quinta-feira, 4 de julho de 2013

Satsang - O desaprender e o real lembrar





Lembrar aquilo que você é...
É somente isso...
Lembrar aquilo que você é...

Lhe contaram muitas coisas sobre o que você é. Só não lhe fizeram lembrar Aquilo que de fato você é. É tão direto assim, sem rodeios...

Desaprender...

Desaprender a inveja, o ciúme, a posse, o domínio, o poder, o saber, o escolher, o determinar, o resolver, o autor das ações, o ganhar, o perder...

Desaprender é lembrar o que você é. [Isso] só requer essa prontidão, essa entrega... Requer esse Olhar Direto... Requer esse descondicionamento, essa desprogramação...

Esse Olhar Direto eu chamo de Olhar Inocente, que não pressupõe nada, que não procura, que não quer, que não busca, que não resolve, que não decide, que não compara, que não julga; que apenas observa, sem se ocupar com honra ou desonra, com sucesso ou fracasso, com ganhar ou perder, com ter ou não ter.

Tudo é tão incerto, tão duvidoso, tão inseguro – é a natureza da vida, e essa é a beleza dela – a incerteza, a insegurança, a não fixação. Tudo está mudando a cada momento.

Esse momento é o momento onde cada coisa está mudando. Esse "lembrar", é o lembrar Isso [a Real Natureza Agora], e não se importar com a mudança.

Só uma coisa é certa: a incerteza.
Só uma coisa é realmente segura: a insegurança.
Isso não é assustador.
Isso é a maravilha da vida:
Esse lugar, esse fluir;
Essa não solidez.

Só a ilusão do pensamento, que se configura com toda a sua história numa falsa identidade, é que tem mantido a ilusão de que tudo caminha dentro dessa segurança para uma resolução, para uma solução final. Não tem fim, não tem começo, não tem meio. É essa insegurança a grande certeza. Isso tira debaixo dos seus pés toda a pretensão, toda a vaidade, toda a presunção, quando isso não está presente. [Então] fica esse reconhecer, que é o Real Lembrar, de que a vida é Isso [em nós].

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