sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Satsang - Nada Separado da Vida como Ela É!



Aquilo que está presente aqui jamais se ocupa, jamais se ocupa. 

Não é possível encontrar a Verdade, porque ela não está separada desse instante, oculta em algum lugar, e a palavra Verdade não é a coisa.

A mente tem uma forte habilidade, uma forte tendência, um persistente hábito de sobrepor a realidade desse instante, numa ideia, numa crença, num conceito, numa posição.

A verdade é o que é nesse instante, é aquilo que se apresenta não separado do viver. 

O viver revela a Verdade do que é, o que é a Vida, como ela se mostra. Como a Vida se mostra? Como ela é?

Como ela é, nenhuma sobreposição mental a essa realidade diz qualquer coisa, apenas separa o conceito, a crença, a ideia, o sentido de alguém nessa avaliação dessa realidade presente que é a Vida.

Todas as nuances da vida, alegria e dor, grito e lágrimas, sorriso, gritos e lágrimas, preocupações, ansiedades, medos, nada está separado do viver, que é a Vida como ela é.

Isso é a Verdade!

A ideia de que algo tem que ser diferente do que se mostra, cria o sentido de uma identidade no controle, com resoluções, com posicionamentos. Grande ilusão!

Experimente a disposição da não resistência à Vida como ela se mostra, sem uma identidade que interpreta o que acontece.

Experimente isso!



4 comentários:

  1. Olá Marcus.
    Há alguma coisa no seu texto que não ficou muito clara para mim. A vida, como você disse, é feita de medos, preocupações, ansiedades e etc. Digamos que vivemos isso sem resistência, em sua totalidade. Apesar da gente não criar resistência, a corrente de confusão continuará. Certamente resistência é uma reação, mas não é possível ir além da confusão que forma nossa vida cotidiana?

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    Respostas
    1. "mas não é possível ir além da confusão que forma nossa vida cotidiana?" Sim claro que sim, seu seu estado natural é aquele que abraça e acolhe tudo o que está passando, sem se identificar com esses estados que estão mudando o tempo todo. A identificação com esses estados é a ilusão do sentido de separatividade, de uma identidade na confusão, no conflito, na resistência. De uma identidade separada. Despertar é exatamente isso, o fim da ilusão da separatividade e isso é o fim da ilusão da confusão.

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    2. Você não acha que, muito mais fácil que reconhecer nossa verdadeira natureza,seria investigar o que nos impede de acessá-la?
      Será que realmente somos capazes de identificar o ego em sua totalidade?Ou no máximo conseguimos detectar pequenos fragmentos.
      Um fragmento desaparece e aparece outro e mais outro num processo que parece que nunca irá acabar.Isso me deixa louco.

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    3. Essa investigação do sentido de separação não é algo separado do acesso a esse Estado Natural. Essa autoinvestigação é a investigação dos truques da mente, quando isso é visto, esses truques desaparecem, e aí está a própria meditação e entrega que acompanha esse próprio trabalho. Acreditar em um “ego” como alguma coisa que deve ser visto pouco a pouco é um equivoco.

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