sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Um Testemunho Sobre um Trabalho Real




- Tom onde estão suas perguntas? A busca? A necessidade de conhecer, de compreender, de explicar a existência e o propósito da vida?

- Desapareceram!

-Como? Tudo isto não era tão importante e fundamental para ti?

- Não sei te dizer como desapareceram, mas só posso dizer que aquilo que aqui é percebido, é que todas as necessidades se foram, e não vejo mais nenhuma importância nisso...

- E quanto aos objetivos? O que você deseja realizar daqui em diante?

- Aqui não há nenhum objetivo, nem o desejo de realizar coisa alguma, não há mais ninguém aqui para criar uma história e alimentá-la, objetivo de quem? Realização de quem? Tudo apenas acontece, e continua acontecendo, como sempre aconteceu, só não há mais a ilusão de um "eu" fazendo as coisas acontecerem.

- E o despertar? A iluminação? Nem mesmo isto te é importante? Você não está em busca disso? Ou você já despertou? Você já é um iluminado?

- O despertar ou a iluminação são completamente irrelevantes aqui, não vejo o porque buscar isto, não há nenhuma ambição aqui para realizar qualquer coisa, até a realização de si-mesmo, não, não estou em busca disso, se isto realmente existe, de fato não sei o que é, mas não estou preocupado em saber, e se quer sinto a necessidade de saber, para que?

Tudo já está tão perfeito aqui, tão completo, tão inteiro, por que alguma coisa além disso que se apresenta agora seria necessário? 

Se eu já despertei? Para quem é importante saber isso? Que diferença isto faz para aquilo que está presente aqui? De fato o que sinto é que aqui não há ninguém iluminado, nem alguém não iluminado, aqui não há ninguém dormindo e não há ninguém desperto, ninguém que tenha atingido a meta ou que tenha deixado de atingir a meta, aqui só há aquilo que há, como está em toda parte, intocado, inominável, inexplicável, incognoscível, além do tempo, do espaço, do explicável, dos conceitos e das teorizações... 

- E como você chegou a isto?

- Não cheguei em lugar algum, porque não havia aonde chegar. Estou onde sempre estive. Nunca sai daqui onde estou. O que posso dizer é que houve uma imaginação que pareceu aparecer aqui, e junto dela muitas crenças, muitas ideias, e a espinha dorsal de todas essas crenças, era a ideia de um eu vivendo a vida, além da vida, como se pudesse existir a vida e o eu vivendo a vida. 

Até que um dia o Mestre apareceu e apontou com muita clareza para a própria vida aqui presente, que o eu que ali parecia existir, era a fonte de todas essas imaginações, de todas essas crenças, de todas as ilusões, quando o perceber disso se tornou claro aqui, então PLUFT.... 

De fato nada aconteceu, nada está acontecendo e não há nada para acontecer. Sou imensamente grato ao Mestre Marcos Gualberto, ao lado dele um trabalho real, sem dúvida, acontece de fato... Quando cheguei até ele, aqui haviam muitas ambições, desejos, medos, objetivos, metas, perguntas, e tudo isto por uma obra da graça foi varrido daqui, todas essas imaginações evaporaram, ficou a gratidão da vida, pela vida, para a vida... Ficou isto que é inexplicável e não sobrou ninguém para explicar coisa alguma... Tudo uma grande bobagem esta coisa de perguntas, respostas e explicações, tudo isto é uma grande piada... Só nos resta o riso...


Tom de Aquino

Um comentário:

  1. Sentar em silêncio com um acordado é tudo o que é necessário.
    O resto é blá,blá,blá.Estar com Marcos,é estar com o espelho que reflete exatamente aquilo que sou.Amor, paz, liberdade. Alguém duvida?
    Ponha esse que duvida frente à frente com o espelho.
    Há que se ter coragem,para se expor. O edifício inteiro vai para o chão.

    ResponderExcluir

Deixe aqui o seu comentário

Compartilhe com outros corações