quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Satsang - A pessoa é uma ideia na ideia "eu sou"


Qualquer coisa que lhe confere e lhe confirma ainda mais o sentido de autoimportância, que é a importância de uma entidade, de uma identidade, que confirma essa crença "eu" é uma bobagem. Você é essa Vida, não é alguém nela. O corpo tem uma história, não você. O corpo é dependente de outros corpos. A Vida é uma coisa única, mas o corpo é uma aparição na Vida, uma aparição que vem e vai. Não é a Vida que está vivendo, é o corpo que está vivendo. É ele que vive e morre, é ele que aparece e desaparece. A pessoa é uma ideia que aparece e também desaparece. Uma ideia que aparece quando aparece a ideia "eu sou no corpo" ou "eu sou isso".

Então o corpo desaparece, o "eu" desaparece.  Quando o "eu" desaparece, o corpo desaparece, o mundo desaparece. É curioso, toda noite o corpo desaparece, o "eu" desaparece, o mundo desaparece e você mesmo não sente falta disso. Pelo contrário, quando é perguntado pela manhã para você como é que foi a sua noite, você diz: "dormi muito bem!" 

Mas quem dormiu muito bem? Não havia o "eu", não havia o corpo e não havia o mundo. Mas é claro que todos nós sabemos, foi uma noite maravilhosa, sem o "eu", sem o mundo e sem o corpo. Então podemos nos livrar assim da ideia: "corpo, eu e mundo" agora mesmo, neste instante. Quando você está livre da ideia "eu", que é estar livre dessas imagens e dessa imagem que faz de si mesmo.

O fim dessa imagem que você tem de si próprio é o fim da imagem que você faz de outros à sua volta. Você não tem que se libertar da imagem dos outros, tem que descobrir que não há nenhuma imagem real de si mesmo. O fim dessa imagem de si mesmo é o fim da imagem do outro. Então, quando você está livre da imagem desse "eu", a imagem ligada a ideia "eu sou o corpo" desaparece.

Então, o corpo desaparece com essa imagem e o mundo desaparece também. Isso desaparece quando o sentido de uma identidade separada não está mais presente. Então o "eu" não está presente, o corpo não está presente e o mundo não está mais presente - mesmo assim continua sendo visto. Mas não pelo "eu", não tem nenhum "eu" para ver o mundo. Tudo que permanece é essa Consciência, é essa Presença, tudo que permanece é essa Realidade, onde tudo aparece e desaparece.

Não há qualquer sentido de separação dentro do fim dessa ilusão.  Hum? Algo mais? Então sem a crença–sentimento, sem a crença–sentimento "eu", fica o que É. O que É é a Vida, onde o corpo aparece, o mundo aparece, tudo aparece. Mas tudo é visto aí no seu próprio lugar. Sem essa crença-sentimento "eu", tudo é o que é. Ok? 

O que mais? É isso. Namastê.

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