terça-feira, 10 de setembro de 2013

Satsang - Apenas seja, você é


É desfrutar tudo que ela representa. Falava agora há pouco: somente a mente tem medo, não você. Na verdade, o seu coração anseia por essa Liberdade, pelo surgimento, pelo aparecimento do seu Estado Natural. A mente tem isso como algo desconhecido e amedrontador. E ela está certa. Isso é o fim dela. Mas não é o seu fim, é o seu nascimento. Você só nasceu Nisso, com Isso.

A mente é uma sobreposição à realidade presente, àquilo que é Você de verdade. Você é sem limitação, você é pura Alegria, pura Felicidade, pura Liberdade. A vida inteira - quando eu digo a vida inteira, eu digo toda experiência na vida - é pura Alegria, pura Felicidade, pura Paz.

O que está por detrás de qualquer evento, situação, acontecimento, por mais desastroso, por mais difícil, por mais complicado, por mais dramático... Por trás disso tudo, o pano de fundo ainda é Silêncio, Paz, Amor, Felicidade. O seu Estado Natural é esse, não há o que temer. Quem temeria?
   
Celebração é o seu nome, Paz é o seu nome, Verdade é o seu nome, Liberdade é o seu nome, Graça é o seu nome, Silêncio é o seu nome. Deveriam chamar você por esse nome, só assim você não poderia esquecer jamais. E tudo o mais vem e vai, enquanto isso permanece.

Você é uma bênção, é a Única Bênção, você é Consciência, você já é o que precisa encontrar. Então esqueça o encontro e somente seja, seja o que você É, eu lhe garanto que isso já basta. Mas ouvir o que eu digo é só mais uma ideia, você tem que mergulhar Nisso, constatar em Si mesmo, por Si mesmo, agora, neste momento.

Você é o barulho das asas batendo quando o pássaro corta o céu; você é o som quando o vento sopra no bambuzal. Você é o movimento das ondas quebrando contra as rochas. Você é aquilo quando o sol se põe, aquela matiz de cores no céu, aquela coisa indefinida, inexplicável, que vai, que volta, é claro, até aquela forte vermelhidão.

Você é aquele som que se escuta quando o sol se põe, e aqueles pássaros começam a fazer todo aquele barulho antes de se recolherem para mais uma noite. Você é o choro do bebê, é o sorriso dele depois de mamar, é a alegria da mãe em vê-lo feliz. Você é o caminhar pesado do elefante e os passos de uma pequena formiga. Você é o rio descendo em direção ao mar, você é o mar recebendo o rio.

Você é a primeira respiração daquele que nasce e a última daquele que morre. Você é o começo e o fim de tudo. Você é aquilo que pode ser definido, e aquilo que não pode ser definido e aquilo que define. Você é aquilo que dorme e aquilo que não dorme, aquilo que é sono e aquilo que está além do sono.

Você é aquilo que sabe ser tudo e sabe ser nada. Você é a Vida. A vida que não tem oposto. É o guru, é o discípulo, é o acordado, é o não acordado. É o pecador, é o santo. É isso mesmo e mais aquilo também e nenhuma dessas coisas.

Namastê

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