terça-feira, 25 de março de 2014

Paltalk Satsang - Você É Simplesmente o Todo, É Simplesmente Deus!





Uma coisa que eu acho importante vocês nunca esquecerem, é que este "contato" está além do corpo, está além da forma, porque o seu contato aqui não é um contato com uma pessoa, não há pessoas nessa sala, como não existe contato entre pessoas, aquilo que nós chamamos de contato entre pessoas é uma ilusão, aquilo que a gente conhece, essa assim chamada relação na mente, entre essas assim chamada pessoas, o que temos são conflitos. 

Contato, relação entre pessoas na realidade da mente, sempre o que temos são conflitos, sempre conflitos, e este contato com este trabalho, nesse trabalho, não é o contato com uma pessoa, eu não me vejo como uma pessoa, e é um equívoco muito grande, da sua parte, você esperar nesse "contato", um contato entre pessoas, contato entre pessoas são colisões, relação entre pessoas são colisões, tudo o que o ego conhece é uma relação em colisão. 

A mente vive em conflito internamente e externamente em suas relações, e o "contato" com a Presença, com a Graça, que é o que nós temos nesse trabalho, em Satsang, não é um contato, a nível de contato, a nível de colisão, a nível de conflito, a nível de relação, relação pressupõe dois, aqui nós temos uma Única Presença, uma Única Consciência, então esse "contato" que temos aqui, é um "contato" no coração, é um contato a nível não mental. 

Um nível completamente novo, desconhecido, a nível de não-separação de não-separatividade, onde o trabalho se torna possível, o trabalho todo ele, é interno, a nível de consciência, a nível de não-mente, a nível de não-separação.

A sua aproximação com este trabalho precisa ser uma aproximação de entrega, entrega é algo maior do que confiança, significa uma disposição de abraçar o desconhecido, de estar aberto, sensível, receptivo àquilo que está fora da mente, tentar entender esse trabalho é perder o trabalho, tentar entender esse trabalho é procurar uma fórmula confortável para que você possa se situar, para você poder confiar, alguns dias atrás, eu ouvi alguém dizer dentro do Satsang, sou muito novo nisso, eu preciso compreender melhor para saber aonde estou pisando, é exatamente assim que não se faz, você não pode compreender isso melhor, não há como compreender isso melhor, se você compreender isso melhor e agora tiver a certeza de onde está pisando, na verdade você está completamente perdido, completamente fora do trabalho. 

Esse despertar é o despertar dessa Ilimitada e desconhecida Presença e isto está fora do conhecido, está fora do que é prático, razoável, plausível, reconhecível, inteligível, explicável, é a visão dessa realidade última, é a visão do absoluto. É a visão da Consciência na Consciência. Esse é despertar da sabedoria é o despertar da liberação, é o despertar da real paz, da real liberdade, da real felicidade, do não-mundo, não-corpo, não-mente, no qual o mundo, o corpo e a mente estão aparecendo.

Você realiza o seu estado natural, você realiza essa sabedoria inata, você realiza essa liberdade inata, essa paz inata, a bíblia chama essa paz, da paz que ultrapassa toda compreensão humana, um dia Cristo disse, essa é a paz que o mundo não pode nos dar, e que o mundo não pode tirar de vocês. É evidente que algo assim não pode estar aprendido ou compreendido dentro do contexto daquilo que a mente conhece, não é algo que possa ser explicado pela mente. Estamos falando de algo completamente desconhecido para a mente.

Pergunta: O suposto "eu" parece um motor perpétuo, sempre ligado e pronto a cada micro segundo para escolher gosto, não gosto, quero, não quero, me atrai, me repele, é bom, é ruim, parece um zumbido no fundo da mente sempre rotulando, classificando, julgando a vida, julgando o que é ... Como desliga este moto?

Resposta: Escute isso, primeiro nós acreditamos nessa possibilidade de desligar o motor, ou desesperamos depois de boas tentativas, e de diversos recursos que nos deram, para tentar isso, por não dar certo, por não ter dado certo, desesperamos porque na verdade não vai funcionar assim, a natureza da mente, quando por trás desse movimento dela há uma identidade, a natureza da mente é continuar esse movimento, qualquer intenção, qualquer vontade, qualquer desejo por mais forte que seja, não vai interromper isso, quanto maior o esforço nessa direção,  mais a mente se mostra resoluta em continuar seu próprio movimento habitual. 

Aqui a única coisa, é a única que funciona, é ter essa paciência de observar esse movimento, e quando perceber que há uma identidade por trás desse movimento, não valorizar essa identidade, você deixa a mente fazendo a tarefa dela, mas não coloca uma identidade nisso, isso é um trabalho paciente, um real trabalho, eu chamo esse trabalho, um trabalho da Graça, uma vez que você tenha essa disposição, essa vulnerabilidade, essa sensibilidade, essa entrega a Presença, a Graça, você consegue realizar esse trabalho, porque não é você, é a Graça, lhe mostrando, lhe apontando onde é que essa identidade aparece dentro desse movimento, e nesse exato instante, lhe vem essa presença, essa Graça, de soltar esta identidade, isto é muito, muito, muito rápido, isso lhe captura com muita rapidez, por isso, você precisa ter paciência, de olhar, isso agora, no momento seguinte, no outro, e logo no outro, e logo no outro, no outro e no outro, momento a momento, Presença, Consciência, eu chamaria isso, essa disposição, essa sensibilidade e essa entrega, eu chamaria isso de AMOR A VERDADE, isso é a base real da meditação, esse movimento da mente, esse motor perpétuo, esse zumbido no fundo, em suas palavras aqui, está sempre rotulando, julgando, etc e tal, isto é algo muito mecânico, muito inconsciente, muito rápido e de grande habilidade, é a natureza da mente, isto já está aí a milênios, você está começando a olhar para isso, quando você se aproxima de Satsang, você está começando a descobrir a arte da Presença, da Consciência, de Ser, essa é a arte da liberação, é a arte da felicidade, é a arte de Ser Deus. 

A  mente está aí a milênios nesse mecanismo a apenas três, ou quatro, cinco ou seis decênios, então compreendam que é simples mas não é fácil, eu nunca consegui dizer que é fácil, também nunca consegui dizer que não é simples, porque é muito simples, mas também não é fácil, você tem que dedicar a sua vida a isso, sua vida, talvez tenha mais dois, três decênios ou cinco no máximo, se você olhar bem, isto é muito pouco tempo para realizar isso, todos vocês nessa sala tem muito pouco tempo para realizar isso, e para agravar a situação, vocês são muito distraídos.

Quando chega dia de Satsang cada um vai para o lado, um vai ficar com a filha, outro vai ficar com o marido, vai fazer uma viagem e aí, você tem a oportunidade de estar num Satsang presencial, diante dessa energia, diante dessa presença e vai se ocupar de outras coisas, vocês acreditam que tem famílias, que vocês tem mulher, ou mulheres, ou maridos, vocês acreditam que tem outras coisas para fazer, acreditam que tem que casar que tem que ter filhos ainda, vocês só tem uma coisa para realizar aqui, nesses poucos dias que lhe restam, a única coisa que você tem para realizar aqui é Deus, sua Natureza Real, essa sede, essa busca por experiências, essa sede, essa busca por sensações, por aquisições, por realizações, isso não tem nada a ver com você, tem a ver com a mente, a mente está em busca disso, você nasceu para realizar a si mesmo, você nasceu para realizar aquilo que você é. Você nasceu para realizar essa liberação, para não continuar essa confusão, essa miséria, nessa assim chamada vida de realizações.

Você está aqui para se reconhecer, e ver a beleza que é a vida, nela tudo isso aparece e desaparece, assim ver a bela que é a vida, na mente você se confunde com essas aparições, todas elas, realizações, famílias, negócios, enfim, tudo o que a mente possa imaginar, sua realização, é a realização daquilo que você é, está além da imaginação, enquanto que a mente pode imaginar infinitamente, na mente você pode viver identificado, com coisas, pessoas, lugares, situações, objetos, realizações, de uma forma infinita, o sonho continua. Você está aqui para realizar o fim desse sonho, de uma identidade dentro desse sonho, na mente você está dormindo, na mente você está embolado com esse motor perpétuo sempre ligado, esse motor que está sempre nessa posição ou naquela outra, fazendo esse zumbido de fundo, sempre rotulando, julgando, classificando, dizendo quero, não quero, isso me atrai, isto é bom, isto é ruim, e isso é miséria, estou aqui para lhe dizer que você é silencio, que você é paz, é liberdade, é amor, você é Deus. 

Em você tudo pode aparecer e desaparecer, negócios, família, filhos, tudo, mas nada mais lhe causa essa impressão, lhe mantém dentro dessa história como alguém. Essa é a beleza da verdade, você tem diante de você a oportunidade de realizar aquilo que você é em Satsang, esse é o meu convite a você. Realize a sua Natureza Real, seja livre, seja o que você nasceu para Ser... O que Você nasceu para ser é o seu destino, não é o que você nasceu para realizar, você não é alguém, você não é uma pessoa, você é simplesmente o Todo, é simplesmente Deus. Além de toda limitação, toda definição, além de todos os conceitos, além de toda prazer e dor, além de todas as sensações, além de todas as experiências.

Ok pessoal, vamos ficar por aqui? Vocês são lindos.  Nos veremos aqui no nosso próximo encontro.

Namastê!


Fala transmitida via Paltalk Senses no dia 24 de Março de 2014

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