sábado, 8 de fevereiro de 2014

Paltalk Satsang - Isso não requer nenhum conhecimento especial, nenhuma formação, nem uma preparação...



Mais uma vez, neste encontro aqui, estamos colocando bem claro, já a princípio, como sempre temos feito, que nós não estamos em um encontro de palestras. Isso aqui não é um encontro de mais uma noite de palestras. Aqui, não estamos e nem estaremos discutindo acerca de algum assunto específico, ligado a conceitos religiosos, filosóficos, místicos, a doutrinas, conceitos políticos ou de outros tipos. Nós estamos neste encontro apenas para conversarmos juntos, para estarmos quietos, para estarmos em silêncio, embora alguém faça uso do microfone, nessa posição de orador, daquele que está com ele, mas o propósito aqui não é bem ouvirmos palavras.

Não é um encontro de conversas, de trocas de palavras, de perguntas, de informações... É um encontro de autorrealização, é um encontro de investigação acerca de nós mesmos, de descobrimento sobre quem realmente somos. E é sobre isso que vocês irão ouvir nesse encontro. É sobre isso que nós estaremos conversando aqui, embora apenas um com o uso do microfone. Mas, se nós acompanharmos com calma, nós vamos descobrir que apesar de um com o microfone, nós estamos juntos. Não estamos num debate, não estamos tratando de nada estranho, de nada que exija muito de cada um de nós. Isso não requer nenhum conhecimento especial, nenhuma formação, nem uma preparação...

Na verdade, os assuntos essenciais da vida são muito simples, no entanto, nosso intelecto tem essa grande habilidade de criar complicações diversas a respeito daquilo que é fundamental, importante e ao mesmo tempo simples. Toda complicação acerca da vida, ou do viver, não é porque a vida seja complexa, ou seja difícil, mas é porque o intelecto tem gerado tudo isso, tem produzido tudo isso. O propósito de um encontro como este é descobrirmos nossa essencial natureza; é termos uma aproximação desta verdade inerente a cada um de nós. Descobrirmos quem realmente somos, além daquilo que o intelecto nos tem dito. Temos vivido pelo intelecto... Estamos nos expressando através do intelecto. Estamos tirando conclusões acerca da vida à nossa volta através do intelecto. Discutimos uns com os outros através do intelecto. Acreditamos que a vida no intelecto seja a vida inteligente. No entanto, a vida inteligente é a vida em sua totalidade, algo que o intelecto, uma parte, apenas um fragmento, não consegue alcançar. Por isso o convite neste encontro de Satsang, que significa "O encontro com a Verdade"...

A própria palavra "Verdade", para o intelecto, tem que ter um significado, porque é da natureza do intelecto dar significados e dar sempre algum adjetivo, uma explicação, ou buscar uma explicação para um adjetivo ou para um substantivo, e assim por diante. Mas, quando usamos a palavra "Verdade", em Satsang, estamos falando da "Verdade do Ser", da Verdade desta Ilimitada Presença, desta Ilimitada Consciência, que não pode ser definida em palavras, que não pode ser explicada... Portanto, o nosso empenho neste encontro é descobrirmos "quem somos", descobrimos esta natureza essencial de cada um de nós. Irmos além desta limitação, deste fragmento chamado intelecto. Então, não são as palavras aqui que nos interessam. 

Não estamos interessados na análise, na conclusão, no ajuntamento de ideias para depois termos alguma coisa para levar para casa, ou para irmos dormir daqui a pouco. Não é isso! Nós estamos aqui apenas para descobrirmos o que significa "estar em QUIETUDE" e ter nesta quietude esta revelação de nossa "Real Natureza". E essa investigação de nossa Real Natureza passa necessariamente pelo descobrimento daquilo que não somos - e que até então acreditamos ser. Parte disso, essa habilidade intelectual de vivermos... Por isso deixamos isso de lado e fazemos esta aproximação com uma clara importância para cada um de nós, da investigação, a importância da investigação. Nós chamamos isso nesses encontros de "autoinvestigação" — esta investigação de nós mesmos, daquilo que se passa em nossa mente e em nossos corações; das nossas reações, dos nossos sentimentos, das nossas emoções, dos nossos pensamentos. Essa investigação acerca de quem somos e do que expressamos em nosso viver, em nosso viver diário, em nossos relacionamentos com os outros. Não é algo que alguém possa fazer em nosso lugar, é algo que nós precisamos fazer por nós mesmos.


Temos visto à nossa volta muito pesar, muito sofrimento, muita miséria. A vida humana centrada nessa identidade ilusória, que ainda não foi investigada, compreendida - e da qual nós ainda não nos livramos. Isso tem significado uma vida em profunda confusão, em profunda desordem, em profundo sofrimento, em profunda miséria. E, no entanto, nossa essencial natureza, nossa Real Natureza - aqueles que têm trabalhado em si mesmos, que têm investigado a si próprios, aqueles que têm entrado fundo, além dessas superficiais camadas da consciência (que é a consciência do homem comum, do homem que carrega esse peso de contradição, conflitos, dia após dia, após dia), - aqueles que têm entrado fundo nessa investigação de si mesmos, que têm o empenho, o interesse real... Aqueles que têm se voltado com fervor nessa direção... Eles têm descoberto e estão nos dizendo que, em nossa Real Natureza, somos essencialmente Perfeição, Verdade, Beleza, Paz, Felicidade.


Assim, resta a cada um de nós descobrirmos isso. Não ficar apenas no campo teórico, no campo da especulação, da crença, mas descobrirmos por nós mesmos! E por isso temos esta sala, temos esta oportunidade. E por isto temos esta divina oportunidade de estar dentro deste encontro, com este empenho, com este interesse real de olharmos por nós mesmos. E nesta "viagem" que não é uma viagem, que juntos estamos fazendo (sem nada fazer), - cada um tendo sua própria oportunidade de vivenciar isto de uma forma direta, sem procurar informações de segunda mão, sem procurar repetir isso apenas verbalmente, intelectualmente... Estamos falando de uma vivência direta. Estamos falando de um experimentar direto (sem um experimentador) de nossa Real Natureza, de nossa Essência Divina, daquilo que somos e que está esquecido...

Esta sala é a sala da lembrança, da recordação. É a sala na qual, ao entramos dentro de um encontro como este, podemos voltar novamente a ser crianças, a descobrir esta simplicidade, com a qual cada um de nós nasceu, mas que está esquecida, que está sufocada por esse comportamento estranho, criado pela copiação, pela imitação, por esse enorme condicionamento que temos recebido desde a infância — e ela mesma ficou lá para trás... E nós aqui temos esta alegria de estarmos juntos. E aqui temos esta oportunidade de ficarmos quietos e olharmos para "dentro de nós mesmos", com aquele olhar simples de quem procura descobrir, sem nenhuma intervenção, sem nenhuma interferência, nenhum apoio intelectual, mas um olhar direto, deixando que aquilo que está dentro venha, aflore e apareça.

Satsang é isso: é esse encontro com nós mesmos! É esse encontro com a Verdade do Ser! Não é algo que possamos ser informados intelectualmente, temos que vivenciar diretamente. Temos que aprender o significado de uma forma direta. Temos que ter essa aproximação. E estamos aqui esta noite exatamente para isso.

Por isso, é uma alegria tê-los conosco neste encontro. Não importa se estamos dentro de uma sala virtual. O assunto que tratamos nestes encontros é O Assunto, no singular, e não no plural. É o assunto do Ser. Os assuntos são diversos, mas basicamente o foco central é o Ser real de cada um de nós, é a nossa Real Natureza. E se estamos numa sala, — embora ela seja uma sala virtual — se os nossos corações estiverem unidos neste empenho, devotados a isso de uma forma simples, de uma forma objetiva, de uma forma direta, de uma forma ardorosa, fervorosa... Se estivermos empenhados aqui juntos, fazendo isso... Nossos corações serão unidos em um só coração! E sentiremos esta Graça, esta Divina Presença despertando em cada um de nós, gerando esse profundo senso de Unidade, esse profundo senso de Unicidade, de Cumplicidade, de uma Única e Real Verdade que somos.

Portanto, relaxem, abram seus corações. Esqueçamos o senso de pessoa, de identidade separada. Tudo isso criado por este sentido separatista que tem uma base muito, muito, muito forte no próprio intelecto. Por isso, o propósito aqui não é intelectual, o propósito aqui não é verbal, não é teórico. O propósito aqui não é ficarmos em nossos cérebros, procurando dentro dele, dentro das informações que já temos e trazemos já de muito tempo, descobrir isso. Não é possível termos esta aproximação direta daquilo que somos através do intelecto, através do pensamento. 


Sabedoria não nasce do intelecto. Nasce da compreensão de quem verdadeiramente somos em nossa Real Natureza. O intelecto é limitado; é um instrumento útil dentro de propósitos bem específicos na vida comum. Mas, no que diz respeito ao despertar de nossa Essência, de nossa Real Natureza, de nossa Consciência, desta Verdade do Ser, desta Verdade daquilo que chamo de Ilimitada Consciência, ou Consciência Primordial, ou Deus, nós temos que descobrir essa realidade a partir do silêncio, a partir desse mergulho, deixando tudo aquilo que nos prendia na superfície, largando todo o peso, tudo aquilo que nos segurava, tudo aquilo que nos prendia, que nos amarrava, que nos mantinha na superfície, para irmos além desta pessoa, desta identidade pessoal, nesta completa realização daquilo que somos, nesta completa realização desta Verdade que somos. Esta Verdade que somos, - acabamos aqui de dar um exemplo, nós podemos dar muitos nomes para ela, mas nenhum desses nomes é real se ficar apenas no campo do intelecto, como informação e como lembrança, como pensamento intelectual, que a gente repete, repete, repete... Os nomes não importam muito; podem ser diversos. Acabei de colocar alguns: Ilimitada ConsciênciaPrimordial Consciência, nossa Natureza RealSer RealDeus... Enfim, não são as palavras que nos interessam; a vivência nos interessa. A vivência desta quietude, a vivência desta Presença.

Eu quero falar um pouquinho sobre esta questão da Presença. Para muitos a realização desta Verdade que somos é algo que acontecerá no tempo e, por isso, nós temos sido treinados, educados, moldados, incentivados, motivados, instruídos - e nesse sentido os livros também "ajudam" muito - que nós temos que fazer alguma coisa para alcançar isso. Que nós temos que nos esforçar, nos dedicar, praticar diversas formas de disciplinas - chamadas disciplinas espirituais, ou disciplinas mágicas, místicas, ocultas e assim por diante - para realizar Isso em algum momento no futuro. E o que nós estamos dizendo aqui, neste encontro, é que, quando falamos desta Presença, ou Estado Real de Presença, estamos falando de algo a ser realizado neste instante. Presença é algo que se encontra neste momento. De outra forma, não seria Presença. Estamos falando da Presença, desta Presença. E esta Presença é algo que está agora, aqui, já, se apresentando de um modo direto, de um modo claro. Mas de uma clareza que a nossa mente não consegue enxergar. De uma clareza em que nosso condicionamento tem nos impedido de ver.

Por isso é que tem se tornado algo difícil, porque toda dificuldade reside nesse condicionamento que cada um de nós trazemos. Por isso estamos nos empenhando para alcançar Isso, estamos nos empenhando para realizar Isso, estamos exercitando, praticando, nos ligando a diversas formas de conceitos filosóficos, a sistemas de crenças, abarrotando nossos cérebros de informações. Porque acreditamos que, assim, estaremos mais perto, nos aproximaremos com mais rapidez. Porque a noção que temos é que é algo que iremos realizar manhã ou daqui a mil amanhãs. Temos que passar muitas manhãs acordando e muitas noites ainda teremos que dormir, até que um dia possamos realizar isso. E quando nós falamos de Estado de Presença, quando nós falamos de Realização Divina, de Realização de Ser, de Realização de Deus, não estamos falando de algo no tempo. Estamos falando de algo fora do tempo. Estamos falando daquilo que não está limitado ao nosso conhecido tempo.

Se examinarmos bem essa questão do tempo, o único tempo que realmente é razoável, prático, é o tempo que você, ao olhar para o seu pulso, encontra vendo os ponteiros do relógio girarem aí, é o tempo do relógio. Pela manhã, quando você acorda, o sol está num ponto e aos poucos vai mudando de posição. Dentro dessa nossa visão, parece que ele está subindo, subindo, subindo... Então, esse é o tempo. Até que chega a tarde e o sol começa a descer, descer e termina desaparecendo atrás daquela montanha. Nós já vimos isso acontecer muitas vezes. Esse é o único tempo que existe. Agora, nós fomos também condicionados a acreditar em um tempo diferente: o tempo psicológico. Tudo aquilo que me aconteceu, "para mim", aconteceu no passado. Na verdade, se posso me lembrar, eu só consigo me lembrar nesse momento presente. 


Então, na verdade, o que eu tenho do passado é apenas a lembrança. É sempre esse instante, é sempre esse momento presente que torna possível até mesmo o chamado "passado" da lembrança, ou, o "futuro" de um sonho que eu quero realizar, que desejo realizar. É apenas o pensamento se projetando, se movendo dentro do campo da Consciência, e isso acontece agora. Agora é o único momento, agora é a única verdade, agora é a única realidade. 

Não existe tal coisa como o tempo psicológico. O que existe são lembranças. Lembranças cronológicas, de acontecimentos do tempo cronológico. Apenas isso! O dia de ontem ou há trinta minutos - a recordação que tenho, a lembrança que tenho é apenas a recordação do tempo de uma experiência dentro do tempo cronológico chamado "ontem", ou há meia hora. Mas não há tempo psicológico. Não existe nenhum outro tipo de tempo! A Verdade - se ela é a Verdade - está presente agora. Ela não pode trazer no tempo cronológico aquilo que não pode trazer ou manifestar neste momento presente. Ela não pode ser menor agora e maior daqui há dois anos.

Então, é uma ilusão nossa essa ideia de realizar a Verdade do Ser, de realizar Deus, Iluminação - ou qualquer nome que queiramos dar a isso - amanhã, daqui há cinco anos, daqui há dez anos. Como se não estivesse agora, aqui, isso que procuramos, aquilo que buscamos. E, se isso é entendido claramente, a própria questão da palavra, do verbo "buscar", ou "procurar", perde todo sentido. Nós não estamos aqui para continuar buscando. Estamos aqui para ter um encontro com o estado real de Consciência que somos, aqui, neste instante, e agora, neste momento. A dificuldade é que nós não sabemos permitir que isso nos aconteça, porque o intelecto está abarrotado de ideias e conceitos acerca do que deva ser feito ou não para que isso aconteça. E esse é todo o impedimento que temos.

A meditação é o simples deixar que aquilo que está presente se mostre, atravessando essa transparência do pensamento presente, do condicionamento presente. Toda forma de condicionamento é transparente. O Estado de Consciência Real, se ele tem a liberdade de acontecer agora, atravessa todo esse condicionamento de ponta a ponta. Tudo isso de modo simples e direto. Meditação é a constatação do que somos agora. Não requer análises intelectuais, não requer essa coisa de tirar pouco a pouco, de esvaziar pouco a pouco o vaso, até que o vaso esteja inteiramente vazio e depois que o vazio estiver vazio, aí vai chegar a plenitude e encher o vaso... Nada disso! Nesse estado de observar, todo condicionamento se torna transparente, todo movimento interno da consciência se torna transparente. E esse estado de Presença, agora, atravessa completamente todo esse condicionamento. Nesse atravessar, há libertação ou uma liberação desse Estado Real de Consciência que somos. Não há poder nenhum, não há prisão nenhuma, do chamado condicionamento, se ele é percebido dessa forma. A dificuldade que temos é que nós não somos informados acerca disso. Então, eles nos dão regras, nos dão sistemas, disciplinas, padrões de comportamento, nos ensinam técnicas até de meditação, para ver se conseguimos romper com esse condicionamento, através de um determinado esforço...

A pergunta é se nós podemos estar atentos - apenas atentos a esse movimento interno da consciência, sem nenhum esforço, sem nenhuma disciplina, sem essa tentativa de mudar, alterar, transformar aquilo que vemos em outra coisa, mas apenas olhar, ficar diretamente com isso. Não importa que tipo de pensamento, não importa a qualidade dele: se ele é bom, se ele é mal, se ele é falso, se é verdadeiro. Esse fundo que julga, que avalia e diz: disso eu gosto, disso eu não gosto... Quando ficamos diretamente com esta observação direta, tudo isso se torna transparente, e o Estado de Consciência, que está presente agora, assume o seu próprio lugar. E, nessa compreensão direta do que sou, não continuo mais no caminho do método, da disciplina, porque isso está presente agora. Aqui está está paz que ultrapassa toda a compreensão humana. Aqui está esta verdade que não tem nome, não tem forma, que podemos chamar de diversos nomes. Esse é o estado direto de percepção daquilo que sou. Não preciso seguir mais nenhuma religião organizada, não preciso mais acreditar em nada, ou deixar de acreditar em qualquer outra coisa, não preciso trocar desta informação para aquela, não preciso de mais informações. Não preciso de nada disso! Estou diretamente naquilo que é, naquilo que sou. E isso revela a Verdade.

Nessa revelação da Verdade, sou livre, vivencio essa liberdade de minha essência, essa liberdade de minha real natureza. Todo esse condicionamento é quebrado, toda essa ilusão é desfeita. Não há mais procura, não há mais busca, não há mais necessidade de continuar correndo de um padrão para outro, de uma disciplina para outra, de uma prática para outra, de uma religião para outra, de um livro para outro. Tudo isso se desfaz, tudo isso desaparece. E, quando isso acontece - e isso acontece agora, nesse presente momento - há uma energia nova. Há um novo fluir, um novo acontecer, um novo momento. Um momento indescritível, um momento de extraordinária quietude, de extraordinária beleza. Um momento no qual um espaço se abre em meu coração, e ele agora tem uma energia e uma presença nova, esta presença da compaixão, esta presença do amor, esta presença desta Divina Graça. Não há mais sofrimento, não há mais conflito, medo, ansiedade, desespero - como também não há mais esperança. A razão de ser é ser, ser e ser. Uma razão sem razão, como um estado livre de todos os outros estados. Esta é uma alegria sem causa, sem motivo externo aparente. Uma existência livre do sentido separatista do eu; uma existência consciente, em plena consciência de que tudo, absolutamente tudo, está dentro desta Única Consciência que manifesta e que oculta todas as coisas.

Unicidade, não dualismo, não separação, não separatividade. Não há mais o conceito eu, o mundo e Deus. Apenas esse estado livre, no qual a liberdade é o próprio estado e a pessoa não está mais presente. O organismo continua presente, ainda com os seus gostos, determinados alimentos; se o organismo sabe alguma profissão, ela continua. Tudo continua como antes, nada é diferente, do ponto de vista físico, externo, biológico, tudo é exatamente o que era antes. Mas, do ponto de vista interno, do ponto de vista interior, uma nova visão da vida, uma nova percepção da vida. Todo o conceito de "minha vida" se foi. Todo conceito de "minha história", baseada no intelecto, no pensamento, em todo esse acumulo chamado "eu" desaparece. Isso chama-se Auto-Realização, Iluminação, Libertação. Todos procuram Isso, todos buscam Isso - e querem encontrar do lado de fora.

Nós somos Isso, agora e aqui. Só não fomos informados ainda. Ninguém nos informou acerca disso, ainda. Estamos dando informações diversas, mas ninguém nos disse isso ainda. Estão tentando nos dar alguma coisa, mas não nos deram isso, não nos mostraram isso que é tão simples e direto. Aqui, estamos só para isso: para vivermos um momento de despertar, juntos. Uma vida completamente livre, porque é só há Vida. Agora, é só há Vida. Não a "minha vida", mas a Vida, a Vida em sua Graça, em sua Beleza, em seu Encanto, em sua Verdade... O descobrimento desta Suprema Realidade que está presente agora.

Assim, neste encontro, neste momento - estamos falando há quase sessenta minutos, mas, se observaram o que foi colocado, não falamos de nenhuma fórmula, não falamos de nenhum sistema, de nenhuma determinada prática. Estamos apenas através desse momento de encontro procurando aqui nos lembrar a respeito disso. Estamos procurando ter uma lembrança clara desses assuntos, desses assuntos que é só um assunto: é o Assunto do Ser, da Verdade que somos. Se vocês nos acompanharam até agora neste momento, ouvindo, não avaliando, não analisando, não discutindo dentro da própria cabeça. "Com isso que ele falou eu concordo, com isso eu discordo"... Se vocês realmente ouviram até agora, inteira e completamente... Alguns de vocês, eu diria todos, estamos juntos num estado de Presença onde muito mais do que esta visão interna está acontecendo. Neste exato momento temos esta Percepção Direta.

Creio que seja o suficiente. 


Muito obrigado a todos!



Transmitido em 20 de Junho de 2011

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