segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - O desaparecimento do "eu"


P - O “eu” desaparece naturalmente ou há algo que deva ser feito?

M - Tudo o que o “eu” não quer é desaparecer. Por isso ele tem essa alternativa. Ele tem ambas alternativas. Ele tem a alternativa de dizer: “você não precisa fazer nada”. Ele também tem a alternativa de dizer: “você pode fazer muito em prol desse seu fim”. Aqui, nós nos encontramos diante de um paradoxo. O “eu” ama ouvir isso: “continue como está, está tudo bem aí com você”. Ou o “eu” ama uma voz lhe dizer: “vamos lá, se esforce, trabalhe, se empenhe, se discipline, faça alguma coisa, realize esse seu autosuicídio”.

Aqui, o que eu tenho para dizer diante dessa pergunta é: é preciso uma disposição, uma entrega, uma aplicação, uma dedicação, algo indescritível no que diz respeito a empenho. Você tem que arder por isso para valer. Você tem que simplesmente entregar tudo por isso. Então, é preciso “fazer muito”, entre aspas. Isso significa uma entrega profunda, significativa, indescritível, total. Por outro lado, isso significa deixar todo o fazer, ficar inteiramente quieto, silencioso, sem qualquer ação. Nesse estar quieto, numa entrega a essa Presença, que é a Graça, que faz tudo, não tem você fazendo isso, só tem a Graça fazendo isso.

Isso significa uma disposição de entrega a essa Presença, a essa Graça. Isso significa ficar quieto, não fazer nada, parar com tudo, deixar todo fazer, colocar todo o seu coração nesse não fazer, nesse estar quieto.

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