sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Satsang - A identificação com as imagens do filme


P – Como essas imagens que aparecem na tela criam a sensação de um observador?

M – Existe apenas uma sensação real, a sensação “Eu Sou”. Esse sentido do “Eu Sou” está presente sempre, nunca desaparece. É algo que permanece imutável. Mas esse sentido do “Eu Sou”, em razão do pensamento, em razão desse fascinante jogo, que é o jogo das imagens, esse jogo de luz e sombra, de formas e movimentos, esse “Eu Sou” se embola, se confunde. Assim, é quando esse sentido desse “Eu Sou”, que é a Consciência, que é a tela, se identifica com a imagem. Na verdade, com uma particular imagem dentro de um filme.

A razão disso é a grande Brincadeira Divina. Essa é a razão. Ou seja, não há nenhuma razão para isso ser assim. Simplesmente acontece. A questão não é como isso surge, ou como isso acontece. A questão aqui que nos interessa é como perceber essa ilusão, a ilusão da identificação com a imagem, a ilusão da identificação dessa Presença, dessa Consciência, desse Ser que somos, com aquilo que parece ser, com aquilo que vem e que vai.

Nessa identificação, surge a ideia, surge a crença, essa ilusão, a ilusão dessa falsa identidade, desse falso “eu”, desse “mim”, desse observador separado, dessa imagem separada de todo filme, que é o “eu” separado do mundo – e esse “eu” separado da Consciência. Então, nós temos aqui o “eu”, o mundo e Deus. O “eu”, o mundo e essa Presença. O “eu”, o mundo e a Consciência. Aí está o sentido de separatividade, o sentido de dualidade.

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