domingo, 1 de setembro de 2013

Satsang - O girar da roda


Uma roda circula, ela gira. Tem o eixo e tem o girar, o eixo permanece imóvel, mas torna possível o movimento da roda. Assim, toda experiência é fenomênica. Permaneça Naquilo aonde a experiência acontece. Quando você permanece Nisso aonde a experiência acontece, você permanece de forma não separada do próprio fenômeno que é o girar da roda. A roda continua girando e você permanece no centro, você permanece no não movimento dentro do movimento.

Então, percebam que não há nada para ser renunciado, porque mesmo o movimento da roda ou ambos os lados dos opostos permanecem presentes naquilo que não tem opostos. Você está, na verdade, além dos opostos, presenciando os opostos. Os opostos aparecem naquilo que é você. Aparece no sentido de surgir como uma onda que se levanta e depois cai novamente. Não aparece para alguém. É só uma expressão do próprio mar. A onda é uma expressão do próprio mar. Ela se levanta e ela cai novamente.

O girar da roda é uma expressão do próprio eixo que não se move, mas torna possível o girar da roda. A cara e a coroa, o positivo e o negativo, o bem e o mal, a dor e o prazer, o desejo e o medo são as faces de uma única moeda. Ou seja, no contraste o não contraste. Você permanece desidentificado por completo vendo o filme na posição de tela que abraçou o filme, que não precisa excluir nada do filme, não tem que excluir a casa em chamas, não tem que excluir o susto, o medo, o pavor, as sombras, a escuridão, o vento, a tempestade, o terremoto, o furacão...

Não pode escolher o dia ensolarado, paisagens de montanhas cobertas de nuvens, uma bela cobertura de neve. O pôr do sol, o veleiro soprado pelo vento com suas velas erguidas sobre aquele mar azul. Você é a coisa toda e não escolhe isso em lugar daquilo, você não precisa permanecer em um lado ou em outro lado, você permanece como a tela que aceita o filme inteiro, a bonança e a tempestade.

2 comentários:

  1. Neste estado de consciência onde o conteúdo se auto afirma, eu sou eu e você é você.
    Sem estórias,não existe separação.
    Posso dizer que eu sou você e você pode dizer que você sou eu.O que nos separa são as estórias.Sem as estórias, não haverá um eu para contá-las.
    Todos os esclarecimentos,através do intelecto é a mente se auto esclarecendo?
    Aquilo que eu sou é completo em si mesmo?
    É o mesmo que dizer que antes de nascer eu já estou morto?
    Coitado de mim.Não vinguei.

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  2. 1-Todos os esclarecimentos, através do intelecto é a mente se auto esclarecendo?
    R:Todo esclarecimento dentro do intelecto, é o esclarecimento da mente para mente, da mente na mente, é algo dentro dessa mesma limitação. Dentro do conhecido.
    2- Aquilo que eu sou é completo em si mesmo?
    R:Sim, sua real natureza é completude, é não limitação.
    3- É o mesmo que dizer que antes de nascer eu já estou morto?
    R: Você mesmo nunca nasceu

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