sábado, 30 de novembro de 2013

SATSANG - A VIDA ACONTECE SEM QUALQUER NECESSIDADE DE UM EU



Vocês sabem o que a gente faz em Satsang?  O que a gente faz em encontros desse tipo?

Nós fazemos sem fazer, nós apenas permitimos a nós mesmos, olhar e ver que nada precisa ser mudado. Que não há alguém que possa mudar aquilo que acontece. Isso é liberdade. É a liberdade de um autor, de um agente, de alguém. Tudo isso é teórico, conceitual, mental, ideológico, mas não é real: a ideia de um autor, de alguém, de uma entidade participando da vida e, a vida como algo separado dessa entidade.

Estou dizendo que Vida é Presença, Vida é Consciência, Vida é Ser, Vida é você, não há separação. Essa é a grande Revelação! Compreendem isso?

A chuva caindo, depois vem o sol brilhando, depois o vento sopra, depois vem o frio, depois o calor novamente volta, os dias se sucedem, as unhas crescem, os cabelos crescem, você apara, corta, o corpo se desenvolve, amadurece, envelhece ou antes disso já adoece, mas caminha...

Tudo está acontecendo sem alguém nisso.

Nesses exemplos. ou em qualquer exemplo dessa assim chamada vida como nós presenciamos diante de nós todos os dias: não há separação. Assim, nesse olhar, nessa forma completamente livre de qualquer distorção que a mente possa produzir aí.

Nenhuma necessidade de alguém, como a mente tenta nos fazer acreditar. Nenhuma necessidade de controle, como a mente tenta nos fazer acreditar. Nenhuma necessidade de dizer sim, ou de dizer não, com base nas ideologias que a mente tem, nenhuma necessidade disso. Nenhuma necessidade de conflito pela rejeição daquilo que se mostra, daquilo que a Vida apresenta, porque tudo isso é o que somos. Então quem é que se separa, rejeitando ou dizendo não, ou dizendo não deveria ser...

Estamos juntos? Não tem o eu aí, é isso, não tem um eu, não tem alguém nessa sala, não tem alguém falando e alguém ouvindo, o único movimento, não tem ensino, nem professor e nem aluno. Não tem isso e aquilo, no sentido de uma separação nisso que acontece, que é a Vida.

Reparem o convite em Satsang. Reparem o convite nesses encontros. É o convite à Vida como ela se mostra. Isso é a grande Revelação, daquilo que é você, daquilo que Ela é.

Não há nada mais prático do que isso, é importante que se diga isso. Porque a constatação de que a vida é como ela é, não exclui uma ação acontecendo. Na verdade é a beleza da compreensão de que há uma ação acontecendo.

Ela só não tem é a ilusão de alguém ali. Dentro dela, um alguém que se frustra ou que se vangloria, um alguém que se envaidece ou, se entristece profundamente quando as coisas não são como ele ou ela quer que seja.


Reparem que é um apontar para o que é. O que pode ser feito será feito, o que não pode ser feito não será feito. Ter essa visão clara é ver a vida como ela é. Isso significa ser livre de toda dor, de todo sofrimento. 

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