terça-feira, 7 de maio de 2013

"A Importância do Satsang Presencial"




Tem algo aqui, que você não pode ter fora daqui, é a presença física, algo de grande relevância aqui para o corpo, mente, para este organismo, para este mecanismo que é expressão dessa Consciência... Que é uma aparição nessa Consciência...

Reparem no toque, o olhar, o silêncio e a fala; estamos falando em termos do "despertar", pois de outra forma não usaríamos este termo, estamos colocando de um modo objetivo, de um modo prático. Você já É em seu Ser, mas não expressa no seu parecer, estamos falando do parecer, estamos falando da expressão e não da essência da natureza inata, intrínseca, é aqui que entra todo o trabalho. 

O trabalho não é neste que é inato, em sua natureza essencial, mas é em sua expressão. O trabalho não é no "mar" e sim nas "ondas." Você como onda na forma é o mar sem forma. Na essência puro Ser, pura Presença, na expressão fazendo jus a isto. Realização é a expressão na forma da essência inata, do mar nas ondas. É aqui que entra o trabalho.

Precisam estar dispostos, precisam desses momentos de investigação, de meditação, de disposição de não fazer, de se render ao que é. Nada como estar fisicamente, presencialmente, nessa disposição de investigação, de meditação e de entrega. É o que temos aqui em encontros presenciais. 

Satsang não é um encontro com o invisível, com o imaterial, com o místico, com o oculto, com o secreto. Satsang é um encontro com o que é. E o que é tudo inclui. O aparente e o não aparente, a aparição e aquilo no qual a aparição surge. Despertar é a manifestação da Presença inata na aparição, na aparência, na verdade uma só e mesma coisa, a onda é o mar, parece onda, mas é o mar, percebem isso?

Satsang é o fim da ilusão, da crença em uma existência separada. Eu, mundo e Deus; eu discípulo, ele mestre. É o que temos aqui, não há qualquer separação. 

Uma vez livre da ilusão, que é esta crença de ser o corpo, não faz diferença, mas enquanto se mantém a ilusão da crença "eu sou o corpo", é importante esses encontros presenciais. Afirmar a não necessidade desses encontros enquanto se mantém de forma hipnótica, sutil, a ideia: Eu decidindo, eu realizando, eu no controle,  enquanto isto se mantém qualquer afirmação, acerca do que se faz necessário ou não, é só mais uma crença.

Você não é corpo, você não é a mente, isto é só uma afirmação verbal, como essas qualquer outras afirmações. Abandonem essas afirmações, abandonem essas crenças, abandonem esses julgamentos e opiniões, são meros conceitos, mais uma viagem no sentido do eu, deste assim chamado "ego" (mente egoica). 

Você é Satsang, afirmar isto não basta, quando não houver mais nenhuma afirmação verbal sobre isto, mas uma direta constatação além da fala, além das idéias, além das crenças que estiverem aí, não, não fará nenhuma diferença, presencialmente ou não presencialmente, mas quando isto acontece já não há mais decisões. 

É isto que nós temos aqui e isto chama-se Satsang presencial. 



Fala em um encontro presencial ocorrida no Rio de Janeiro, dia 28 de abril de 2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário

Compartilhe com outros corações