sábado, 17 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - Quem é esse que é insultado?


P - A separação está na crença de existir a pessoa?

M - A crença dessa identidade separada. Essa crença é simplesmente uma história, uma história ligada a esse mecanismo, a esse corpo-mente. A confiança em uma entidade com base nessa história é a ideia de uma pessoa. E uma pessoa, que é só uma ideia, uma crença, esse “eu” dentro do corpo vendo muitos “eus” em outros corpos, vendo coisas, objetos, experimentando sensações, experimentando pensamentos, emoções... É o próprio sentido da separação, da separatividade. Essa é a ilusão do “eu”, do “mim”, do ego. Isso é pura inconsciência, pura identificação, a identificação com a emoção, com o pensamento, com o sentimento, com uma resposta no mecanismo.

Se há uma dor de barriga, é só uma dor de barriga. A ideia “eu sou o corpo” dá uma identidade a essa dor de barriga. A mente entra com uma história dizendo “estou com dor de barriga”. A dor de barriga é algo acontecendo no corpo, no mecanismo, pode ser observada na Consciência. Ela vem e vai, como o corpo. Mas você se mantém como pura Consciência sem corpo. Você está sentindo a dor aí, mas a dor está acontecendo no corpo, no mecanismo, e não em você. Quando o corpo desaparece, você continua, como acontece em sono profundo. Essa identificação com o corpo cria um sentido de separatividade, porque afinal de contas é a “minha barriga” que está doendo, e não a barriga “do outro”, enquanto na verdade o que está doendo é a barriga, nesse mecanismo. Na Consciência, não há dor nenhuma. A dor só aparece e desaparece. Por ser algo que vem e vai, não é permanente. Não é o que é Você, assim como o corpo não é isso que é Você.

Quando uma palavra lhe é dirigida e é sentida aí como um insulto, quem foi insultado? Quem está sendo insultado? Quem é esse? Estamos diante do mesmo fenômeno. O pensamento, com a sua história de uma identidade no corpo, se sente insultado. Assim como você se identifica com a dor no corpo porque se identifica com o corpo, você se identifica com o pensamento nessa ideia de uma identidade presente sendo insultada. Não há ninguém sendo insultado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário

Compartilhe com outros corações