quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Satsang - Na mente, você é uma fraude


A mente está identificada com toda experiência. Vocês esqueceram isso. Vocês se embolam ainda com muita facilidade com qualquer história mental, com qualquer som, com qualquer sentimento, emoção, sensação. Vocês saem dessa linha de base e se embolam, compreendem o que estamos dizendo? Vocês saem dessa linha de base e se embolam com a experiência, e quando fazem isso vocês dão uma identidade ao que não tem identidade.

Nenhuma experiência tem identidade, é só uma experiência. A vida é só o que é. Você sai da linha de base e se embola com a experiência e cria um experimentador disso e se separa como “alguém”, como esse “mim”, esse “eu”, essa “pessoa” que você acredita que é. Acompanham isso? Você não existe, você é uma fraude, você é uma ilusão, você é só uma crença, de extrema gravidade. E você chega a mim e diz “eu lhe encontrei”, “encontrei uma outra pessoa com quem compartilhar a minha dor”.

Só há dor e ela não é minha. Nem sua, porque não há “eu” nem “você”. A dor é só uma experiência que vem e vai nesse mecanismo, nesse organismo, ou naquele outro organismo. Mas não há uma pessoa aqui, não há uma pessoa aí. A história que você pode contar acerca desse mecanismo feminino ou masculino de quatro decênios ou cinco não faz de você uma pessoa. É só uma história, de um mecanismo, de um organismo, que apareceu no dia tal do ano tal. Não tem alguém aí. A Liberação é a constatação de sua Natureza Essencial, que é essa Ilimitada Presença.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Satsang - Além das duas faces da moeda


A ideia que se tem de que algo "do lado fora" tem que ser deixado está baseada na ideia de que você é alguém dentro que tem algo pra largar. Você não tem algo "do lado de fora" para largar ou coisas para deixar, porque você não existe aí dentro. Se não há você dentro, não há nada fora. Tudo é somente uma Única Presença.

Aqui, a única coisa é abandonar a ideia de abandonar qualquer coisa, der ser alguém para fazer isso, de ser alguém capaz de realizar isso. Apenas permaneça no seu lugar e tudo encontra o seu próprio lugar. O seu lugar é o lugar aonde você não está, onde tudo está presente. Quando você não está, tudo está presente. Paradoxalmente, aí está Você. O exercício é trazer Consciência a esse instante. Traga Consciência a este instante, não importa aquilo que este instante apresente. Não se importe com o que ele traz, o que ele traz ele também leva, e Você permanece. É em Você que o instante acontece.

É em Você que esse momento acontece. É em Você que o agora acontece. O agora, com as suas múltiplas faces. A alegria é uma face, a dor é outra face. O desejo é uma face, o medo é outra face. O positivo é uma face, o negativo é outra face. É como uma moeda: cara e coroa. Isso aparece sempre de um lado ou do outro. É como o movimento do pêndulo de um lado para o outro, de um lado para o outro, enquanto Você se mantém nessa posição que está fora de todas as posições. Você se mantém no centro.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - O desaparecimento do "eu"


P - O “eu” desaparece naturalmente ou há algo que deva ser feito?

M - Tudo o que o “eu” não quer é desaparecer. Por isso ele tem essa alternativa. Ele tem ambas alternativas. Ele tem a alternativa de dizer: “você não precisa fazer nada”. Ele também tem a alternativa de dizer: “você pode fazer muito em prol desse seu fim”. Aqui, nós nos encontramos diante de um paradoxo. O “eu” ama ouvir isso: “continue como está, está tudo bem aí com você”. Ou o “eu” ama uma voz lhe dizer: “vamos lá, se esforce, trabalhe, se empenhe, se discipline, faça alguma coisa, realize esse seu autosuicídio”.

Aqui, o que eu tenho para dizer diante dessa pergunta é: é preciso uma disposição, uma entrega, uma aplicação, uma dedicação, algo indescritível no que diz respeito a empenho. Você tem que arder por isso para valer. Você tem que simplesmente entregar tudo por isso. Então, é preciso “fazer muito”, entre aspas. Isso significa uma entrega profunda, significativa, indescritível, total. Por outro lado, isso significa deixar todo o fazer, ficar inteiramente quieto, silencioso, sem qualquer ação. Nesse estar quieto, numa entrega a essa Presença, que é a Graça, que faz tudo, não tem você fazendo isso, só tem a Graça fazendo isso.

Isso significa uma disposição de entrega a essa Presença, a essa Graça. Isso significa ficar quieto, não fazer nada, parar com tudo, deixar todo fazer, colocar todo o seu coração nesse não fazer, nesse estar quieto.

domingo, 25 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - Esse anelo pela Verdade


P - Estar aberto à Verdade não seria também se identificar com um desejo, o desejo de percebê-la?

M - Esse anelo pela Verdade, que nós poderíamos aqui chamar de desejo também, esse é o único desejo. Tudo o que nós desejamos é esse único anelo. Nós anelamos ou desejamos a Felicidade acima de qualquer coisa. Isso significa que todo e qualquer desejo que temos na vida, nesse nosso viver, é somente esse desejo. Nós desejamos a Felicidade, porque essa é a nossa Natureza Real, nossa Natureza Verdadeira. Essa é a Verdade sua, minha, de todos. É a única Verdade. É a Verdade dessa Única Presença que somos.

A questão é quando a mente entra, transforma esse anelo em uma de suas ambições. É o que poderíamos chamar de desejo. O assim chamado “desejo” que conhecemos, que nos mantém não só alienados daquilo que Somos, mas presos nessa prisão, que é a prisão do “eu”, dessa identidade ilusória, é essa confusão que a mente faz. A mente transfere para aquilo que está dentro do conhecido, dentro de sua esfera, esse encontro. Assim, nos perdemos no mundo dos desejos, nesse mundo mental dos desejos. Esse anelo pela Verdade é o anelo pelo Amor, pela Paz, pela Felicidade. Isso é a sua Natureza.

Esse anseio é legítimo. A questão não está nesse desejo, que é o único desejo, nesse anelo, que é o único anelo. A questão é que a mente cria um ideal, ela vai em busca de um ideal. Ela assim cria esse “seu” desejo. Ela transfere para esse mundo do conhecido, dos seus objetivos, aquilo que está além dela, que é desconhecido dela. Na verdade, estar aberto à Verdade é estar aberto a esse anelo profundo que trazemos, a esse único desejo, algo que não é encontrado do lado de fora, que jamais será realizado em objetos, em realizações, em pessoas ou em situações.

Isso é o que somos agora, neste instante: Amor, Paz, Felicidade. Esse é o anseio, é o anelo, é o desejo real. Isso está no coração de todos, porque é isso o que somos.

sábado, 24 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - Consciência não sabe


Consciência não sabe, não se importa com isso. Consciência é essa Presença na qual o saber e o não saber, ambos acontecem, sem nenhuma afetação. Consciência é Presença sem afetação. Sempre imaculada, inatingível, jamais tocada, é a fonte, o cerne, é a base. É aquilo no qual tudo aparece e depois desaparece. E ela continua. Nossa ênfase é Naquilo que é imutável. Liberação é Aquilo que é imutável. É essa ciência do que É.

O que É está além do não saber, além do saber, do aparecer e do desaparecer. Seu conhecimento aqui não tem qualquer importância, é algo no tempo, é parte daquilo que é limitado pelo tempo, que precisa ser acrescentado mais e mais e mais. E pode ser diminuído até não sobrar mais nada. Ou seja, é mutável, perecível, é reconhecível. Falamos desse fundo de Silêncio, esse fundo de Consciência, de Presença, esse fundo que é Isso: Consciência, Silêncio, Presença, que é Meditação.

Reparem que isso não está no campo dos opostos, mas além dos opostos. Tudo que contrasta, contrasta nessa Coisa, aparece Nesse fundo, esse fundo de pura Presença, pura Consciência, puro Silêncio. É nesse fundo de Presença, esse fundo de Consciência, esse fundo de Silêncio, aí está essa realidade imutável. Seu Estado Verdadeiro, seu Estado Real, seu Estado Natural. Aquilo que jamais muda, que jamais sofre mudanças. No qual as mudanças estão aparecendo o tempo inteiro, mas de forma clara, não confundida, inconfundível.

Você se mantém como essa Consciência, esse Silêncio, essa Presença, vendo os estados mutáveis aparecendo e desaparecendo. Pensamentos, sentimentos, emoções, sensações, toda reação no corpo, toda resposta fisiológica, toda sensação neural nesse mecanismo. Aqui estamos apontando para esse espaço, que não é um espaço. É onde o espaço aparece e desaparece também. É o espaço além do espaço.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Satsang - O pensamento é uma fraude


P - Essa sensibilidade a esse instante é o mesmo que estar inteiro nesse instante?

M - Não importa o que esteja aparecendo aí.

P - Ficar nos sentidos ajuda muito isso, né? Ficar sensível a esse instante?

M - E só se tem os sentidos mesmo. Ficar só nos sentidos mesmo. Pensamento também é parte daquilo que é, que aparece nos sentidos. Você olha pra uma árvore, e daqui a pouco olha pra uma outra coisa, uma terceira, e a primeira, que foi a árvore, ficá lá, você não captura aquilo. Você está nos sentidos. É não ajuntar coisas. A mente coleciona coisas. A mente é uma espécie de álbum, a mente é uma espécie de álbum onde figurinhas vão sendo coladas. Todas as figurinhas são as experiências, as percepções, as sensações, essas lembranças, essas recordações. Isso forma a história e faz um filme.

E a mente é esse filme se repetindo de novo, de novo, de novo, de novo. Não tem mente aí. A mente é só esse filme rodando. Pela manhã, quando você acorda, você percebe alguns pensamentos surgindo, mas você não percebe os pensamentos surgindo, eles já te engolem, já te embolam logo pela manhã. A sensação de mau humor toma conta e a mente diz: “eu não estou bem, amanheci mal.” Não tem nada a ver com você o filme da mente. Mas você escuta o filme e se embola com esse filme mental. É só uma indisposição física que a mente transforma numa história, num filme e assume uma identidade nesse filme.

Aí fica interpretando, analisando, julgando, comparando esse dia com o dia anterior, que foi um dia “feliz”, ou seja, um dia de filme feliz. E, hoje, um dia de filme triste. Percebem o que é o ego? O ego é essa proteção que se dá a uma história que surge, uma história criada por esse movimento de pensamentos, de sentimentos, de sensações. Não tem isso! Só existe na imaginação. Mente é imaginação! Todo pensamento é imaginação! Pensamento é uma fraude! Pensamento é a substituição fraudulenta do movimento da vida.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Satsang - O que você vê (1)


P – Quando você olha pra nós você vê o quê? Ou você só olha e não enxerga?

M – Eu vejo uma só coisa, há sempre uma única coisa aparecendo. Todas essas percepções sensoriais que nós temos são quadros breves aparecendo, o pensamento nesse formato de memória cria uma continuidade para essas percepções e isso é sentido em nós como se fosse real isso, como se a continuidade dessa percepção fosse algo real. Na verdade, são só quadros, imagens, percepções. Essa linha de continuidade é imaginária na memória, na lembrança. Por detrás dessa linha imaginária, o sentido de alguém vendo alguma coisa, ouvindo alguma coisa, sentindo alguma coisa. Todo o sentido aí é falso quando por detrás desse sentir existe a crença de alguém dentro disso. Nós temos dado muita importância ao experimentador.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - Se desidentifique


P – Existe alguma dica, um método para não levar a mente muito a sério, esses padrões que se repetem?

M – A dica é uma só: se desidentifique. O que você chama de mente são só pensamentos acontecendo. Esses pensamentos, eles aparecem e desaparecem. Quando eles aparecem, eles te capturam a atenção. Te capturam em razão desse hábito. É um simples condicionamento ser capturado por esses pensamentos. Então, eles se tornam importantes, se fazem importantes. Eles se fazem importantes pela atenção que você confere a eles. Mas isso é força do hábito. A mente é puro condicionamento, pura força do hábito.

P – Não sei como me desidentificar. O que seria se desidentificar? Às vezes o pensamento é muito sedutor.

M – Pensamento é um movimento interno que pode ser observado. É só uma questão de observação desse movimento. Essa observação do movimento só é possível quando há Presença, quando há Consciência, quando você não se embola com o pensamento. Isso é a desidentificação. O pensamento é algo acontecendo, como o sentimento é algo acontecendo, a emoção. É apenas algo que aparece e desaparece aí, no sistema, na máquina, no corpo. Isso não tem nada a ver com você. Isso é um movimento natural na Consciência, o movimento do pensamento. A identificação com isso é essa desatenção que temos dado a esse movimento. Nessa desatenção surge essa ilusão, a ilusão de alguém pensando. Surge a ilusão do pensador.

É só uma questão de observar esse movimento do pensamento sem se perder nele.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Satsang - Aí está a Liberação


Bem vindo a mais um Satsang, a mais um momento, mais um momento de atentarmos para Isso, para Aquilo que somos.
Despertar nada mais é do que ter plena ciência de que neste momento tudo faz parte de uma coisa só, não há nenhuma separação, e de que nada é estranho, nada se opõe, nada é contrário, nada é antagônico. É essa plena ciência de que não há inimigos, não há adversários, não há nada fora do lugar, e todas essas palavras não dizem nada – permanece sempre Aquilo que é imutável por trás de tudo aquilo que muda, tudo aquilo que vem e vai. Assim, o Despertar não é algo que acontece ao corpo, é algo que é constatado na Consciência, como Consciência. É a ciência da Consciência na Consciência. Mas é essa percepção do "corpo-mente", é essa ciência da Consciência na Consciência. Isso é basicamente silêncio, é basicamente não-separação, não-conflito, não-sofrimento.
O sofrimento aqui é visto como um fenômeno que vem e vai – a multiplicidade, essa aparente separação de tudo, é só um fenômeno meramente mental. Como fenômeno mental, a verdade disso está na mente, e não na Consciência.
O corpo não experimenta separação, a mente experimenta separação. A mente experiencia separação como uma crença. A mente é só uma crença, é um fenômeno na Consciência. Enquanto o corpo não experimenta a separação, a mente experimenta a separação, é um fenômeno que experimenta a separação, é uma crença que experimenta a separação. O corpo aparece na mente, mas o corpo desempenha muito bem a sua função, o seu papel, enquanto que a mente, ela está em desordem em razão desse modo de operar, desse modo próprio de operação dela. E ela está no lugar dela fazendo o que ela sabe fazer bem. O corpo está no lugar dele fazendo o que ele sabe fazer bem. E isso acontece nessa Consciência.
Consciência ciente dela própria é o Despertar. Nessa harmonia do corpo e mente há essa ciência. Aí está a Liberação. Aí está a Realização.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - Para quem surge essa ilusão?


P - Por que a ilusão de uma personalidade ou observador surge? Qual o motivo do apego? Quando estamos pensando, existe essa sensação de separação. Se eu consigo analisar, observar um pensamento, dá a impressão de que eu sou uma entidade separada, que observa tudo...

M - Para quem surge essa ilusão? O que temos, na realidade, é só uma crença. Com esse pronome “eu” e com essa experiência ligada a esse mecanismo, a esse corpo-mente, que é uma experiência particular com uma memória particular, com um nome particular, surge a crença de uma personalidade. É só uma crença.

Que apego? Para quem? Aonde está esse que pode se apegar ou se desapegar? Na realidade, não estamos pensando. O pensamento está acontecendo, e essa sensação de separação nasce da crença, da pessoa, dessa personalidade, desse “eu” nessas experiências particulares, que são só memórias, lembranças.

domingo, 18 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - Por que o pensamento insiste em se perpetuar?


P - Um pensamento tem vontade própria? Ele tem consciência de si próprio? Por que ele insiste em querer perpetuar sua continuidade?
M - Um pensamento é só um acontecimento. Quando a chuva cai, você tem só um acontecimento. Quando o sol brilha, você tem só um acontecimento. E tudo é sim uma expressão dessa Consciência. A Consciência tem ciência dela própria, e ela se desdobra em pensamentos, como se desdobra em gotas de chuva, como se desdobra em energia solar.
Por que ele insiste em querer perpetuar sua continuidade? Não é o pensamento que insiste. É a ilusão de uma identidade por trás do pensamento que insiste. Pensamento é algo que acontece, vem e vai como a chuva. Então, o que insiste em querer continuar, em perpetuar, em manter, em se manter nessa continuidade, não é o pensamento. É a ilusão de uma identidade por trás disso tudo.

sábado, 17 de agosto de 2013

Satsang pelo Paltalk - Quem é esse que é insultado?


P - A separação está na crença de existir a pessoa?

M - A crença dessa identidade separada. Essa crença é simplesmente uma história, uma história ligada a esse mecanismo, a esse corpo-mente. A confiança em uma entidade com base nessa história é a ideia de uma pessoa. E uma pessoa, que é só uma ideia, uma crença, esse “eu” dentro do corpo vendo muitos “eus” em outros corpos, vendo coisas, objetos, experimentando sensações, experimentando pensamentos, emoções... É o próprio sentido da separação, da separatividade. Essa é a ilusão do “eu”, do “mim”, do ego. Isso é pura inconsciência, pura identificação, a identificação com a emoção, com o pensamento, com o sentimento, com uma resposta no mecanismo.

Se há uma dor de barriga, é só uma dor de barriga. A ideia “eu sou o corpo” dá uma identidade a essa dor de barriga. A mente entra com uma história dizendo “estou com dor de barriga”. A dor de barriga é algo acontecendo no corpo, no mecanismo, pode ser observada na Consciência. Ela vem e vai, como o corpo. Mas você se mantém como pura Consciência sem corpo. Você está sentindo a dor aí, mas a dor está acontecendo no corpo, no mecanismo, e não em você. Quando o corpo desaparece, você continua, como acontece em sono profundo. Essa identificação com o corpo cria um sentido de separatividade, porque afinal de contas é a “minha barriga” que está doendo, e não a barriga “do outro”, enquanto na verdade o que está doendo é a barriga, nesse mecanismo. Na Consciência, não há dor nenhuma. A dor só aparece e desaparece. Por ser algo que vem e vai, não é permanente. Não é o que é Você, assim como o corpo não é isso que é Você.

Quando uma palavra lhe é dirigida e é sentida aí como um insulto, quem foi insultado? Quem está sendo insultado? Quem é esse? Estamos diante do mesmo fenômeno. O pensamento, com a sua história de uma identidade no corpo, se sente insultado. Assim como você se identifica com a dor no corpo porque se identifica com o corpo, você se identifica com o pensamento nessa ideia de uma identidade presente sendo insultada. Não há ninguém sendo insultado.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Satsang - Consciousness does not forget itself


The fact is that you are always in this place, the place of totality, of completeness, where there is no shortage, where there is nothing missing, no need, where each event happens as a precise answer to that moment, to that instant. I could call this meeting, this speech, “omniscience”. The word “consciousness” means being conscious. Consciousness in this place, in this space that is consciousness, is understanding. The mind doubts, Consciousness is being conscious.

How can this Consciousness forget about itself? The expression of this separate identity, the illusion, the ignorance, how can this be possible in Consciousness? The fact is it cannot. Consciousness is always conscious. Consciousness doesn’t stop being aware of itself. It is omniscient. How can ignorance, illusion, the sense of separateness, the sense of a separate identity appears in Consciousness, if it is omniscient? I want to repeat it: it only appears seeming to be there. But there is no such a thing as illusion, there is no such a thing as ignorance, there is no such a thing as separation. And all the suffering involved in it, it just seems to be.

It doesn´t seem to be for Consciousness. It seems to be for the mind. For the mind it seems to be. For Consciousness it appears only in the Being. Consciousness is always aware of its own Being. It’s the Being aware of Being, Consciousness aware of itself. More precisely, Consciousness is what it is. In India they don’t call it ignorance, this sense of separateness, all suffering implicated in it. In India they call it the "illusion of ignorance". It is the illusion of ignorance.

The investigation of this illusion happens in the mind, and the mind is the illusion itself. Here is the whole thing: How can the illusion investigate the illusion? How can the mind as an illusion see itself? The whole work is always of Grace, always of Consciousness. It makes no sense, it’s completely senseless. But that´s what it is all about: no joke needs to make sense to be funny. The game is already funny, because it is a game.
This finding of what is not lost, the end of the illusion that has never existed, Consciousness, showing up as conscious without never have being unconscious, this is the game that makes no sense. Interestingly, in mind, this joke is not seen as a joke, because in the mind this state of game is the state of misery, conflict, pain, suffering ... But the mind, it is a joke. Do you want to ask me anything about this?

Participant – Is it the joke or the toy?

It is the toy and the joke. Only Consciousness simultaneously is what plays, is the joke and is the toy. The mind can only play the role of the toy and the game. The Mind here is the process, the progress of the dream. The dream of ignorance. The dream of this illusion, the illusion of ignorance. The toy is phenomenal. The entire phenomenal manifestation is the toy, and the mind is the joke. But the toy is still the mind, and what plays is the omniscience of Consciousness, it plays hiding itself in the mind, and then it reveals itself as That where mind appears. Where it seems to appear and disappear.

Not to be confused with any phenomenon, with no experience, with any mental process, that is the mind, it is the Consciousness conscious of the Being. It is the Being aware of the Being, Consciousness is aware of itself. I want to repeat it: it has never failed to be aware of itself, it just seems to have forgotten that. This is the joke, that´s why it's funny.

Participant - I do not know if I laugh or if I cry ... (laughing)

Laughing or crying is the game itself. Awakening is to be fully aware in this dream, conscious it's a dream. It is to be in the play knowing that you are the one who plays, the game and the toy, without separation. Smiles and tears, pleasure and pain, gaining and losing, arriving and leaving, being born and dying, this and that. Mind, body and world, the heart of this experience, of this experimentation, now present. Being here is omniscience. Being here is liberation. Being here is happiness. Being here is peace, it is love.

This is not only omniscient, this is all the power. It is the sole author of all the deeds, of all actions, it is the only one that happens and does not happen, makes happen and unmake, this is not only omniscient, omnipotent. It is the only power, that involves, everywhere and nowhere, permeates, makes feasible, possible, every experience happening.

There is nothing going on outside this happening, other than This that moves everything. That is what makes your eyes blink, makes your heart beat, makes the air going in and out. That's what builds and this is what destroys. The mind is concerned, the arrogance of the sense of separateness, it has created the illusion of being the author and the maintainer, and the destroyer. Just the “me” believes. The illusion of this false identity believes to be in the control. Notice the concern that we have in this illusion that we have some power, the power of creating, of maintaining and destroying.

The world is not your problem, the planet is not your problem, this body that is what you have of the most intimate, that is the closest of your own is still not your problem, simply because you do not exist in this body. It is this body that exists in you, it is this world that exists in you, it is this planet that exists in you. It is this universe that exists in you. In your real nature you are omniscient, you are omnipotent. It is not you who is in the world, it is the world that is in you.

The body appears and disappears, the world appears and disappears, the planet appears and disappears. Everything that appeared one day will disappear. Everything that comes and goes, everything that appears and disappears, everything is within this process of transformation, of change within this omnipotence, within this Consciousness, this omniscience.

This omniscience and omnipotence that is always present, beyond time and space, your Real Nature is omnipresent. It is in this omnipresence that time and space appears in the mind. These different names pointing to this Unique Presence, for this unique and indescribable unlimited Consciousness. This is the Truth about you. This is the Truth about everything.


To conclude, I would say that everything that exists is Consciousness. And Consciousness is all there is. Consciousness is. And what is is Consciousness. That's it. Namaste.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Satsang - Infelicidade é impossível


Você é a Vida nessa fluidez. Nada é certo aí; nada fica seguro aí; nada está ancorado aí. Nada fica preso; nada se mantém; nada se sustenta.
Sendo a Vida, assim, sendo, com tudo absolutamente solto, você não experimenta o sofrimento, você não experimenta a infelicidade. O sofrimento, a infelicidade, é impossível em Você, na Vida.
"A vida é infeliz, sofrida, miserável, problemática, onde as coisas estão seguras, ancoradas, presas" - é a ideia, é a ideia que você faz de si mesmo nesse "você" que assim vive. Essa ilusória vida, esse ilusório "você" sofre esse ilusório sofrimento, é miserável nessa ilusória miséria, é infeliz nessa ilusória infelicidade.
É impossível você ser infeliz, como é impossível você ser miserável, ou sofrer. É essa estrutura mental, é esse programa mental, é esse modelo mental, que não flui como a vida flui, como você flui.
"Estancado, parado, abalizado, fixo, seguro, estruturado" - é a mente em seu programa. Ela se passa pela vida, ela se passa por você, ela se sobrepõe à vida, ela se separa da vida. Ela monitora, controla, determina, dirige. Isso é uma ilusão. É a ilusão da leitura que você tem de si mesmo, que você tem da vida. É ela fazendo. Isso é o ego. É essa ilusória identidade.
Você é Real em seu Ser, como a Vida. A mente, nessa estrutura, é o ego, nessa ilusão do "parecer ser".

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

P: Como posso me livrar dos pensamentos?


P: Como posso me livrar dos pensamentos? Dessa tagarelice aqui dentro? Desse "macaquinho" dentro da minha cabeça?

M: Pensamentos são só pensamentos, não tem alguém por trás deles. Essa tagarelice é só um hábito aí nesse mecanismo, é só um modelo, uma forma, um hábito, uma maneira de como os pensamentos se processam aí. Comece apenas a deixá-los soltos, e essa identidade por trás desses pensamentos desaparece.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Satsang - Você é imutável



Você começa a se ver, e o que acontece? Você se vê no que acontece quando não se separa, como o experimentador, daquilo que vem e vai. Aí fica claro que não há dois, e que tudo vem e vai Naquilo que não muda, que é essa Consciência. A gente chama de Consciência. Vamos chamar de Imutável, agora.

Naquilo que é Imutável tudo muda o tempo todo. Repare que as palavras não são importantes. Não têm importância nenhuma: vamos chamar de "Imutável". Você é o Imutável. Assim, deixe vir, e deixe ir – é quando você pode se reconhecer momento a momento como o Imutável, como o Indescritível, o Inominável, o Imensurável. O Atemporal. Isso é amor.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Satsang - O eu, o agora, o pensamento, tudo é imaginação


Essa disposição sua, ela não conta. Toda experiência presente, ela dispensa você. Você é só uma ideia dentro da experiência. Isso não é mesmo uma questão de aceitar ou rejeitar, é uma questão de reconhecer. "Eu experimentando", "eu vivenciando", "eu na ação", "eu na escolha", "eu na decisão"... A experiência acontece como um só movimento, um só acontecimento, um único acontecimento. Em que intervalo de tempo? Neste instante. 


Para ficar claro que você não está na experiência, basta dizer que "o você" precisa observar cada momento que já foi. Você não pode falar de um momento ocorrendo. Você nunca está em um momento ocorrendo; ele sempre já foi. "Agora" é como "passado" e como "futuro"... É só uma palavra. Não há passado. Não há futuro. Não há agora. "Agora" é só uma palavra, "passado" é só uma palavra, "futuro" é só uma palavra, e esse momento já foi. Ele não foi para o passado. 


Tudo o que você tem desse assim chamado "passado" é uma crença. Toda lembrança é só uma crença de algo que aconteceu. Se eu te perguntar "quando?", você vai usar uma outra crença para explicar essa. Você vai dizer que foi há dois minutos atrás, ou há dois dias atrás, ou há dois anos atrás. Mas quem estava lá? Você vai dizer: "eu". Esse "eu" está presente aqui neste momento? 

A experiência acontece nesse intervalo, nesse intervalo de tempo imaginário a que chamamos "agora", que depois se transforma numa outra crença, na crença do passado, que é só uma outra palavra também. E onde isso tudo aparece como verdadeiro? Na imaginação.

Sem imaginação, não há passado. Com a imaginação, é só a crença de algo que aconteceu para "alguém", que supostamente "viveu aquilo". Isso é basicamente pensamento. Pensamento é uma imaginação! Tudo é somente pensamento. O agora é um pensamento. O passado é um pensamento. O futuro é um pensamento. A lembrança é um pensamento. Esse "eu" é um pensamento. Esse "eu" na experiência é um pensamento. E tudo isso é imaginação e é pensamento. Tudo o que temos é a experiência, mas a experiência só como palavra, aqui sendo colocada... Se pudesse ser descrita. Não estamos mais falando disso, estamos falando de imaginação. *

domingo, 11 de agosto de 2013

Satsang no paltalk - Porque essa constante sensação de estar incompleto?




P - Por que essa constante sensação de estar incompleto? Estamos sempre buscando algo sem nem mesmo saber o que é, isso é normal?

M - Tudo o que você busca é a Si mesmo. Essa sensação de incompletude é algo natural na mente. E quando você diz: “sem nem mesmo saber o que é” é exatamente assim. Aquilo que você É está fora do conhecido da mente. Você colocou muito bem a pergunta. Essa sensação de incompletude de fato será sempre constante na mente, porque a natureza da mente é insatisfação, incompletude. A mente é infelicidade. O que você está buscando na verdade é a Si mesmo, é a felicidade que você já traz, que você já É. Só que a mente está embolada nessa busca. Então, em sua sensação de incompletude, tudo o que ela faz é inventar coisas, procurar coisas. Coisas dentro daquilo que ela conhece, daquilo que ela pode projetar.

Isso é válido para cada um de vocês. Venha a um Satsang presencial e você vai descobrir que é exatamente essa busca, essa procura dentro da própria mente disso que já é você que tem causado mais e mais infelicidade. Você já é em sua real natureza amor, paz, felicidade, completude. Mas na mente insatisfação, conflito, contradição, sofrimento, incompletude. Essa incompletude, que é essa sensação constante, isso é uma grande bênção. Isso sinaliza para você que você não está vivendo em seu estado natural, não está vivendo em sua real natureza. É isso que todos nós sentimos. Isso termina quando o sentido de separatividade termina. Quando esse sentido ilusório de ser alguém termina, aí a incompletude termina.

Todos vocês estão presentes porque esse é o momento de vocês dessa realização, da realização daquilo que é vocês em sua real natureza, e isso é o fim da ilusão do sofrimento, da ilusão de um sofredor. É o fim dessa ilusão da “pessoa”, desse mim, desse eu.

sábado, 10 de agosto de 2013

Satsang no Paltalk - Existe o momento da iluminação?


Pergunta - “Existe o momento da iluminação?”
Marcos - É uma pergunta que exige algumas coisas para serem vistas. Isso exige que a gente consiga ver algumas coisas. A primeira delas é que a palavra aqui pode ser iluminação, despertar, realização ou qualquer outra. Isso significa simplesmente clareza, o fim dessa ilusão, a ilusão de uma identidade por trás do pensamento, do sentimento, da sensação, da ação. Isso significa o fim do sentido de separatividade. E quando você pergunta “existe o momento?”, a resposta, uma vez que isso que acabamos de colocar tenha ficado claro, a resposta é: o momento para quem?, uma vez que estamos lidando apenas com uma ilusão, a ilusão dessa identidade. Então, estamos lidando com uma falsa identidade.
Na verdade, essa falsa identidade existe apenas como uma crença. Assim sendo, o “momento da iluminação” só pode ser agora, quando acontece o fim dessa crença. Então, a confiança de uma identidade por trás do pensamento, por trás da ação, por trás da sensação, por trás do sentimento, o fim da confiança só é possível nesse instante. Isso é o fim dessa ilusão, da ilusão dessa identidade.
A iluminação é agora. Essa é uma coisa a respeito dessa pergunta sua. A outra coisa é: uma vez que isso seja visto, isso não assenta ou não se estabiliza assim tão de imediato. Isso porque esse mecanismo, esse corpo-mente tem padrões de repetição, padrões de continuidade, ele carrega profundas tendências internas. Há uma tremenda inconsciência em cada um de nós. A mente é muito hábil nisso, está há muito tempo treinada nesses padrões, então isso requer uma investigação aplicada, dedicada. Você precisa colocar o seu coração inteiramente nisso para que isso que está sendo visto agora, neste instante, encontre essa estabilidade nesse organismo. Assim sendo, a iluminação, o acordar, o despertar, a realização é agora, mas a estabilização ou a harmonização do corpo-mente a esse estado de puro Ser, de pura Consciência, de pura Presença, isso para cada organismo pode levar um tempo. Aqui, nesse caso, levou 21 anos. Então, essa é outra coisa a respeito dessa pergunta.
Tem mais um terceiro ponto sobre isso. Você tem uma oportunidade muito grande, cada um de vocês têm, e a oportunidade para essa harmonização, para esse equilíbrio de corpo e mente a esse estado natural de puro Ser, de pura Consciência, que é essa liberação da ilusão dessa falsa identidade. A coisa toda, a grande facilitação que você tem chama-se Satsang. Satsang é a oportunidade de você estar diante do puro estado de Ser, Consciência, Presença, e ver isso diretamente ali em outro, que não é outro. Esse facilitador, esse amigo ou professor ou guru, ou aquele que ali está, que já está assentado nesse estado, que já vivencia esse equilíbrio de corpo-mente, essa harmonia de corpo-mente a esse estado natural, isso é uma grande oportunidade e uma grande facilidade. É a oportunidade da autoinvestigação, da meditação e da entrega. É aqui que entra esse convite que temos feito.
Sozinho na mente, tudo o que você pode é até certo ponto investigar isso. Mas fica muito superficial. E com muita facilidade a mente embola você novamente. Então, há essa dificuldade. Assim sendo, fica esse convite: venha ao Satsang. Isso é válido para cada um de vocês. Há algo presente em Satsang que é essa presença da Graça. Não é a fala, não é qualquer coisa que esteja acontecendo dentro de um encontro como esse externamente, mas é essa presença, é essa atmosfera, é essa Graça, essa energia de presença. Há algo presente em Satsang que varre completamente todo esse impedimento que é comum à mente. Esse impedimento que a mente, de forma comum, mantém, estabelece.
Isso porque dentro de Satsang esses truques que a mente tem desmoronam. Todos ficam claros, são vistos. Assim sendo, venha ao Satsang. Eu sempre tenho dito isso: se aproxime, fique perto.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Satsang - O eu é somente memória da experiência



"Eu na ação", e esse "eu sou o agente", e esse "eu faço", o que significa exatamente? Pois eu digo: é só uma frase, ou melhor, três frases. A experiência, ela é um todo. Não tem um elemento separado da experiência. Você não pode separar ou isolar o elemento principal em uma ação, a não ser como uma ideia. De outra forma, a ação é só o que acontece, é somente uma experiência. Qualquer ação, qualquer acontecimento é somente uma experiência.

Toda essa experiência, que é só a experiência acontecendo nesse momento, e como pensamento, que é só lembrança se repetindo como a história, para poder ser notada, precisa ter um elemento. E esse elemento "sou eu" é mais uma ideia dentro da história, da lembrança, da memória, que é só imaginação. Começamos a identificar a nós mesmos como "eu" na infância.

Nos ensinaram o pronome "eu", como nos ensinaram um "nome". Identificamos o pronome "eu" a esse mecanismo, a esse corpo, e a toda a experiência ligada a esse corpo – experiência pela qual esse corpo passou, que é só uma memória identificada com esse corpo, que sou "eu" (um pronome), e ao "meu nome"... E ao "meu nome", porque não é o "nome do outro". Sou "eu" porque diz respeito a esse mecanismo, e não àquele mecanismo que está ali.

Então, a quem aconteceu? A mim! Mas o que aconteceu a mim? Aonde está esse "mim"? Exatamente, aonde está esse "mim"? Isso começou lá na infância.

O "mim" surgiu lá na infância. O "eu" surgiu lá na infância. E agora tem um "eu" dentro do corpo, só não sabemos onde está esse "eu" dentro do corpo. Esse "eu" tem uma história, que são as lembranças, a memória de toda a experiência. Mas como você pode separar essa experiência do experimentador? Repare que eles fluem juntos com o experimentador, que é o "eu". Mas aonde está isso? É só pensamento, só memória, só lembrança.

O que quer que você possa contar, quem está contando? Uma crença! É só uma memória falando dela mesma. A memória falando dela mesma fala de um "eu que viveu tal coisa"... Só memória.

Tira a memória, e aonde vai parar esse "eu"? Sem memória, aonde está esse "eu"? Sem memória, aonde está o "experimentador e a dita experiência"? Aonde está?

Participante: "Está acontecendo agora".

Mas esse "eu", aonde está? Tudo o que temos é a experiência.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Satsang - Não há o outro, só há Deus, só há Amor, só há Você



Só tem um lado. Esse "outro lado" é a crença da qual estamos falando o tempo todo. Esse assim chamado "amor", que é só uma crença, é desejo, é prazer, é apego, é medo, qualquer coisa. Estou dizendo que só há amor, e tudo mais...

Participante: "É sinônimo de vida, né?"

Esse amor aqui é sinônimo de vida, é sinônimo de felicidade, é sinônimo de paz, é o coração mesmo, é o cerne mesmo, é essência. É a base de toda a aparição e desaparição de tudo o que vem e vai; de tudo o que acontece, ou parece acontecer; de bom ou de mal; positivo e negativo; tudo é amor; tudo é graça; tudo é liberdade. Tudo é felicidade; tudo é consciência; tudo É o que é; tudo é Deus. Só há Deus. Não se pode falar sobre isso. Falar sobre isso é contar uma história. A mente faz isso muito bem, a consciência não.

O amor não diz "eu te amo". Não existe o outro, nem para ser amado, nem para ouvir uma história sobre isso. Silêncio é paz, é graça, é vida, é amor, é felicidade, é Deus, não-mente, não-eu, não-pessoa, não-identidade, não-alguém, tudo é a mesma coisa. É Isso, é a Coisa, é Aquilo, é Você. Só tem Você.

Toda a experiência está acontecendo Naquilo que é Você. O amor é o amor de si mesmo. A paz é a paz de si mesma. A felicidade é a felicidade de si mesma. A liberdade é a liberdade de si mesma. Deus é Deus de si mesmo. E você é você em si mesmo. Você é Isso. Tudo o mais, só parece aparecer nisso que é Você.

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