segunda-feira, 1 de julho de 2013

Satsang - Deus e a Ilusão da Dualidade parte 2



Se você presenciar um passarinho pousado numa árvore, quando olha para aquele passarinho pousado naquele galho, naquela árvore, naquelas folhas, de baixo daquele sol, é lindo. Quando você olha Nesse Olhar, nesse Olhar Simples, nesse Olhar Direto, não há imagem [imagem é mental]. Não existem imagens [não há imaginação que fantasie isso, que interprete, ou que analise isso]. E como a imagem não está, não há conflito. Você não tem nenhum conflito com aquela árvore, nenhum conflito com aquele pássaro. Você não tem nenhum conflito com aquilo que você está vendo. E por que não há conflito? Porque a divisão criada pelo pensamento não está. É que muitas das vezes que nós olhamos para uma árvore, para um pássaro, ou para um animal, para qualquer coisa que a gente interpreta e traduz aquilo dentro do nosso conhecimento, dentro das nossas lembranças, dentro das nossas experiências, e isso cria a imagem também, daquilo. E nós não estamos numa Relação Direta. A Relação Direta, é a relação livre dessa imagem. É a Relação Livre desse fundo, dessa memória.

Mas é muito mais fácil você olhar para qualquer coisa na natureza sem imagem do que você olhar para uma pessoa. Porque você tem uma base de lembrança, uma base de memória, e essa base de memória, essa base de lembrança, essa base de conhecimento, gera a imagem, e a imagem gera conflito. Essa é a causa de todo conflito em nossas relações.

Nossas relações estão baseadas na imagem... Baseada na imagem "que eu tenho dele", e "que ela tem de mim"... "Que ela tem de mim"; "que eu tenho dela"; "que ele tem dela", e vice-versa.

Todas essas imagens geradas, produzidas pelo pensamento, é a base de todo conflito em nossas relações. Isso é dualidade.

Dualidade é se relacionar com a vida, com o mundo, com a natureza, com as pessoas, com base nesse sentido de imagens que o "eu" tem produzido, e por tanto, gerado separação. Nisto de gerar separação continuamente há sempre sofrimento, há sempre contrariedade, há sempre frustração, há sempre medo, há sempre desejo, existem sempre aborrecimentos e contradições.

Quando olhamos, ou aprendemos a Olhar Diretamente, nos despindo desse sentido de imagem que temos, com isso, esse sentido do "eu", ele é desfeito, ele é desmantelado, ele é completamente desmontado, e quando isso acontece, há uma relação livre deste "ego", deste "eu". E nesta relação temos a base para a Paz, a base para a Verdadeira Alegria, a base para o Verdadeiro Amor, é aquilo que nem poderiamos chamar de "relação", porque a relação está sempre baseada em imagens.

Quando não há imagens, o que existe é uma Unidade, uma Plena Unidade. Nessa Unidade, nós não temos a relação "eu e o outro"; "eu e ele"; "nós e eles"... Existe Unidade.

Nós temos momentos de Unidade, momentos de Não-dualidade, momentos de Plena Liberdade do "eu" diante, por exemplo, da natureza, quando vemos o pôr do sol, ou, o nascer do sol – assentados num lugar como uma praia; quando temos Aquela Visão, há um sentido de beleza extraordinário, e esse sentido de beleza, ele, na realidade nasce desse estado livre das imagens, desse estado livre de tudo aquilo que o pensamento tem colocado ali. Nós amamos viagens, nós amamos passeios, nós amamos presenciar coisas bonitas. Por que? Porque elas conseguem de uma forma naturalmente passageira e temporária, mas elas conseguem anular completamente, romper com esse padrão de condicionamento que o pensamento tem criado produzindo imagens, e nesse momento você está plenamente livre desta dualidade. E essa liberdade é algo que te coloca diretamente no Agora. Nós temos falado pouco sobre isso, e vamos continuar falando á você sobre isso.

Nós não precisamos viajar, procurar uma praia, um lugar próximo a natureza, ou escalar uma montanha, ou fazer coisa desse tipo para estarmos nesse estado, para vivenciarmos este estado. A única coisa que se faz necessário é tomarmos consciência da nossa Real Presença no Agora, da nossa Real Presença livre dessas imagens, livre desse sentido isolacionista e separatista, que o "eu" tem criado, e isso é algo que acontece sempre no Agora, nesse exato momento.

Se a sua atenção se torna plena com relação á todo movimento do pensamento, sem julgar, sem avaliar, sem criticar, sem dizer "eu gosto", ou, "eu não gosto", mas a Pura Observação Simples, sem essa identificação, sem esse mergulho do pensamento.

Quando há essa Percepção Plena, estamos diante da Pura Consciência do Agora, livre dessas imagens e nesse momento, Algo Extraordinário se revela, Algo Maravilhoso se revela, Algo que as palavras não podem definir se revela, é a Presença Consciente de Deus, a Presença Consciente da Verdade...

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