quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Satsang é o Espelho da Graça




Porém, uma vez descoberto a profundidade da vida além da separação, além da distância entre sujeito e objeto, além do desejo e do medo, além do sentimento, do pensamento e da emoção, além do corpo e da mente, um olhar sem separação onde tudo é visto sem as divisões do intelecto, aquilo que o pensamento tem por natureza fazer, não há mais nada a se fazer. O que estamos lhe dizendo é que não há nada fora do lugar, não há nada para consertar, ou ajustar, pois tudo é o que é, porque nada pode ser diferente, pois assim isto é. Descubra isso...

Onde temos falhado, senão em olharmos a vida através dos conceitos que são as ideias em que acreditamos? Onde está tudo isso? Não está apenas em nosso particular modo de ver tudo? E o que esse modo particular implica?

Estamos adormecidos... Que noite estranha... Que sonhos são esses? Onde está a vida? Que vida é essa...? Estou deprimido, estou sofrendo, estou em solidão... Isso é a "minha" vida? Quando você entra neste blog, o que você tem aqui? Um momento Único de olhar e se perguntar: é isso assim mesmo? Estou diante da vida? Ou estou diante do pensamento sobre ela? Do sentimento que esse pensamento produz, na particularização de uma história ligada a este corpo que digo a todos ser o  "meu" corpo?... Podemos deixar isso de lado — esta concepção mental —, descobrindo o que a vida de fato é, no que é? Sem "alguém", sem o "mim", com uma  história sobre isso? É possível uma vida só Vida? Sem uma história, onde não há mais "eu? Nenhuma imagem de si próprio que possa ser ofendida, magoada, ferida, deprimida, etc?

Posso lhe dizer algumas coisas, mas que importância isso tem para você? É só mais uma das coisas que lemos ou que ouvimos de "alguém", e "alguém" não pode nos mostrar nada além do que ele conhece; e o que "alguém" conhece, é somente parte do que ele também acredita: parte dos conceitos, das ideias e pensamentos que leva consigo. Sabe o que isso significa? Você não sabe? Você não pode receber isso de "outro", apenas mais continuidade, crença, mais repetição, mais imitação, mais ajustamentos, mais "sonhos"... Não há realidade no pensamento de "alguém", apenas a realidade que o pensamento tem. Um conceito, uma crença, uma forma de padrão mental, distante da realidade, do Ser, da realidade do que é...

Agora, vamos falar algumas coisas sobre essa visão simples, com diretividade, sem o véu das interpretações mentais. O que lhe parece uma vida assim, sem motivos pessoais? Em uma resposta direta a todo movimento da vida assim como ela acontece, a sua volta? Repare a dificuldade que  sua mente tem para compreender o que estamos dizendo... Como isso lhe parece? Uma pipoca sem sal? Algo nada interessante? Porque seria interessante? O que é uma vida assim? Sem essa limitação de uma proposta pessoal? Estamos falando da vida real, desconhecida da maioria, da vida de compaixão, de amor, de paz, de liberdade, de bem-aventurança... O que há de interessante nisso, esta Vida onde a verdade está presente, onde não há ilusões, onde há profundidade, riqueza e aquela indescritível alegria de Ser? Deste pleno sentido de completude e de totalidade...

Não pergunte sobre isso a "alguém", quem poderia lhe comunicar  isso? E lhe provar a verdade do que você acabou de ler... Isto é o que você é. Diante de um espelho em Satsang você pode ver isto por si mesmo, sem um espelho isto não pode ser visto, como olhar para si mesmo sem um espelho? Como sair de si mesmo e olhar para si mesmo? Satsang é o espelho da graça, onde a graça que é você é espelhada sem ser vista, mas sendo recordada, desperta, nesse belo trabalho que é Satsang. Venha, e se permita descobrir a profundidade da vida, além da separação...

4 comentários:

  1. Nós somos amor. O sofrimento é a consciência ou não do que nos impede.
    O sofrimento é estar consciente.
    Morrer, o que realmente isso significa?

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  2. Nisso que chamamos encontro com o Mestre fica como possibilidade,detectar padrões profundamente enraizados.Tão enraizados estão que não conseguimos percebê-los como padrões.O negativo nem é tão difícil assim porque nos perturbam e lutamos contra.São esses que levamos até o Mestre e queremos num primeiro momento resolvê-los, depois entregá-los.Agora, o positivo... esse é aparentemente
    bom e mantido.Padrões egoicos ficam como tudo relacionado a esse mim.
    Gostar e não gostar aparecem como a comissão de frente.
    Nos encontros com o Mestre isso naturalmente vem a tona.

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  3. Mestre

    O eu é medo. O que nós podemos pensar,falar,sentir, experimentar,conhecer que roube nossa Real Natureza? O pecado tem esse poder? Ou o poder está só na crença? Onde foi que nos perdemos? Demos crédito à estorinhas?
    O ser humano é um animal que necessita do medo para ser contido?

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    1. Menino você tem muitas perguntas, a coisa toda está na ilusão do sentido de separatividade, em satsang investigamos os truques dessa continuidade, deste suposto “eu”. É disso que precisamos, é somente isso, percebermos que tudo são crenças e por traz delas o sentido de “alguém” esse é todo o medo.

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