quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Satsang pelo Paltalk - Tudo o que temos


Tudo o que temos é essa Consciência, agora, sem um “eu”, um “mim”, um “ego”, uma “pessoa”. A “pessoa” é a maior das impossibilidades. Não há “alguém” em algum lugar. Não tem ninguém em parte alguma. Só tem essa Presença, essa Consciência. Todos os seus problemas são imaginários e estão ligados à ideia de que você existe, ligado a um passado. Não tem passado. Não tem passado, não tem futuro, porque não tem “alguém” para viver tal coisa.

Estamos assumindo nossa Natureza Verdadeira, nosso Ser Real, o único “Eu” Real, que não é individual. Ele não é particular... não é pessoal. Ele não está preso ao tempo, porque o tempo é uma ilusão – é só uma crença, que é só um pensamento. Precisamos soltar todas as conclusões, porque todas elas são ilusões. A base de todas essas ilusórias conclusões é a ideia de “alguém” nisso.

Em Satsang temos um momento de ficar com o que É, de puro Ser, de pura Consciência, de pura Liberdade, de puro Silêncio, de puro Amor, de pura Beatitude, de pura Paz, que é a Natureza da Consciência, que é a Natureza última da experiência - experiência sem essa separação de “alguém” nessa experimentação. *

3 comentários:

  1. Marcos, acho que você deveria fazer menção ao Jiddu Krishnamurti em seu blog. Colocar o Ramana Maharshi, a meu ver, não tem muito sentido. Maharshi, por exemplo, ensina que é necessário realizar uma metodologia de meditação, fala que é necessário esforço, fala sobre um estado para se "atingir". Quem negou isso foi Krishnamurti. Então vejo que você utiliza muitas coisas que o Krishnamurti fala, mas não faz UMA menção a ele. Outra coisa, Krishnamurti não fala que o "tempo" é uma ilusão e sim o tempo psicológico. Isso não ficou claro no seu texto. Krishnamurti também nega a existência de um "ser real" o que, por outro lado Maharshi confirma. É complicado, pois você acaba misturando um pouco dos dois. O mesmo acontece com o termo "consciência pura", sendo que ser consciente, para Krishnamurti, é ter memória. Se a mente está além da memória, ela está além da consciência, de algo que é impossível ser reconhecido.

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    1. Menino (a) quem se importa com o que Ramana disse ou Jkrisnamurti?
      Ambos não ensinaram nada, acreditar que eles possam ser compreendidos pelo que andaram falando em algum momento é uma grande ilusão, a VERDADE não pode ser compreendida ela não pode ser capturada pelo intelecto. Raramente cito alguma coisa que Ramana tenha dito, dentro dessas falas, e se digo coisas que lembram os dois, isso realmente é um verdadeiro problema para aquele que me escuta, pois prova que este ainda não percebeu o básico. O básico é que não há qualquer conhecimento, qualquer ensino, qualquer direção em palavras, elas podem apenas nos mostrar a importância, a necessidade do silencio. Jogue as minhas palavras e as de Ramana e as de Jkrisnamurti e de todos os que diretamente vivenciam a VERDADE no lixo, são todas inúteis. Ramana nunca foi um professor para Marcos Gualberto, ou para alguém, ele nunca ensinou nada para alguém, um mestre não ensina nada, não há o que ensinar e não há (alguém ) que possa aprender. Se quer investigar, as coisas que são ditas em satsang podemos fazer isso, essa é a finalidade das falas. Investigar crenças, conceitos, ideias, apenas a investigação, dessa ilusão, desse sentido de uma identidade separada. Nada do que digo é a VERDADE. Essas falas apenas apontam para uma possibilidade de vivencia direta.


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