quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Satsang Via Paltalk - É Preciso Mergulhar Nisso!


É importante estarmos em encontros como este. Tudo o que nós buscamos, tudo o que nós procuramos não pode ser encontrado. Nós procuramos a paz, procuramos a liberdade, procuramos a felicidade. Por que não podemos encontrar isso? Muito simples: isso não é algo que está perdido. Você não pode encontrar aquilo que não está perdido. Nós nunca perdemos nossa felicidade, nossa paz e nossa liberdade. Curiosamente, não estamos vivendo nossa felicidade, nossa paz e nossa liberdade. Não estamos vivendo exatamente porque estamos confundindo essa “nossa vida” com a Vida.
Então, o nosso viver não é a Vida em sua vivacidade. A Vida em sua vivacidade é Aquilo que jamais foi perdido, é Aquilo que está sempre presente. Então, não há qualquer possibilidade de você ser feliz, de você ter paz, de você ser livre. Isso porque você já é a Felicidade, já é a Paz, já é a própria Liberdade. Isso é algo sem começo, sem fim, algo sempre presente. Isso é você em sua identidade real. O que eu costumo chamar de sua Natureza Verdadeira. Alguns chamam isso de Realização, Despertar, Iluminação. E eu também chamo de Estado Natural. É o estado livre da ilusão da procura de qualquer coisa do lado de fora ou mesmo de alguma coisa do lado de dentro. É a liberdade e a felicidade e a paz na ausência da procura neste instante, neste presente momento.
Aqui está você em seu Estado Natural – quando não há anseio, desejo e medo. Quando isso não está presente, porque a mente não está presente – a mente aqui são os desejos, as conclusões, as imaginações, as crenças – quando isso não está presente, aí está você em seu Estado Natural, aí está você em seu verdadeiro Ser. Esse é o único lugar. Não há nenhum mundo do lado de fora. Não há nada separado disso que é Você – Você como esta Presença, em seu Estado Natural, sem ego, sem o sentido de uma pessoa. Não há alguém como “você”. Não é você um “alguém”. Você, em seu Estado Natural é essa Liberdade, é essa Paz, é essa Felicidade.
Algo fora disso não é você, é algo se passando por você. A mente se passa por você. A mente nada mais é que esse conjunto de crenças, opiniões, julgamentos, anseios, receios, desejos, toda essa insatisfação, toda essa confusão. Sejam bem vindos ao seu Estado Verdadeiro, ao seu único Ser, ao único lugar de onde você nunca saiu. Esse lugar onde não há crença, opinião, julgamento, comparação, medo ou desejo. Você não é uma ideia, você não é uma crença. Você não é a mente. Você não é o pensador, você não é o pensamento – você não é nada disso.
Ouvir sobre isso não é o suficiente. É preciso mergulhar nisso, tomar ciência disso. Nesse autoabandono está essa constatação disso que você É como Consciência. Se você pode se autoabandonar, descobre que é impossível deixar de ser Aquilo que você já é. É impossível deixar de constatar Aquilo que nunca esteve ausente, aquilo que jamais foi perdido, aquilo que não pode ser encontrado porque nunca foi perdido. Não há o que buscar, não há o que temer.
Essa ilusão primária nossa é o sentido de “alguém” presente, de “alguém” vendo o mundo do lado de fora estando presente dentro do corpo. Esse “alguém” sendo no momento da comparação aquele que compara, no momento do julgamento aquele que julga, no momento do desejo aquele que deseja. Essa constatação só é possível nesse silêncio desse autoabandono. É o que eu chamo de meditação. Quando há esse autoabandono, esse silêncio está presente, isso é meditação, isso é constatação. É essa constatação Daquilo que É. E Aquilo que É é você em sua Natureza Real. A Vida é isso, a Vida em vivacidade, a Vida sem o sentido de “alguém” vivo.
Reparem o que estamos dizendo: estamos dizendo para você que o sentido de estar vivo sendo alguém é sempre o medo. Esse “alguém” está presente sempre no medo. “Alguém” vivo é medo. A Vida em si não tem “alguém”, e você é essa Vida. Agora mesmo você apenas tem esse ouvir. Isso é a Vida se mostrando. Um pensamento passando sem ser agarrado, sem ser capturado, é apenas como uma nuvem passando, como uma onda se desfazendo. Para o céu não há qualquer perturbação quando essa nuvem passa, para o mar não há qualquer perturbação quando essa onda se desfaz. Isso é meditação, isso é Consciência, isso é Presença. É isso que acabei de chamar de autoabandono.
Não se trata de um esforço da sua parte para realizar isso, se trata de uma entrega, uma significativa, aplicada, fervorosa e profunda entrega. Estamos chegando ao final de mais um ano. A mente adora resoluções. Na virada do ano ela cria resoluções e vai em busca dessas resoluções. Aqui, você não precisa de ter uma resolução como “por fim à mente”, “por fim ao “eu””, “por fim ao ego”. Na verdade, fazer isso é cair numa armadilha. Essa armadilha é a armadilha da mente querendo se livrar dela própria. Ela jamais faria isso, ela não pode fazer isso. Essa armadilha é a armadilha do ego assassinando do ego. Ele não pode fazer isso.
Querer destruir a mente é a mente ocupada em tentar alguma coisa. Querer destruir o ego é o ego ocupado em fazer alguma coisa. Eu quero dizer para você que não há mente, não há ego. Esse próprio movimento de destruição é o movimento ilusório dessa pseudo identidade, dessa falsa identidade, dessa irreal identidade que chamamos de mente, que chamamos de ego. Assim, nenhuma resolução vai funcionar. Você não pode virar esse ano com uma resolução como essa. A ilusão termina agora, ela não está presente. Só parece estar. Uma vez que você se aproxime de Satsang e comece a olhar para esse movimento que chamamos de mente, que chamamos de ego, logo percebemos que não há mente, que não há ego. É só um movimento de pensamento, de desejos, de medo.
Reparem que meditação é esse relaxar nesse constatar, nesse autoabandono, nessa entrega a essa Verdade, que é a Sua Natureza Essencial. Não há necessidade de uma resolução de final de ano. “Esse ano vou exterminar com o ego”; “esse ano vou matar o meu ego”. Quando você é convidado ao Satsang, você é convidado apenas para estar presente nesse relaxar, nesse constatar, nesse autoabandono, que é meditação. Então, tudo acontece naturalmente.Esqueçam essa coisa de matar o ego. A preocupação da mente é com o fazer. A preocupação da mente é com alguma coisa para alcançar, alguma coisa para obter, alguma coisa para conquistar, alguma coisa para encontrar. Ela cria o sentido de perda e depois a expectativa do encontro na busca. Não há nada para ser encontrado, porque não há nada perdido.

Paltalk do dia 11 de Novembro de 2013

3 comentários:

  1. Se tenho como referência o corpo como sendo quem eu sou,eu vou ao Satsang,eu volto do Satsang. Eu saio da minha casa, eu volto para minha casa.
    Eu vou ao trabalho, e de lá eu volto.Faço isso e faço aquilo.
    Se a referência é a Presença[que tamanho tem a Presença?],o Satsang é permanente.
    Estar com um acordado é constatar isso.
    O acordado é um presente sempre presente.
    Não é assim,MG?

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    Respostas
    1. Se isso é visto como sua real natureza, nesta direta realização, sem mais qualquer crença, sobre isso, mais se de fato assentou aí, é exatamente isso, mas se não assentou, é ainda uma crença. Estar acordado já é satsang.

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  2. Ainda é fruto de especulação. Mas não importa.Que assim seja.Amém

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