sexta-feira, 28 de março de 2014

Paltalk Satsang - Ser Deus é possível, reconhecer Deus não!





A pergunta é essa para você: - Que esforço você anda fazendo para abarrotar-se de conflitos, dificuldades, adversidades e problemas? Você foi condicionado, programado a confiar no pensamento, essa confiança no pensamento lhe termina estabelecendo nessa área, nessa dimensão, nesse espaço do tempo, nesse espaço da história, nesse espaço do conhecimento, nesse espaço da experiência.

Eu não falo da experiência desse instante, eu falo dessa experiência na qual uma entidade se posiciona, o sentido de um agente, de um autor, de um controlador, a vida ela é essa experiência única desse instante, e nesse instante não tem você, você é só uma ideia, a vida é essa expressão impessoal dessa Divina Presença, dessa Graça, aqui você é convidado a soltar essa confiança, a confiança no eu, a confiança nesse alguém, a confiança nessa história, a confiança nesse espaço, este conteúdo de memória fica assim a serviço dessa identidade.

A vida em sua beleza é somente a experiência, sem alguém dentro dessa experiência. Abandone este hábito, o hábito da pessoa, a pessoa tem a história, a Consciência tem a Presença, a pessoa tem o conhecimento, a Consciência tem o desconhecido, a pessoa tem a limitação, a Consciência é essa "não limitação de Presença".

Agora mesmo os pensamentos não tem um autor, eles acontecem para ninguém, a ideia que temos é de que nós estamos nessa coisa, mas, na verdade, pensamentos são incontroláveis, são incontroláveis porque não tem alguém que possa controlá-los, que possa determiná-los, assim são os sentimentos, as emoções, as sensações, assim são as experiências. Tudo isso é aquilo que eu chamo de experiência única, algo sem causa e sem uma razão. A ideia de ação e reação, causa e efeito dentro dessa experiência é só para uma suposta identidade e isso não é real.

Na suposta identidade tudo só parece ser, como ela parece ser, então nela é possível presenciar os sinais de ação e reação, de causa e efeito, escolha, determinação, mas tudo isto está enquadrado dentro dessa limitação, que é este parecer, algo possível apenas na mente e no modo como ela apresenta sua proposta, sua história, sua limitação. Acompanham até aqui isso?

Mas essa aparição é somente uma aparição, quando você se reconhece, e aqui este se reconhecer é Ser, é Ser o incognoscível, e este Ser incognoscível está além deste se reconhecer, este incognoscível é aquilo que reconhece e conhece tudo. Parece que ficou mais confuso agora: Estamos dizendo que você não pode ser conhecido nem por si mesmo, mas que você é aquilo que conhece. Você é aquilo que conhece e aquilo que tudo reconhece. Você é aquilo que tudo conhece e que reconhece a si próprio, mas está além desse reconhecimento, pois permanecerá sempre como esta Presença incognoscível.

Ser permanece sempre Graça, Graça sempre é mistério. Em outras palavras Ser Deus é possível, reconhecer Deus não. Tudo aquilo que pode ser reconhecido está limitado, e não há limitação em sua Natureza Real, essa natureza incognoscível, essa natureza indescritível, essa natureza que é o mistério, que é a Graça, que é essa Presença, então você assume isso ou identificado com a mente fica dentro dessa limitação, da limitação desse campo, desse espaço, que é o espaço do conhecimento, da memória, da história, isso sempre ligado a ideia “pessoa”, “eu”, “mim”, enquanto você permanecer como alguém, você permanece apenas como uma ideia, como uma crença, como uma imaginação de separação.

E esse é o campo do pensamento, é o espaço do pensamento, é o espaço da experiência, definitivamente você não é nenhuma crença, qualquer pensamento, qualquer ideia que você tenha de si mesmo. Definitivamente você não está no tempo, o pensamento está no tempo, o conhecimento está no tempo, a experiência está no tempo, a memória está no tempo, aquilo que pode ser reconhecido e conhecido está no tempo, enquanto você é aquilo que conhece, enquanto você é aquilo que presencia o que aparece, enquanto aparece está no tempo, o que aparece está se movendo, aquilo que não aparece, aquilo que presencia não pode ser conhecido, não pode ser presenciado, não pode ser reconhecido, não pode estar limitado, não faz parte do tempo.

Estamos sempre apontando para isso, ou para aquilo, ou essa coisa, estamos juntos?

Isso significa deixar a vida ser o que ela é, não se intrometer nisso, e não ser desaforado, não ser intrujão. Se você não assume a pessoa, não há o que se perder dentro da história, não há por que sofrer na história, não há por que se limitar dentro da história, por que você está fora da história, você está em sua Real Natureza, que é Consciência, que é incognoscível, que é Presença, que é Graça, que é o mistério, que é a própria vida.

Nós fazemos uso da fala nesses encontros e você presencia a fala, então a fala é parte daquilo que pode ser presenciado, há algo que presencia isso, esse algo então está além da fala, então toda e qualquer fala, perguntas e respostas, discussões, assuntos tratados, temas nada disso é a coisa, tudo isso está dentro dessa limitação, então nenhuma resposta é a real resposta, nenhuma fala é a real fala, não importa quem é aquele ou aquela que está acordado, acordada, compartilhando isso, não é a fala que está fazendo o trabalho, é essa Presença, é essa Graça, é esse mistério, assim essa sintonia que temos aqui juntos, no coração, assentados em silêncio, nessa Presença, nesse Ilimitado espaço que é a consciência, que é Ser, que é Graça, que é a coisa importante.

Assim seja bem-vindos ao Satsang, ao mistério da Graça, a Presença do mistério, a essa “Consciência Graça”.

Bem, vamos ficar por aqui.

Transcrito a partir de uma fala em Satsang via Paltalk Senses no dia 28 de Março de 2014
Encontros as segundas, quartas e sextas feiras às 22 horas. Participem! 

3 comentários:

  1. Quem sou? Essa questão,tem que haver um suporte para que ela possa surgir.
    Para a mente é incompreensível algo surgir do nada,do vazio.Ela não acredita em milagres.Então essa questão surge pelo questionamento de alguém.
    O sentido de ser alguém experimentando acontece até mesmo através de uma simples pergunta.Se tem a pergunta,o perguntador tem que se fazer presente.Como desatamos esse nó?
    Alguém experimentando é algo tão equivocado como o sofrimento causado pela experiência.
    Quem sou? Essa questão só surge para nos libertar de qualquer mau entendido.
    Eu não sei quem sou,mas sei que sou.
    Isso já é ir longe demais, não precisamos disso.
    Beijos, Marcos Gualberto.

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  2. Diante de um Mestre,você é colocado no paredão.Você vai morrer,não tem escapatória.
    Poderia dizer, que é só uma questão de tempo,mas não é isso.É só uma constatação de que ele está certo.Ele estando certo o que mais você pode fazer a não ser se render?
    Desde o primeiro encontro sabemos que assim,mas relutamos.
    Hoje, os Mestres estão cada vez mais claros ,objetivos e acessíveis.
    O que queremos mais? Temos que fazer nossa parte, que é ir ao Satsang.
    Só ler os Mestres, não é suficiente.Temos que participar.Que assim seja.
    Agora e na hora da nossa morte.Amém

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  3. Você pode pensar o que quiser.Pode falar,sentir ,reagir, desde que perceba que não tem alguém nisso.Isso já é assim,tudo já esta sendo.
    Todos querem ser espontâneos.Maior espontaneidade que essa?
    Não tem um eu na experiência.Seria o mesmo que dizer: o que significa essa palavra,eu? Saber que tudo está acontecendo,além do nosso controle?
    Até mesmo o mínimo do mínimo,como uma salivação diante de uma bela refeição, estar escrevendo,ou pensando uma bobagem qualquer.
    Esse mecanismo corpo-mente tem impulsos que estão além do nosso controle.
    Não necessitam nossa interferência.Como olhar para isso?
    Descobrindo que não tem alguém no controle.
    Isso só pode acontecer na presença de um Mestre.Ele é a única referência.

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