras não dizem nada, palavras como Ser, Consciência, Presença, Espiríto, Deus, Verdade, Liberdade, Espiritualidade, alguns preferem algumas palavras e outras preferem outras palavras, mas está muito claro para eles isso. A verdade do seu estado natural, a verdade daquilo que é você é a não mente, é o não pensamento, nenhuma imagem, nenhum quadro, nenhum conceito, nenhuma palavra. A completa ausência de ruído, a completa ausência de definições, de conclusões, de ideias, de crenças, aqui não há nenhuma forma de imaginação, nenhuma necessidade de palavras, muita verbosidade é sinal claro de um intelecto muito avantajado, apenas isso.

PARTICIPANTE: Uma palavra é universal a todos os mestres: Presença.

M.G: É uma boa observação, interessante isto. De fato Presença está apontando para algo, para essa coisa, para aquilo que não está no tempo, que é atemporal, pura Presença, Presença Pura, disso que todos nós precisamos perceber, não se prenda a palavras, não agarrem conceitos, não julguem pelas palavras, elas não dizem nada, na realidade as palavras são contraditórias, não tem como ser diferente, elas são dualistas, não tem como ser diferente, elas estão equivocadas, não tem como ser diferentes, como quando fazemos uso de metáforas, todas elas são limitadas, absolutamente todas. Assim sempre olhem, para aquilo que os olhos não podem ver, e escutem o que os ouvidos não podem escutar, e percebam o que o sentidos não podem perceber, diante da Presença, só a Presença se reconhece, assim você não pode ter uma aproximação intelectual em Satsang, uma aproximação intelectual em Satsang é uma não aproximação, você não pode entender isso. 

Onde o entendimento acontece é aonde você não está, onde você está não há entendimento... Aonde você está não há saber, não há conhecimento, o conhecer é possível, o conhecedor não, o conhecer é possível, o conhecimento não, a constatação é possível, a compreensão para uma posterior explicação não, o experimentar é possível, a experiência não. Quando você diz: Não entendo o que é estar em Satsang – a minha resposta é: Nem eu. 

Satsang é; agora entra uma metáfora, naturalmente limitada, como estar diante de uma flor, diante de sua Presença, sem julgá-la, sem compará-la, sem qualificá-la, sem defini-la, apenas ali, naquele instante, naquele momento, sem a limitação da palavra que diz, como é bonito isto, como é lindo isto, como ela é linda, apenas estar ali, é como estar diante de um pôr ou um nascer do sol, diante deste impacto dessa Presença, sem a palavra, sem a definição, sem o pensamento a cerca disso, é isso, Satsang é o encontro com essa Presença, nesse encontro você desaparece, o sentido de "alguém" desaparece, o sentido de limitação, deste conjuntos de crenças, de memórias, de lembranças de todos os tipos, isso seria a definição de "alguém", essa definição é . O sentido de pessoa desaparece, porque não há nenhuma pessoa, só há esta Graça, esta liberdade, este amor, esta paz, está consciência, sem opostos, sem definição, sem conceituação, algo que pode ser aqui nesse instante, vivenciado, por esse não alguém, então não é uma vivência, é a própria vida, percebem a dificuldade de colocar em palavras essa coisa? Simplesmente porque não dá! Vamos ficar por aqui?


Transcrito de uma fala do Paltalk ocorrida no dia  21 de Abril de 2014
Encontros às segundas, quartas e sextas às 22h - Participem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário

Compartilhe com outros corações