quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Satsang pelo Paltalk - Vozes internas


P – Você poderia falar sobre vozes internas?

M – O que você quer dizer com “vozes internas”?

P – A tagarelice...

M – “Vozes internas”... O que são essas vozes internas? Vozes internas são apenas pensamentos – mecânicos, inconscientes, se movendo de uma forma não observada, criando a ilusão do sentido de “alguém” por trás desses pensamentos, esse “mim”, esse “eu”. Essa é a crença fundamental: uma identidade dentro do corpo, que tem uma voz, ou várias falas.

Se você observar, vai perceber que elas são repetitivas, e elas são completamente loucas. É um monólogo, um diálogo interno que não para. É a natureza da mente não observada essa tagarelice. Você não pensa. Não existe nenhum pensador. A sensação dessa identidade ilusória, especificamente dentro da cabeça, é a sensação de um pensador, de um mantenedor, de um controlador dessa tagarelice, desse movimento de pensamentos – o que não é verdade.

Isso é algo completamente mecânico, inconsciente, involuntário. Não tem cura, é a natureza da mente. A natureza da mente é ser tagarela, completamente louca. Um desperdício enorme de energia, nenhuma inteligência nisso. Não há qualquer identidade nisso.

P – Como isso se inicia?

M – Por associação. Mente é movimento de memória. Uma imagem diante do cérebro, ou um som, dispara esse movimento. Pensamento é algo puramente associativo, é pura associação de imagens. Não tem “alguém” nisso.

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