sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Satsang - A ilusão desse "eu"


Percebam o quanto isso é simples, viver sem o sentido de uma identidade separada. Percebam o quanto isso é simples, viver sem o sentido do “eu”, do “mim” por trás de uma escolha, de uma opinião, de uma conclusão, de uma sensação, de um sentimento, de uma emoção, porque tudo isso é aparente, tudo isso vem e vai, tudo isso não tem a realidade de uma identidade fixa por trás.

Esse mover existencial, esse mover existencial é a Vida, sem uma entidade por trás dela. Os nomes separados, os organismos separados, é algo só como o conteúdo das opiniões, o conteúdo dos pensamentos e a escolha quanto ao que comer, ou seja, algo sem qualquer importância.

O problema surge é quando há um sentido de separatividade, um sentido de separação, na ideia de um “eu” que está no controle, que é autor das ações, responsável pelas ações e que pode tudo e que sabe tudo, com as suas convicções, certezas absolutas. Isso cria conflito, isso mantém essa ilusão, a ilusão de um sofredor, a ilusão de "alguém" infeliz, a ilusão de "alguém" sem paz, a ilusão de "alguém" carente.

"Alguém" carente para ser preenchido, para ser consolado, confortado; "alguém" sem paz para obter a paz em algum momento, em algum lugar, em algum instante fora deste. "Alguém" infeliz para encontrar a felicidade amanhã em alguma realização emocional, profissional, financeira, na saúde, no preenchimento afetivo, no preenchimento intelectual.

Por isso que nós nos abarrotamos de informações de todo tipo, acreditando na felicidade através do intelecto. Por isso nos abarrotamos de todo tipo de artifícios para, pelo conforto, encontrarmos a paz. Para, através de novas relações, novos contatos, encontrarmos preenchimento afetivo, o assim chamado o "amor nas relações", "a felicidade do amor".

Então ficamos nessa situação, tudo baseado no sentido dessa auto-importância, criado por essa ilusória imagem por trás de criações e respostas de manifestações simples da vida, da existência, como pensamento, a fome, sentimento, e assim por diante. Não é isso? Ou não é isso? É assim!

Um comentário:

  1. Só vós Senhor,não eu...............................

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